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Mercado estima inflação e juros maiores em 2015

O Relatório de Mercado Focus da última semana de abril divulgado hoje, 04/05, revela que os analistas de mercado continuam apostando em redução do índice de inflação para os próximos 12 meses, em que pese a elevação do IPCA para o final de 2015.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram, nesta semana, as suas projeções para o índice oficial de inflação do governo que tem por base o IPCA. Para o final deste ano a mediana subiu de 8,25% para 8,26%. Para 2016, o IPCA foi mantido em 5,60%.

Em relação à inflação esperada para os 12 meses à frente, os economistas dos bancos voltaram a reduzir sua estimativa, desta feita de 6,00% para 5,96%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro considerados Top 5, que participam da pesquisa Focus, mantiveram em 0,67% a projeção para a inflação do mês de abril. Para maio os economistas dos bancos também mantiveram as suas estimativas para o IPCA, só que em 0,50%. Com isso espera-se que a meta atuarial com base tanto no IPCA como no INPC sejam menores daqui por diante.

Crescimento da Economia

Pela terceira semana seguida, os analistas das instituições financeiras reduziram as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira. Nesta semana a expectativa em relação ao PIB de 2015 recuou de -1,10% para -1,18%. Para 2016, os economistas dos bancos mantiveram as suas projeções em 1,00%.

As estimativas para o desempenho da indústria em 2015 foram mantidas, pela terceira semana seguida, pelos os agentes do mercado financeiro em -2,50%. Para o próximo ano, os economistas que participam da pesquisa Focus mantiveram as suas projeções em 1,50%.

Taxa de juros

Após o Copom – Comitê de Politica Monetária ter elevado a Selic em sua última reunião, os analistas das instituições financeiras passaram a esperar que  a taxa básica de juros encerre o ano de 2015 em 13,50% ao ano ante estimativa anterior de 13,25% ao ano. Para o próximo ano a estimativa segue em 11,50%. Com isso, após a alta em 2015 a Selic deverá apresentar tendência declinante no próximo ano, o que deve favorecer no médio e longo prazos os títulos lastreados em taxa pré-fixada e em especial os ativos atrelados ao IPCA de longo prazo.

Câmbio

A estimativa para a taxa de câmbio em 2015 foi mantida em R$ 3,20 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano a taxa permaneceu em R$ 3,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

As estimativas dos agentes dos bancos para o balanço de pagamentos, na conta balança Comercial recuaram de US$ 4,17 bilhões para US$ 4,02 bilhões em 2015. Para 2016, a mediana das projeções foram mantidas em superávit em US$ 9,95 bilhões.

Para os economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central, o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto o em 2015 foram elevados de US$ 57,00 bilhões para US$ 57,50 bilhões em 2015 e manutenção em U$ 60,00 bilhões para 2016.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2015, as projeções dos economistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 13,10% para 13,05%.  Para o próximo ano a estimativas subiram de 5,71% para 5,76%.

Perspectiva

A semana que se inicia traz informações importantes para o mercado como, por exemplo, a divulgação da ata do Copom, produção industrial e IPCA, este último deve mostrar variação próximo a 8,3% nos 12 meses encerrados em abril, o Congresso deve retomar (e com muito atraso) as conversas sobre as medidas fiscais sugeridas pelo governo. Cabe destacar que em menos de um mês inspira a validade das medidas provisórias. As versões originais só serão validadas se forem votadas sem ressalvas até 1º de junho. O tempo é escasso para debates que se mostram incessantes entre Legislativo e Executivo.

Com a proximidade do esgotamento de prazo para as MPs deve ser imposto um tramite de urgência à equipe econômica que tem o compromisso de entregar o resultado fiscal de 1,2% do PIB ao final deste ano. Essa expectativa de resultado começa a determinar um esforço maior de contenção de custos e elevação de receitas, uma vez que, para ser conseguida, a economia média mensal do governo teria de ficar na casa de R$ 7,3 bilhões, sendo que no primeiro trimestre do ano, a economia obtida foi de apenas R$ 4,485 bilhões.

O titular da Secretaria do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, não se deixou abater, entretanto, por esse dado. Ao contrário, em entrevista coletiva para apresentar o desempenho do governo central na quinta-feira, 30/04, Saintive assinalou uma reversão de expectativas do setor privado que se deve ao esforço fiscal empreendido pelo governo. “Quando se resgata a credibilidade da política fiscal, isso é importante par a decisão do investimento. Percebemos uma reversão de expectativas.”

Por estar em jogo o poder das perspectivas, principalmente o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve acelerar seu contato com o Congresso, em uma atuação conjunta à do vice-presidente, Michel Temer, responsável pela articulação política do governo.

Dadas as incertezas que ainda pairam, a  estratégia indica uma carteira posicionada em fundos de mais longo prazo em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI, IRF-M 1 ou IMA-B 5. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.

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