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Mercado reduz estimativa para inflação para os próximos 12 meses

Publicado nesta segunda-feira, 27/04, pelo Banco Central, o Relatório de Mercado Focus, mostrou divergências na projeção dos economistas das instituições financeiras para o desempenho da economia brasileira neste ano e em 2016.

Desta forma, a mediana das estimativas dos analistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2015 voltou a recuar.

Inflação

Os economistas do mercado financeiro elevaram, mais uma vez, as suas estimativas para a inflação oficial medida pelo IPCA para 2015 que subiu de 8,23% para 8,25%.

Para o próximo ano, os analistas das instituições permanecem acreditando na queda da inflação medida pelo IPCA, desta forma mantiveram a sua estimativa em 5,60%.

No tocante a inflação estimada para os próximos 12 meses, espera-se uma redução do IPCA de 6,04% para 6,00%.

Inflação de curto prazo

Os analistas considerados Top 5, que participam da pesquisa Focus, mantiveram em 0,67% a estimativa para a inflação para o mês de abril. Para maio os agentes do mercado financeiro também mantiveram as suas estimativas para o IPCA, em 0,50%.

Crescimento da Economia

As projeções dos economistas dos bancos para a evolução da atividade econômica foram alteradas para baixo. Na visão dos agentes do mercado financeiro o PIB – Produto Interno Bruto de 2015 recuou de -1,03% para -1,10%. Para o próximo ano, a estimativa dos economistas foi mantida em 1,00%.

As projeções para a indústria foram mantidas pelos os analistas em -2,50 para este ano. Para 2016, a estimativa também foi mantida, só que em 1,50%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram suas apostas em uma taxa Selic de 13,25% ao ano ao final de 2015. Para 2016 ano a projeção também foi mantida só que em 11,50%.

Desta forma entendemos que o Copom deve elevar a Selic em 0,25 pontos percentuais na reunião que termina em 29/04.

Câmbio

A projeção para a taxa de câmbio em 2015 recuou de R$3,21 para R$ 3,20. Para 2016 a taxa permaneceu em R$ 3,30.

Balanço de pagamentos e IED

As projeções dos economistas dos bancos recuaram de US$ 4,30 bilhões para US$ 4,17 bilhões em 2015. Para o próximo ano, a mediana das estimativas recuou de um superávit de US$ 10,00 bilhões para US$ 9,95 bilhões.

Para os economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central, o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto será insuficiente para cobrir esse resultado deficitário em 2015 e também no próximo ano, já que a mediana das projeções para esse indicador foram elevadas de US$ 56,00 bilhões para US$ 57,00 bilhões no caso de 2015 e elevação de US$ 59,00 bilhões  para U$ 60,00 bilhões em  2016.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as estimativa dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevados de 13,00% para 13,10%.  Para 2016 a projeção subiu de 5,60% para 5,71%.

Perspectiva

Na semana que se inicia, estará no radar dos investidores alguns eventos importantes, que devem mexer com o mercado.

Os holofotes estarão direcionados para a reunião do Copom, que tem término na quarta-feira (29). O mercado trabalha com projeções de alta entre 0,25 e 0,50 ponto percentual na SELIC.

Ainda na quarta-feira será divulgado o resultado primário do governo referente a março. O número é aguardado com expectativa, no momento que o governo tem discutido sobre a necessidade de fazer um contingenciamento do orçamento da União deste ano superior a R$ 80 bilhões, para garantir o cumprimento da meta fiscal.

Outro indicador importante para a semana é a pesquisa mensal de emprego, que sai na terça-feira. Espera-se que a taxa de desemprego de março supere o número de fevereiro, de 5,9%.

Lá fora, destaque para o PIB americano do primeiro trimestre de 2015 e reunião do Fomc, ambos na quarta-feira.

O mercado financeiro voltou a elevar suas projeções para a inflação deste ano, medida pelo IPCA. De acordo com o Relatório Focus revelado hoje, a estimativa dos economistas ouvidos pela autoridade monetária passou de 8,23% para 8,25%. Para 2016, os especialistas consultados veem o IPCA a 5,60% ao final do ano, o mesmo que na pesquisa anterior. Em relação a SELIC, a expectativa é de que a taxa será elevada em 0,50 ponto percentual na reunião desta semana do Copom, indo a 13,25%. Sobre o PIB, a pesquisa mostrou que para 2015 a projeção é de contração de 1,10%, ante recuo de 1,03% previsto na semana anterior.

Para 2016 a previsão de crescimento foi mantida em 1,00%.

Mantemos nossa recomendação de menores exposições aos mercados de risco, priorizando investimentos atrelados ao CDI/SELIC.

A estratégia indica uma carteira posicionada em fundos de mais longo prazo em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI, IRF-M 1 ou IMA-B 5. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.

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