Estimativa para o dólar recua em 2015

Os economistas do mercado financeiro elevaram a estimativa para a inflação oficial de 2015 na semana encerrada em 17 de abril, segundo o Boletim Focus do Banco Central.

O Relatório de pesquisa do Banco Central também traz projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que permaneceu em 7,50% em 2015 e recuou de 5,00% para 4,75% em 2016.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção pra o IPCA de 2015 que passou de 8,13% para 8,23%.

Para 2016, os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua projeção, para o IPCA, em 5,60%.

Em relação à inflação estimada para os próximos 12 meses, espera-se uma elevação no índice calculado pelo IBGE de 5,99% para 6,04%.

Inflação de curto prazo

A estimativa para o índice de inflação oficial no curto prazo divulgada pelos analistas considerados Top 5 que participam da pesquisa Focus, foram elevadas de 0,64% para 0,68% para o mês de abril. Para o mês de maio os economistas dos bancos também elevaram as suas estimativas para o IPCA passando de 0,49% para 0,51%.

Crescimento da Economia

As estimativas dos analistas do mercado financeiro para a atividade econômica foram pouco alteradas. A projeção para o PIB – Produto Interno Bruto deste ano piorou de forma marginal, de recuo de 1,01% para retração de 1,03%. Para 2016, a projeção dos analistas foi mantida em 1,00%.

As projeções para a indústria foi mantida, os analistas projetam que a indústria apresente desempenho negativo da ordem de -2,50. Para 2016, a estimativa foi mantida em 1,50%.

Taxa de juros

Os economistas dos bancos continuam apostando que a taxa básica de juros da economia, a Selic, encerre 2015 em 13,25% ao ano. Para o próximo ano a projeção também foi mantida só que em 11,50%.

Câmbio

As estimativas para o comportamento do câmbio neste ano voltaram a mostrar variações para baixo. De acordo com o Relatório de Mercado Focus, mediana das estimativas para o dólar no encerramento de 2015 passou de R$ 3,25 para R$ 3,21. Há 1 mês, a mediana estava em R$ 3,15. Com a redução apresentada hoje, a taxa média projetada para este ano recuou de R$ 3,13 para R$ 3,11 um mês antes estava em R$ 3,10.

Para 2016, a cotação final foi mantida em R$ 3,30. Há quatro semanas a projeção estava em R$ 3,20. A taxa média para 2016 permaneceu em R$ 3,21. Há 1 mês, a mediana estava em R$ 3,11.

Balanço de pagamentos e IED

As estimativas dos analistas do mercado financeiro foram mantidas em de US$ 4,30 bilhões em 2015. Para o próximo ano, a mediana das estimativas recuou de um superávit de US$ 10,00 bilhões para US$ 9,95 bilhões.

Para os economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central, o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto será insuficiente para cobrir esse resultado deficitário em 2015 e também no próximo ano, já que a mediana das projeções para esse indicador foi mantida em US$ 56,00 bilhões no caso de 2015 e recuo de US$ 59,00 bilhões  para U$ 58,50 bilhões em  2016.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as estimativa dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram mantidos em 13,00%.  Para 2016 a projeção subiu de5,50% para 5,60%.

Perspectiva

Apesar da agenda fraca devido aos feriados estará no radar dos investidores alguns eventos importantes, que devem mexer com o mercado na semana que se inicia.

O grande destaque fica por conta da divulgação dos resultados da Petrobras, que já foi confirmado pela companhia para ser divulgado na quarta-feira. As últimas informações dão conta que a empresa não deve distribuir dividendos sobre o exercício de 2014, em razão de que as baixas contábeis por provisão e reavaliação de ativos deve zerar os resultados.

O mercado financeiro voltou a elevar suas projeções para a inflação deste ano, medida pelo IPCA. De acordo com o Relatório Focus revelado hoje, a estimativa dos economistas ouvidos pela autoridade monetária passou de 8,13% para 8,23%.  A estimativa para a taxa Selic foi mantida em 13,25% ao final do ano, enquanto a média para o ano foi reduzida para 13,14%. As projeções para o PIB sofreram nova queda, com estimativa de retração alterada para -1,03%. A mediana das estimativas para o dólar no encerramento de 2015 foi reduzida para R$ 3.21.

Na abertura dos negócios, as bolsas mundiais repercutem positivamente o novo estímulo à economia da China, com objetivo de dar fôlego a segunda maior economia mundial. O Banco Popular da China realizou o maior corte de compulsórios desde 2008, ao reduzir a requisição de reservas em 100 pontos base, para 18,5%.

A notícia deve repercutir nos mercados brasileiros, com os principais indicadores acompanhando o movimento dos mercados externos. Entretanto, há um viés negativo para a continuidade da maioria dos pregões. Um movimento de queda, que ocorre após uma subida forte e constante, é esperado pelos analistas de mercado. Mantemos nossa recomendação de menores exposições aos mercados de risco, priorizando investimentos atrelados ao CDI/SELIC.

A estratégia indica uma carteira posicionada nos vértices mais longos em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI, IRF-M 1 ou IMA-B 5. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.

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