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Consultoria em Investimentos

Nossa Visão – 06/04/0215

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 1,53%, aos 53.123 pontos. Na semana, o índice acumulou expressivo ganho de 6,04%. No mês de abril, a alta acumula 3,86%.

O índice operou no terreno positivo na maioria dos pregões, refletindo notícias otimistas aqui e lá fora, com a queda do dólar aliviando a tensão dos mercados. A moeda fechou em baixa de 1,36% ante o real, cotado a R$ 3,1292 — no acumulado da semana, a queda é de 3,36%. Além disso, o cenário político deu uma trégua, com os integrantes do Planalto emitindo sinais de maior sintonia com o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

No exterior, números de auxílio-desemprego nos EUA ajudaram a impulsionar os negócios. Os pedidos de auxílio-desemprego feitos pela primeira vez caíram em 20 mil, para um número sazonalmente ajustado de 268 mil na semana encerrada em 28/03. As expectativas eram de 285 mil pedidos.

O fluxo positivo de estrangeiros vem sendo capaz de sustentar o movimento de alta. O investidor estrangeiro colocou R$ 3,8 bilhões na Bovespa em março, elevando o saldo positivo no ano para R$ 9,8 bilhões.

No mercado de juros, as taxas dos DI’s seguiram o dólar e também passaram por um movimento de correção, especialmente nos prazos mais longos. Os juros futuros caíram reagindo à queda do dólar, após os sinais de mais sintonia nas relações entre a presidente Dilma e o ministro Levy.

Na semana que se inicia, estará no radar dos investidores alguns eventos importantes, que devem mexer com o mercado.

Entre os destaques estará a divulgação do IPCA de março. O mercado espera número próximo de 1,50%, o que deve levar a inflação acumulada no ano aos 4,0%. Espera-se que o pior do indicador tenha ficado para trás, e que a partir de abril o número mensal retorne para a faixa de 0,70% a 0,80%, ainda assim elevada.

O mercado ainda ficará atento às notícias externas. Nos EUA, a divulgação da ata do Fomc e os próximos discursos de membros do comitê terão peso extra após a divulgação do relatório de emprego americano (payroll) de março. O fraco ritmo de criação de vagas de emprego nos EUA deve adiar o esperado movimento de alta no juro americano. Foram criadas 126 mil vagas, abaixo dos 248 mil esperados pelo mercado. O Fed é muito dependente de indicadores para realizar seus movimentos, e este dado um balizador sempre citado nas reuniões.

O mercado financeiro elevou pela 14ª semana consecutiva sua projeção para a inflação deste ano, medida pelo IPCA. De acordo com o Relatório Focus divulgado hoje, a estimativa dos economistas ouvidos pela autoridade monetária passou de 8,13% para 8,20%. Há um mês, a previsão era de 7,77%. A estimativa para a taxa Selic foi mantida em 13,25% ao final do ano. No entanto, a média para o ano foi elevada para 13,16%, indicando um tempo maior de juro alto no ano. As projeções para o PIB mantiveram-se no vermelho, com estimativa de retração de 1,01%. Foi a décima quarta revisão para baixo do indicador, que há quatro semanas mostrava uma estimativa de queda de 0,66%. A mediana das estimativas para o dólar no encerramento de 2015 passou de R$ 3,20 para R$ 3,25. Há quatro semanas, a mediana estava em R$ 2,95.

O mercado hoje deve precificar o “payroll” anunciado na sexta-feira, já que foi feriado por aqui. Há um viés positivo na abertura dos negócios, porém recomendamos cautela no decorrer da semana e mantemos nossa recomendação de menores exposições aos mercados de risco, priorizando investimentos atrelados ao CDI/SELIC.

A estratégia indica uma carteira posicionada nos vértices mais longos em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI, IRF-M 1 ou IMA-B 5. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.

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