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Inflação recua no longo prazo, mas se mantem alta em 2015

Após o IPCA Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo dos meses de janeiro e fevereiro ficarem acima das expectativas, economistas dos bancos reviram boa parte de sua suas projeções para a inflação. Nesta semana, o Relatório de Mercado Focus divulgado pelo Banco Central, revela que a perspectiva para este ano continua negativa. A maioria dos indicadores divulgados hoje, 06/04, pela autoridade monetária mostra preocupação com a inflação.

Inflação

Na visão dos analistas do mercado financeiro a inflação deverá encerrar este ano em 8,20% contra 8,13% estimado na semana passada. Desta forma a meta atuarial, com base no IPCA, deverá ficar na casa de 14,69% permanecendo desta forma acima das expectativas de rendimentos das principais modalidades de investimentos a disposição no mercado.

Para 2016, entretanto, os agentes do mercado financeiro apostam que a inflação permaneça em 5,60%, assim esperam uma sensível redução nos índices inflacionários.

Em relação à inflação estimada para os próximos 12 meses, espera-se uma redução no índice calculado pelo IBGE de 6,30% para 6,11%.

Inflação de curto prazo

A projeção para a inflação de curto prazo divulgada pelos analistas Top 5 que participam da pesquisa Focus, foram mantidas em 1,42% para o mês de março e em 0,60% para abril. Desta forma a meta atuarial para o mês de março ainda deve vir elevada.

A redução dos índices de inflação para os próximos 12 meses indica uma acomodação e até mesmo queda na velocidade dos índices, reflexo da politica de aperto monetário imposto pelo governo.

Crescimento da Economia

A mediana do PIB – Produto Interno Bruto continua em ritmo declinante na visão dos economistas das instituições financeiras. Nesta semana a projeção cedeu de -0,83% para -1,01% em 2015.

Para o próximo ano, no entanto, a estimativa para o crescimento da economia brasileira foi elevada de 1,05% para 1,10%.

Taxa de juros

As projeções para a taxa Selic ao final de 2015 foram mantidas em 13,25% ao ano, pelos analistas das instituições financeiras. Para 2016 a estimativa segue em 11,50%.

Câmbio

Na avaliação dos analistas do mercado financeiro, divulgada através do Relatório de Mercado Focus, a mediana das estimativas para a moeda norte-americana ao final de 2015 foi elevada de R$ 3,20 para R$ 3,25. Com a elevação, a taxa média projetada para este ano subiu de R$ 3,12 para R$ 3,14.

Para 2016, a projeção para o fechamento do dólar foi elevada de R$ 3,23 para R$ 3,30. A taxa média para 2016 subiu de R$ 3,20 para R$ 3,21.

Balanço de pagamentos e IED

As projeções dos agentes das instituições financeiras para o saldo da balança comercial brasileira voltaram a apresentar, ligeira melhora para 2015. A mediana das projeções para o saldo comercial em 2015 foi elevada de um saldo positivo de US$ 4,00 bilhões para US$ 4,02 bilhões. Para o próximo ano, a mediana das estimativas recuou de um superávit de US$ 10,50 bilhões para US$ 10,00 bilhões.

Para os economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central, o ingresso de IED – Investimento Estrangeiro Direto será insuficiente para cobrir esse resultado deficitário em 2015 e também no próximo ano, já que a mediana das projeções para esse indicador foi mantida em US$ 56,00 bilhões no caso de 2015 e elevação de US$ 57,40 bilhões  para U$ 58,00 bilhões em  2016.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as estimativa dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram mantidos em 13,00%.  Para 2016 a projeção foi mantida em 5,50%.

Perspectiva

A agenda doméstica mira sua atenção na quarta-feira, quando serão divulgados o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e o IGP-DI Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna referentes ao mês de março, também será conhecida a prévia do IPC-S – Índice de Preços ao Consumidor – Semanal em abril. Na quinta-feira, será a vez de uma avaliação parcial do IPC da Fipe e, na sexta-feira, será conhecida a prévia IGP-M  Índice Geral de Preços – Mercado para o mês de abril, ao lado dos números da produção agrícola. Entre os eventos de relevância, nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participam, às 11 horas, da cerimônia de posse do novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro. Antes, às 9 horas, a Presidente Dilma participa da reunião de coordenação política. Na terça, serão apresentados os números da Anfavea sobre a indústria automobilística em março.

Os eventos da semana sugerem, para o curto prazo, a manutenção de nossa recomendação em menores exposições aos mercados de risco, priorizando investimentos atrelados ao CDI/SELIC.

A estratégia indica uma carteira posicionada no IMA-B e IMA-Geral em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI e/ou IRF-M 1. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida ao mínimo possível, e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.

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