Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em Investimentos

Mercado aposta em dólar acima de R$3,00 em 2015

Analistas das instituições financeiras consultados pelo Banco Central, semanalmente, projetam que o dólar deverá encerrar o ano acima de R$ 3,00. A estimativa foi divulgada nesta segunda-feira, 16/03 através do Relatório de Mercado Focus. A cotação da moeda norte-americana encontra-se neste momento acima deste patamar.

Inflação

Como a alta do dólar influencia negativamente os índices de inflação, os agentes do mercado financeiro continuam a elevar as suas projeções para a inflação oficial que tem como parâmetro o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. A projeção para este ano foi elevada de 7,77% para 7,93%. Para o próximo ano, os economistas dos bancos também elevaram as suas projeções para a inflação de 5,51% para 5,60%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, elevaram nesta semana as suas estimativas para o IPCA de março de 1,16% para 1,28%, bem como elevaram as projeções para a inflação de abril de 0,56% para 0,60%.

Crescimento da Economia

Os economistas do mercado financeiro permanecem acreditando na queda da economia brasileira. Nesta semana a estimativa para o PIB – Produto Interno Bruto caiu de -0,66% para -0,78%.

Para o próximo ano a projeção recuou de 1,40% para 1,30%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras projetam que a taxa Selic vá encerrar  2015 em 13,00% ao ano, com isso na avaliação do mercado, o Banco Central pode encerrar o ciclo de aperto monetário. Para 2016 a estimativa permaneceu em 11,50%.

Câmbio

Os agentes dos bancos subiram as suas projeções para o fechamento da taxa de cambio para o final de 2015 de R$2,95 para R$3,06 por unidade da moeda norte-americana. Para 2016, a estimativa para o encerramento dólar foi elevado de R$3,00 para R$3,11.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes dos bancos reduziram, nesta semana, as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) de 2015 de US$ 4,00 bilhões para US$ 3,00 bilhões. Para 2016 as estimativas para o saldo da balança comercial foram reduzidas de US$ 10,40 bilhões para US$ 10,00 bilhões.

As projeções para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos para 2015 foram reduzidas de US$ 60,00 milhões para US$57,50 bilhões. Para o próximo ano a projeção para a entrada de recursos de investidores estrangeiros foi mantida em US$58,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as estimativas dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 11,18% para 12,00%.  Para 2016 a estimativa foi mantida em 5,50%.

Perspectiva

Os investidores devem permanecer cautelosos, com o clima de pessimismo dominando as rodas de negócios. Para o curto prazo, mantemos nossa recomendação de menores exposições aos mercados de risco, priorizando investimentos atrelados ao CDI/SELIC.

A estratégia indica uma carteira posicionada no IMA-B e IMA-Geral em no máximo 40%, redirecionando recursos para o curto prazo, em ativos indexados ao CDI e/ou IRF-M 1. Na renda variável, recomendamos manter uma exposição reduzida ao mínimo possível, e aguardar uma melhora nos fundamentos que justifique elevar o risco da carteira no curto/médio prazos.

Deixe um Comentário

Repetir o Post