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Copom eleva Selic em 0,50 ponto percentual

O COPOM – Comitê de Política Monetária, do Banco Central, anunciou no final desta quarta-feira, 04/03, a elevação da taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 12,75% ao ano. A decisão foi unânime e sem viés. O mercado já vinha trabalhando com a possibilidade de o Copom elevar os juros no mesmo patamar adotado na primeira reunião do ano ocorrida em janeiro.

A taxa Selic em 12,75% ao ano chega ao mesmo nível observado no mês de janeiro de 2009. A autoridade monetária voltou a adotar um perfil de politica monetária contracionista e optou por retomar a elevação dos juros básicos a partir de outubro d2 2014, na oportunidade a taxa Selic era de 11,0% ao ano.

No comunicado divulgado ao mercado, o presidente do Copom, Alexandre Tombini, não deu indícios a respeito dos rumos da política monetária no curto prazo. O Copom se limitou a replicar o comunicado feito na última reunião onde afirmou que: “Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 12,75% a.a., sem viés”.

O mercado busca indícios que indiquem até quando o Bacen vai adotar o ciclo de aperto monetário com o objetivo de trazer a inflação para dentro do intervalo da meta. A maioria dos analistas projeta uma nova elevação de 0,25 ponto percentual na próxima reunião que acontece nos dias 28 e 29 de abril, elevando a Selic para 13% ao ano. Contudo, à medida que a moeda norte-americana mantém o ciclo de alta e crescem as divergências politicas em relação à aprovação pelo Congresso das medidas de austeridade assessórias da politica monetária, é cada vez mais evidente a probabilidade da prorrogação deste ciclo.

A reunião encerrada na noite desta quarta-feira ocorreu em dia de grande nervosismo no mercado, com a cotação dólar chegando perto de R$ 3,00 e uma forte elevação nas taxas dos contratos de juros futuros negociados na BM&F. O principal motivo da agitação no mercado deveu-se à decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, em retornar a Medida Provisória 669, que versa sobre as alterações na desoneração da folha de pagamento das empresas. O ato do senador está sendo considerado motivo de ameaça a sustentabilidade do plano de ajuste fiscal. A presidente, Dilma Rousseff, ato continuo assinou e enviou um projeto de lei, porém a preocupação decorre da possibilidade de que a economia de R$5,3 bilhões não ocorra este ano, pois o tramite do decreto lei é diferente e mais moroso que o de uma medida provisória. Alguns analistas políticos enxergaram o ato do presidente do senado como uma medida de retaliação em função de seu nome aparecer na lista dos citados na Operação Lava Jato, entregue pelo procurador da republica ao STF.

Para tentar acalmar o mercado o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em um evento em São Paulo se mostrou otimista com a aprovação das medidas de ajuste fiscal e afirmou que seu compromisso com essa agenda é “fortíssimo”.

Com a escalada dos juros futuros verificada na BM&F o IMA e seus subindices de médio e longo prazos, sofreram um forte impacto negativo. O IMA B 5+ que reflete a ponta mais longa de juros, que corrigem a NTN B, recuou 0,6972%, já o IMA B que reflete a média de todos os prazos dos títulos corrigidos pelo IPCA apresentou retorno negativo de 0,4709%. No mês estes índices já perdem respectivamente 1,49% e 0,92%.

O atual cenário sugere que os aportes de recursos sejam realizados com cautela. Para os RPPS que já estão com as suas posições em IMA B e IMA Geral adequadas, novas aplicações devem ser direcionadas para CDI ou IRFM 1, sempre observando os limites permitidos pela Resolução 3.922//10.

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