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Mercado mantém aposta em alta de 0,50% na taxa básica de juros

Os analistas do mercado financeiro continuam apostando que o Copom deva elevar a Selic em 0,5 ponto percentual, na reunião que terá inicio nesta terça, 20/01. Esta informação é parte integrante do Boletim Focus divulgada nesta segunda-feira, 19/01 pelo Banco Central.

Inflação

Os economistas das instituições financeiras voltaram a elevar a estimativa de inflação para 2015, medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. A estimativa passou de 6,56% para 6,67%. A projeção permanece acima do teto da meta, que é 6,5%. Para o próximo ano a projeção permaneceu inalterada em 5,70%.

Crescimento da Economia

Os dados referentes ao crescimento da economia brasileira para este ano permanecem rolando ladeira abaixo. Nesta semana a estimativa dos agentes do mercado financeiro em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto sofreu retração de 0,40% para 0,38%. Para 2016 a estimativa é mais animadora, pois foi mantida na casa de um crescimento da ordem de 1,80%.

Taxa de juros

Os dados referentes a variação da taxa de juros ficaram estáveis nas informações disponibilizadas pelo Relatório Focus nesta segunda-feira. A Selic foi mantida pelos analistas em 12,5%. Para o próximo ano a estimativa é de que a taxa básica de juros da economia brasileira encerre em 11,50%

Câmbio

A estimativa para a taxa de cambio em 2015 permaneceu estável em 2,80  por  dólar. Para o próximo ano a projeção dos analistas do mercado foi elevada de 2,83 para 2,85 por unidade da moeda norte-americana.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2015 em US$ 5,00 bilhões. Para 2016 as projeções para o saldo da balança comercial foram elevadas de US$ 10,00 bilhões para US$ 13,00 bilhões.

As estimativas dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos para 2015 foram reduzidas de US$ 60,0 bilhões para US$58,20 bilhões. Para 2016 a projeção para a entrada de recursos de investidores estrangeiros foi mantida em US$60,00 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as projeções dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 8,00% para 8,20%.  Para 2016 a estimativa recuou de 6,00% para 5,90%.

Perspectiva

O Ibovespa encerrou o pregão de sexta-feira aos 49.016 pontos, acumulando uma alta de 0,36% na semana. No mês, os prejuízos são de 1,98%.

Em semana volátil, os negócios foram pautados pelas mais variadas notícias, desde o “apagão” da Faria Lima até o “Quantitative Easing” na Alemanha.

Na segunda-feira, o mercado viu o preço do petróleo cair abaixo dos US$ 45 e atingir em cheio as ações da Petrobras, após o Goldman Sachs reduzir sua projeção para o preço do barril tipo Brent, de US$ 84 para US$ 50.

Em seguida, o mercado viveu um momento de euforia após Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, dar declarações vistas como uma guinada do atual governo rumo à ortodoxia e austeridade fiscal, ao afirmar que irá buscar o aumento do rating brasileiro, e que a Petrobras tem que tomar suas próprias decisões em relação a preços.

Também sinalizou com um movimento de ajuste nas contas públicas forte o suficiente para que a política monetária não tivesse que sofrer correções de rumo muito radicais.

Ao final do pregão de sexta-feira, a alta foi acelerada após o Presidente do BCE, Mário Draghi, entregar à chanceler alemã, Angela Merkel, suas últimas ideias acerca do programa de recompra de ativos para estimular o crescimento da cambaleante economia no velho continente.

No mercado de juros, a queda do dólar contribuiu para o fechamento das taxas, principalmente nos vértices mais longos. Profissionais da área de renda fixa afirmam que o diferencial entre o juro brasileiro e no exterior, em meio a mais estímulos monetários na Europa, vem favorecendo a entrada de investimento especulativo nos últimos dias.

O relatório Focus divulgado hoje mostra que o mercado ajustou as projeções para o IPCA, para alta de 6,67%, ante 6,60% da semana anterior. Do lado da produção, as projeções mostram novas quedas para o PIB (0,38%) e Produção Industrial (0,71%), reforçando o quadro desanimador para as empresas.

Na semana, destaque para a primeira reunião do COPOM neste ano. As apostas sugerem uma alta de 50 bp na Selic, que passaria para 12,25% ao ano, em linha com uma política monetária mais austera defendida pela nova equipe econômica do governo.

Do lado externo, destaque para a divulgação do PIB e PMI na China, além da reunião do BCE que é aguardada com bastante expectativa, dado que se espera por medidas de estimulo na economia da região.

O viés de baixa permanece rondando os mercados. Não há um direcional definido, portanto a cautela deve prevalecer na alocação dos recursos.

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