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Mercado eleva estimativa para o cambio em 2014 e 2015

O Relatório Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (15/12), revela que os analistas das instituições financeiras projetam que o dólar deve encerrar 2015 em R$ 2,72.

Na semana passada, a estimativa era que o dólar norte-americano chegasse a R$2,70. Há um mês, a expectativa era de R$2,61.

Inflação

A estimativa dos economistas dos bancos para a inflação oficial permaneceu em 6,38%, para este ano. Para 2015, a projeção foi mantida em 6,50%.

A projeção o IPCA nos próximos 12 meses foi reduzida pelos agentes do mercado financeiro de 6,63% para 6,62%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados Top 5, elevaram as suas estimativas para o IPCA de dezembro de 0,79% para 0,80% . A projeção para o índice oficial de inflação para janeiro foi mantido em 0,91%.

Crescimento da Economia

A mediana das estimativas para o PIB – Produto Interno Bruto de 2014 recuou de 0,18% para 0,16%. Para 2015, o Focus mostra que a mediana das projeções caiu de 0,73% para 0,69%.

As projeções para o crescimento da produção industrial brasileira para 2014 foram mantidas pelos agentes do mercado financeiro em -2,50%. Entretanto, para a produção industrial brasileira de 2015 os economistas dos bancos reduziram a sua projeção de 1,23% para 1,13%.

Taxa de juros

Para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que foi elevada pelo Copom para 11,75% ao ano na última reunião do ano acontecida na semana passada, à expectativa do mercado para o encerramento de 2015, permaneceu em 12,50% ao ano.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras elevaram as suas projeções para taxa de câmbio para o final de 2014 de R$2,55 para R$2,60 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a estimativa para a variação cambial foi elevada, passando de R$2,70 para R$2,72 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro reduziram as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 US$0,00 para US$-1,60. Para 2015 as projeções para o saldo da balança comercial foram também reduzidas só que de US$ 6,31 bilhões para US$ 5,00 bilhões.

As estimativas dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos neste ano foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as projeções dos economistas dos bancos foram elevadas de US$ 58,0 bilhões para US$ 58,2 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as projeções dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foram elevados de 5,30% para 5,40%.  Para 2015 a estimativa foi elevada de 7,20% para 7,48%.

Perspectiva

O Ibovespa encerrou o pregão de sexta-feira aos 48.001 pontos, acumulando perda de 7,6% na semana, nível mais baixo desde 26 de março e pior desempenho semanal desde 2012. No mês, os prejuízos atingem 12,3%.

As quedas estão sendo puxadas pelas ações de empresas produtoras de commodities. Encabeça a lista as ações da Petrobras. A ação ordinária da petrolífera acumulou queda de 17,4% na semana. Além dos escândalos com a operação Lava Jato, a empresa vem sofrendo com a queda do preço do petróleo que começa a afetar o risco de crédito.

O petróleo tipo Brent fechou abaixo de US$ 62 o barril atingindo novas mínimas em cinco anos, em meio a preocupações persistentes com um excesso de oferta global e a perspectiva de demanda fraca.

Participantes do mercado têm mostrado preocupações quanto aos retornos dos projetos da estatal no pré-sal, por conta da queda do valor do barril do petróleo, e com o impacto das denúncias de corrupção. A empresa adiou a esperada divulgação de resultados, fruto de novas notícias dando conta de que a alta cúpula da estatal já havia sido alertada sobre os desvios de recursos e irregularidades nos contratos com fornecedores.

Chama atenção também o baixo volume diário de negócios, que combinado com as primeiras confirmações da saída de estrangeiros, tem pressionado o Ibovespa para baixo.

No mercado de juros, a valorização do dólar manteve o preço dos DI’s pressionados, num movimento de alta generalizada.

Os indicadores internacionais divulgados reforçam um sentimento de aversão ao risco. O PIB do Japão no terceiro trimestre foi revisado para queda anual de 1,9%, ante leitura inicial de -1,6%.

Na Alemanha, a produção industrial cresceu 0,2% em outubro ante setembro, quando a expectativa era de alta de 0,3%.

E na China o saldo comercial saltou para US$ 54,47 bilhões no mês passado, resultado de uma queda de 6,7% nas importações, o que sugere fragilidade do gigante asiático.

Pesou também a divulgação da ata do COPOM, que sinalizou em seu texto a confiança nos efeitos defasados do aperto monetário e na contribuição da política fiscal sobre a inflação. Entretanto, admite que se manterá vigilante e que agirá se necessário for. Na prática, desautorizou apostas em aumento do ritmo do aperto monetário. Porém, ao ressaltar que a inflação tende a se manter pressionada no curto prazo, afasta a possibilidade de diminuição do ritmo na próxima reunião.

O relatório Focus divulgado hoje manteve as projeções para o IPCA (6,50%) e Selic (12,50%) em 2015. Já o PIB foi revisado para baixo (0,69% ante 0,73% da semana anterior), enquanto o crescimento da produção industrial foi revisado para 1,13%, contra 1,23% da semana passada.

A semana promete ser agitada, com eventos importantes no radar dos investidores. O principal driver do mercado será a reunião do Fed, a ser realizada na terça e quarta-feira. Com o fim do QE3, o mercado aguarda com expectativa a cada divulgação de dados relativos a economia americana, tentando antecipar o momento em que o Fed mudará os rumos da política monetária. Apesar dos sinais recentes de recuperação da economia americana, não se espera por um aumento do juro antes de meados de 2015.

Também no radar a divulgação do PMI industrial da China e o indicador de produção industrial nos EUA. Números abaixo do esperado devem mexer com os mercados, afetando os preços das commodities. Na sexta-feira, está prevista a divulgação do IPCA-15, considerado a prévia da inflação mensal. Neste caso, reveste-se de maior importância pois servirá como “termômetro” para sabermos como fechará a inflação de 2014.

Cenário com viés negativo, não havendo motivos aparentes para uma recuperação nos preços dos ativos, fato que recomenda prudência na alocação dos recursos.

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