PIB recua e inflação sobe na estimativa do mercado

Devido à proximidade do final do ano, economistas do mercado financeiro fazem os últimos ajustes nas projeções para a inflação no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 01, pelo Banco Central. Para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para o final deste ano, as projeções ficaram estacionadas em 6,43%. Há quatro semanas, a taxa projeção estava em 6,45%. Para 2015, as estimativas foram alteradas para cima.

Inflação

Para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para o final deste ano, as projeções dos analistas das instituições financeiras ficaram estacionadas em 6,43%. Há quatro semanas, a taxa projeção estava em 6,45%. Para 2015, as estimativas foram alteradas para cima, ante 6,32% de quatro semanas atrás.

A estimativa para a variação do índice que baliza as metas para a inflação nos próximos 12 meses foi elevada pelos analistas do mercado financeiro de 6,55% para 6,57%, ainda mais acima do teto da meta para a inflação.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados Top 5, mantiveram as suas estimativas para o IPCA de novembro em 0,57% . A projeção para o índice de dezembro foi igualmente mantida, só que em 0,83%.

Crescimento da Economia

Os analistas das instituições financeiras reduziram ligeiramente as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 0,20% para 0,19% em 2014.

As projeções para o crescimento da produção industrial brasileira para 2014 foram elevadas de -2,30% para -2,26%.

Para o crescimento do PIB de 2015, os economistas do mercado reduziram suas estimativas para o crescimento da economia brasileira de 0,80% para 0,77%.

Para a produção industrial brasileira em 2015 os agentes dos bancos estimam queda de 1,30% para 1,31%.

Taxa de juros

Não houve alteração nas expectativas dos agentes econômicos em relação à taxa básica de juros, a expectativa média é que a taxa seja mantida em 11,50% neste ano. Entretanto, o mercado de juros futuros está trabalhando com a hipótese de a autoridade monetária eleve a Selic para 11,75%, encerrando 2014 neste patamar.

Para 2015, a estimativa de manutenção dos juros foi mantida em 12,00% ao ano.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas projeções para taxa de câmbio para o final deste ano que passou em R$2,55 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a estimativa para a variação cambial foi reajustada, passando de R$2,65 para R$2,67 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram, nesta semana, as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$0,10 bilhões para US$0,00. Para o próximo ano as projeções para o saldo da balança comercial foram reduzidas de US$ 6,50 bilhões para US$ 6,31 bilhões.

As projeções dos economistas dos bancos para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos neste ano foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para o próximo ano, as estimativas dos agentes do mercado financeiro foram mantidas em US$ 58,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as projeções dos economistas do mercado financeiro para os preços administrados foram mantidos em 5,30%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 7,00% para 7,20%.

Perspectiva

O Ibovespa encerrou o pregão de sexta-feira aos 54.664 pontos, acumulando na semana uma perda de 2,53%. No mês, o índice fechou com variação positiva de 0,07%.

Destaque para a confirmação da equipe responsável pela condução da política econômica brasileira no próximo mandato da presidente Dilma. Após muita especulação, foram confirmados os nomes de Joaquim Levi (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Alexandre Tombini (BACEN).

O anúncio oficial ocorreu na quarta-feira, 27/11. Mas o mercado já dava como certo os nomes, e nos pregões que antecederam o anúncio, o índice Bovespa atingiu a casa dos 56.000 pontos. Depois recuou e encerrou na sexta-feira na mínima da semana, com o discurso de posse da equipe esfriando os ânimos do mercado.

Agora, o mercado aguarda com expectativa quais as ações que serão levadas a efeito. A volta da CIDE é dada como certa, e especula-se a elevação do PIS/Cofins sobre produtos importados e o aumento de tributação dos cosméticos. Novas regras sobre concessão de abono salarial e auxílio desemprego também são dadas como certa, ainda na gestão atual.

No mercado de juros, os investidores reagiram com euforia e os vértices mais longos recuaram forte. Já a ponta mais curta teve trajetória de alta, com o mercado apostando em mais alta no juro no curto prazo.

No mercado de câmbio, comentários feitos pelo presidente do BACEN, Alexandre Tombini, foram interpretados pelo mercado de que os leilões diários de swap não devem continuar no ano que vem. Com isso, o dólar subiu forte ao encerrar a semana cotado aos R$ 2,5670.

O relatório Focus divulgado hoje projeta um aumento da inflação para 2015 em 6,49%, ante 6,45% da semana anterior.  A Selic foi mantida em 11,50% para este ano, e em 12,00% para 2015. As projeções para o PIB voltaram a cair, em 2014 para 0,19% e em 2015 para 0,77%.

Algumas notícias agitarão o mercado na semana. Estão previstos a divulgação do PMI da zona do Euro, além da balança comercial brasileira. Também n o radar a publicação do Livro Bege do FED e taxa de desemprego nos EUA.

Destaque para a realização da última reunião do ano do COPOM. O mercado dá como certo novo aumento de 0,25 pontos percentuais, com a Selic sendo elevada a 11,50% ao ano. Entretanto, parte do mercado precifica um aumento de 0,50 pontos, e o juro deve manter-se nervoso no mercado futuro até que se defina.

Mercado com viés de baixa reforça para uma posição defensiva. Bolsa deve manter a faixa dos 54.000 / 55.000 pontos. Juros com perspectiva de abertura da taxa nos vértices mais longos, em movimento de realização.

Neste contexto, mantemos a estratégia recomendada. Para aqueles que estejam mais posicionados em CDI ou IRF M 1 faz sentido direcionar os novos aportes para fundos atrelados ao IMA Geral ou IMA B até o limite da estratégia recomendada.

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