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Focus – Projeção para o IPCA em 2014 sobe de 6,40% para 6,43%

Os analistas do mercado financeiro fizeram leves ajustes em suas estimativas para o índice de inflação do Governo Federal, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central divulgado hoje, 24/11.

Inflação

Os agentes dos bancos elevaram a suas projeções para a variação do IPCA, que é o balizador do sistema de metas de inflação para a condução da politica monetária para este ano de 6,40% para 6,43. Para o próximo ano os economistas também elevaram as suas estimativas, só que de 6,40% para 6,45%.

A projeção para o IPCA nos próximos 12 meses foi elevada pelos analistas do mercado financeiro de 6,44% para 6,55%, acima do teto da meta para a inflação.

Inflação de curto prazo

Os economistas das instituições financeiras, considerados Top 5, reduziram as suas projeções para o IPCA de novembro em 0,60% para 0,57% . A estimativa para o IPCA de dezembro foi elevada de 0,74% para 0,83%.

Crescimento da Economia

Nesta semana, após elevar a estimativa na semana passada, os economistas das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 0,21% para 0,20% em 2014.

As estimativas para o crescimento da produção industrial brasileira para 2014 foram mantidas em -2,30%.

Para a evolução da economia brasileira em 2015, os agentes dos bancos continuam acreditando em crescimento da ordem de 0,80%.

Para a produção industrial brasileira em 2015 os analistas do mercado financeiro estimam queda de 1,31% para 1,30%.

Taxa de juros

Não houve alteração nas expectativas dos agentes econômicos em relação a taxa básica de juros, a expectativa média é que a taxa seja mantida  em 11,50% neste ano.

Para 2015, a perspectiva de manutenção dos juros também foi mantida em 12,00% ao ano.

Câmbio

Os agentes dos bancos continuam observando de perto os movimentos do mercado de cambio e dado o cenário alterando as suas estimativas para taxa de câmbio para o final deste ano que passou de R$2,53 para R$2,55 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo a2015 no, a estimativa para a evolução da variação cambial também sofreu reajuste passando de R$2,61 para R$2,65 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram, nesta semana, as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$0,40 bilhões US$0,10 bilhão. Para 2015 as estimativas para o saldo da balança comercial foram mantidas em US$ 6,50 bilhões.

As projeções dos economistas dos bancos para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos neste ano foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para o próximo ano, as estimativas dos agentes do mercado financeiro foram mantidas em US$ 58,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para este ano, as projeções dos economistas do mercado financeiro para os preços administrados foram mantidos em 5,30%.  Para 2015 a projeção foi mantida em 7,00%.

Perspectiva

A guinada global de maior disposição por risco motivada pelo corte de juros por parte do BC chinês e a delineação da nova equipe econômica para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff em linha com o desejo do mercado financeiro provocaram uma queda generalizada nas taxas de juros futuros na sexta-feira na BM&F. Perspectivas de uma política econômica mais pragmática e ortodoxa, com um plano de ajuste fiscal crível, e liquidez externa farta tornam as taxas locais, que embutem prêmios de risco muito elevados, para lá de atraentes. Com esta alteração na expectativa do mercado, o IMA e seus subindices voltaram ao terreno positivo.

Não é coincidência que esta redução das taxas é mais intensa entre os contratos de médio e longo prazo que refletem precisamente a percepção de risco. Mais líquido dos contratos, com negócios superiores a 230 mil contratos, o DI com vencimento em janeiro de 2017.

As taxas futuras desceram a ladeira junto com o dólar ainda pela manhã na esteira da perspectiva de aumento da liquidez global. De forma inesperada, o Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) promoveu o primeiro corte de juros em mais de dois anos. A taxa de empréstimo de um ano foi cortada em 0,4 ponto percentual, para 5,6%, enquanto a taxa de depósito de um ano foi reduzida em 0,25 ponto percentual, para 2,27%.  Os cortes sinalizam a disposição do governo chinês em evitar um desaceleração mais forte da economia, boa notícia para a moeda brasileira e, por tabela, para as aplicações em renda fixa.

E o presidente do BCE -Banco Central Europeu, Mario Draghi, garantiu e que “utilizará todas os ferramentas de seu mandato para atingir a meta de inflação”, em um sinal manifesto de que nova onda de estímulos monetários pode estar a caminho. Como o Federal Reserve deve começar a subir os juros apenas em meados de 2015 e de forma muito lenta e gradual, a perspectiva é de liquidez global farta.

Com um pano de fundo externo positivo, apenas uma derrapagem interna que torne real o fantasma da perda do grau do investimento no ano que vem pode dar sustentação a prêmios de risco tão elevados. Por ora, parece que o mercado celebra a trinca cogitada para comandar a política econômica. Segundo fontes, o ex-secretário do Tesouro Nacional Joaquim Levy, atual presidente da Bradesco Asset Management, será nomeado ministro da Fazenda. O ex-secretário-executivo da Fazenda Nelson Barbosa vai para o Planejamento, enquanto Alexandre Tombini segue no comando do Banco Central. O Palácio do Planalto informou, nesta tarde, que os nomes dos ministros não serão divulgados nesta segunda-feira, 24/11.

Neste contexto, mantemos a estratégia recomendada. Para aqueles que estejam mais posicionados em CDI ou IRF M 1 faz sentido direcionar os novos aportes para fundos atrelados ao IMA Geral ou IMA B até o limite da estratégia recomendada.

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