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ANALISTAS REDUZEM ESTIMATIVA PARA IPCA EM 2014 E ELEVAM SELIC PARA 11,50%

Após o COPOM – Comitê Política Monetária surpreender e elevar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 11,25%, ao término do encontro do Copom na quarta-feira da semana passada, os agentes do mercado financeiro  passaram a acreditar em um aperto monetário maior no próximo ano, estas informações fazem parte das projeções trazidas pelo Relatório de Mercado, do Banco Central, publicado hoje, 10/11.

A mediana das estimativas para 2015 permaneceu em 12,00%. Para este ano a estimativa foi elevada de 11,00% para 11,50%.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras reduziram as suas projeções para a variação IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, para 2014 de 6,45% para 6,39. Para o próximo ano os agentes do mercado financeiro bancos elevaram ligeiramente as suas estimativas, de 6,32% para 6,40%.

A expectativa para o IPCA  nós próximos 12 meses  subiu de 6,38% para 6,42%.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos, considerados Top 5, reduziram as suas projeções para o IPCA de novembro em 0,58% para 0,57% . A projeção para o índice oficial de inflação para o mês de dezembro foi elevada de 0,68% para 0,70%.

Crescimento da Economia

Os agentes das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto  de 0,24% para 0,20% em 2014.

As estimativas para a evolução da produção industrial brasileira em 2014 foram reduzidas de -2,17% para -2,21%.

A projeção para ao crescimento da economia brasileira, para 2015 foi reduzida de 1,00% para 0,80%.

Em relação ao desempenho da produção industrial brasileira para o próximo ano os analistas do mercado financeiro elevaram as suas estimativas de 1,42% para 1,46%.

Taxa de juros

Os economistas das instituições financeiras, após serem surpreendidos pela elevação da Selic, revisaram as suas projeções para cima, desta forma, na avaliação do mercado a Selic para 2014 deve encerrar o ano em 11,50%, hoje a taxa básica de juros está em 11,25%.

Para 2015, os analistas do mercado financeiro mantiveram as suas projeções para a taxa Selic em 12,00% ao ano.

Perspectiva

Passadas as eleições, as estratégias tendem a caminhar de acordo com um viés mais fundamentalista. O mercado está à espera da composição da equipe econômica do governo, e até lá deverá operar neutro, em compasso de espera, até que se tenha uma visão mais clara da política macroeconômica a ser adotada.

De qualquer forma, as notícias não são nada animadoras. A inflação deverá permanecer pressionada, devido à baixa oferta de produtos, além da pressão exercida pelos preços administrados. A estiagem prolongada reforça um quadro ruim e encarecem o item relativo aos alimentos, que exerce grande peso nos índices. Do lado da oferta, o setor industrial opera em ritmo lento e o Índice de Confiança da Industria está nos menores níveis observados em 2009. O baixo investimento em infraestrutura, notadamente pelo setor público, desestimula o setor produtivo.

Essas condições têm afetado de forma significativamente os fatores de produção, em particular o nível de emprego no setor industrial, bem como o nível de confiança de consumidores e empresários que, por sua vez, têm reduzido os níveis de investimentos na economia brasileira com efeitos negativos sobre a dinâmica macroeconômica prospectiva. Isso reflete em menor potencial de crescimento do PIB brasileiro ao longo do tempo. O relatório Focus divulgado hoje, 03/11, mostra que o mercado projeta o PIB crescendo 0,24% em 2014 e 1,00% em 2015.

Para a renda fixa, nossa recomendação permanece no sentido de manter uma carteira posicionada no IMA-B e IMA-Geral, entre 40% e 50%, mantendo uma posição média de 30% a 40% no curto prazo, em ativos indexados ao CDI e/ou IRF-M 1.

Na renda variável, não vislumbramos no curto prazo um cenário que sustente uma sobre-exposição no segmento. Recomendamos, neste momento, cautela na alocação de recursos no mercado de ações, mantendo uma posição entre 10% e 15%.

Câmbio

Os agentes dos bancos elevaram suas estimativas para taxa de câmbio para o final deste ano de R$2,45 para R$2,50 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a estimativa em relação à variação cambial foi igualmente elevada, só que de R$2,50 para R$2,60 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,00 bilhões US$1,00 bilhão. Para o próximo ano as estimativas para o saldo da balança comercial foi elevado de US$ 7,24 bilhões para US$ 7,00 bilhões.

As projeções dos economistas dos bancos para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos neste ano foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as estimativas dos agentes do mercado financeiro foram reduzidas de US$ 60,0 bilhões para US$ 58,5 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as estimativas dos agentes dos bancos para os preços administrados foram elevados de 5,15% para 5,30%.  Para o próximo ano a projeção foi mantida em 7,00%.

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