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ANALISTAS REDUZEM ESTIMATIVA DE JUROS PARA 2015

O Relatório de Mercado Focus, pós eleição publicado hoje, 27/10 pela autoridade monetária ainda reflete a semana anterior as eleições presidenciais decididas ontem com a vitória de Dilma Rousseff.

Inflação

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, para este ano em 6,45%. Para o próximo ano os analistas das instituições financeiras igualmente mantiveram as suas projeções, só que em 6,30%.

A perspectiva em relação ao IPCA para os próximos 12 meses foi mantida em 6,37%.

Inflação de curto prazo

Os agentes dos bancos, considerados Top 5, reduziram as suas projeções para o IPCA de outubro de 0,50% para 0,49%. Da mesma forma reduziram as suas estimativas para o índice oficial de inflação de novembro de 0,62% para 0,58%.

Crescimento da Economia

Os economistas do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2014 em 0,27%.

As estimativas para a evolução da produção industrial brasileira em 2014 foram mantidas em -2,24%.

A projeção para ao crescimento da economia brasileira, para o ano de 2015 permaneceu inalterada em 1,00%.

Os agentes dos bancos, após elevação da semana passada, voltaram a reduzir as suas estimativas, para o desempenho da produção industrial brasileira em 2015 de 1,46% para 1,42%.

Taxa de juros

O mercado financeiro continua apostando na manutenção dos juros em 2014 na casa dos 11,0%. Para 2015, os analistas das instituições financeiras reduziram as suas projeções para a taxa Selic, de 11,88% para 11,50% ao ano.

Perspectiva

Em período de fortes oscilações, o Ibovespa encerrou a última semana antes do segundo turno da eleição presidencial com queda de -6,8%, aos 51.940 pontos.

Na mira do mercado financeiro, estiveram as consecutivas pesquisas de intenção de votos que passaram, no decorrer dos dias, a apresentar uma reversão das expectativas, com a candidata Dilma Rousseff reassumindo a dianteira da corrida eleitoral.

As notícias vindas do exterior pouco, ou nada, afetaram o mercado por aqui.  Nos EUA, foram divulgados resultados trimestrais de várias empresas, no geral vindo com bons resultados. Na semana, o índice Dow Jones acumulou alta de 2,59%, enquanto o Nasdaq avançou 5,29%, maior alta porcentual desde dezembro de 2011, e o S&P 500 subiu 4,12%, maior alta desde janeiro de 2013.

No mercado de juros, as taxas mais longas mantiveram-se pressionadas pelo cenário eleitoral. Ao término da sessão regular da BM&F Bovespa, a taxa do DI para janeiro/2015 marcou 10,979%. O vencimento janeiro/2017 apontou taxa de 12,16%. Na ponta mais longa, o vencimento para janeiro/2021 marcou 11,87%. Com isso, o IRFM 1 valorizou na semana 0,23%, enquanto o IRFM 1+ registrou perda de -0,58%. O IMA-B 5 encerrou a semana com queda de -0,04%, enquanto o IMB-B 5+ recuou -3,28%.

Apesar de o mercado financeiro já ter colocado no preço dos ativos, em grande parte, a vitória da candidata Dilma Rousseff, a confirmação nas urnas da reeleição da presidente deverá proporcionar um movimento de baixas generalizadas no preço dos ativos. Neste momento, não é recomendável qualquer movimento de venda de posições, pois o mercado tende a exagerar, resultando num movimento irracional.

O tom pessimista, como alta do dólar e queda da bolsa, deve se prolongar até que a presidente reeleita indique mudanças na condução econômica, principalmente na política fiscal, amplamente criticada por ser pouco transparente e muito frouxa.

E isso tudo em meio a um cenário internacional sensível, com fraqueza na economia europeia e expectativas de alta dos juros dos Estados Unidos.

Câmbio

Os agentes dos bancos mantiveram suas estimativas para taxa de câmbio para o final 2014 em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a estimativa em relação a variação cambial também foram mantidas, só que em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro reduziram as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,29 bilhões US$2,10 bilhões. Para o próximo ano as estimativas para o saldo da balança comercial foi, reduzido de US$ 7,65 bilhões para US$ 7,21 bilhões.

A projeção dos analistas das instituições financeiras para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para o próximo ano, as estimativas dos economistas dos bancos foram elevadas de US$ 59,2 bilhões para US$ 60,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as estimativas dos agentes dos bancos para os preços administrados foram mantidos em 5,15%.  Para 2015 a projeção foi mantida em 7,00%.

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