Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em Investimentos

MERCADO FINANCEIRO MANTÉM ESTIMATIVA DE IPCA PARA 2014 EM 6,45%

O Relatório de Mercado Focus, publicado hoje, 20/10, pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas das instituições financeiras mantiveram a estimativa para o IPCA de 2014 em 6,45%.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Para 2014 a projeção foi mantida em 6,45%. Para 2015 os agentes dos bancos das instituições financeiras também mantiveram as suas projeções em 6,30%.

A projeção para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses recuou, na percepção dos analistas das instituições financeiras, de 6,38% para 6,37%.

Inflação de curto prazo

Os economistas do mercado financeiro, considerados Top 5, mantiveram as suas estimativas para o IPCA de outubro em 0,50%. Igualmente mantiveram as suas projeções para o índice oficial de inflação de novembro em 0,62%.

Crescimento da Economia

Os analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2014 de 0,28% para 0,27%.

As projeções para o crescimento da produção industrial brasileira em 2014 foram reduzidas de -2,16% para -2,24%.

A estimativa para ao crescimento da economia brasileira, para o ano de 2015 permaneceu inalterada em 1,00%.

Os economistas do mercado financeiro elevaram as suas estimativas, para o desempenho da produção industrial brasileira em 2015 de 1,30% para 1,46%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram, pela 20ª semana seguida,  as suas projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira para 2014 em 11,0%. Para o próximo ano, os agentes dos bancos também mantiveram as suas estimativas para a taxa Selic, só que em 11,88% ao ano.

Perspectiva

Mercados iniciaram a semana com forte alta, desde o início dos negócios, após o Instituto Sensus divulgar pesquisa que mostrava o candidato Aécio Neves liderando com ampla vantagem o segundo turno das eleições presidenciais.

Na medida em que novas pesquisas eram divulgadas pelos Institutos Ibope e Datafolha, mostrando empate técnico entre os candidatos, o mercado reduzia as expectativas e os preços dos ativos se ajustaram durante a semana.

O cenário externo também não ajudou o mercado. Apreensões com o crescimento global após novos dados decepcionantes nos EUA e números da inflação na China (alta anualizada de 1,6%, número mais baixo em quase cinco anos, e sinaliza um quadro de desaquecimento da economia chinesa).

Pelos mesmos motivos, o juro manteve uma sequencia de pregões voláteis. O dólar ajudou a pressionar, fechando a semana em alta. Do lado da atividade, a economia mostrou expansão pelo segundo mês consecutivo, com o IBC-Br subindo 0,27% em agosto. O número ficou abaixo das projeções feitas pelo mercado, que na média sugeria uma alta de 0,50%.

Na última semana antes do segundo turno, o mercado continuará pautado pelas notícias eleitorais. Diversas pesquisas serão divulgadas no decorrer da semana. Fora do cenário eleitoral, o mercado aguardará a divulgação do PIB e produção industrial na China, que exerce influência no preço dos papéis de empresas exportadoras de commodities. No front doméstico, expectativa com a divulgação do IPCA-15.

Mercado sem direção definida. Mantemos a recomendação de cautela neste momento.

Câmbio

Os agentes dos bancos mantiveram suas estimativas para taxa de câmbio para o final 2014 em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, as perspectivass para a variação cambial foram também mantidas, mas em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,44 bilhões US$2,29 bilhões. Para 2015 as projeções para o saldo da balança comercial foi, também foi elevado só que de US$ 7,27 bilhões para US$ 7,65 bilhões.

A estimativa dos agentes dos bancos para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para o próximo ano, as projeções dos economistas dos bancos foram elevadas de US$ 59,2 bilhões para US$ 60,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as projeções dos agentes dos bancos para os preços administrados foram elevados de 5,10% para 5,15%.  Para 2015 a estimativa foi mantida em 7,00%.

Deixe um Comentário

Repetir o Post