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Após longo período de queda mercado eleva projeção para o PIB

A projeção para o crescimento da economia brasileira em 2014 voltou a subir, após 19 semanas em queda. Esta informação consta do Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central. Ao passo que a estimativa para o crescimento da economia apresentou uma ligeira melhora, a perspectiva para o índice oficial de inflação foi elevada novamente e agora para um patamar próximo ao teto da meta definida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional que é de 6,50%.

Inflação

Os economistas do mercado financeiro elevaram sua projeção para a variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Para 2014 a estimativa subiu de 6,32% para 6,45%. Para o próximo ano os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas projeções em 6,30%.

A expectativa para o IPCA, para os próximos 12 meses permaneceu inalterada pelos economistas do mercado financeiro em 6,38%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados Top 5, elevaram as suas projeções para o IPCA de outubro de 0,47% para 0,50%. Por sua vez, elevaram as estimativas para o índice oficial de inflação de novembro de 0,55% para 0,61%.

Crescimento da Economia

Os agentes dos bancos elevaram, nesta semana, as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2014 de 0,24% para 0,28%.

As estimativas para o crescimento da produção industrial brasileira neste ano foram reduzidas de  -2,14% para -2,16%.

A perspectiva em relação ao crescimento da economia brasileira, medida pelo PIB para o próximo ano permaneceu inalterada em 1,00%.

Os analistas das instituições financeiras reduziram as suas projeções, para o desempenho da produção industrial brasileira de 2015 de 1,40% para 1,30%.

Taxa de juros

Os agentes dos bancos mantiveram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para 2014 em 11,0%. Para 2015, os economistas do mercado financeiro mantiveram as suas projeções para a taxa Selic em 11,88% ao ano.

Perspectiva

As taxas dos contratos de juros futuros negociados na BM&F subiram na sexta-feira em função dos ajustes, uma vez que as pesquisas eleitorais esfriaram os ânimos dos investidores que apostam em uma vitória do candidato a presidência Aécio Neves. Da mesma forma, o aumento do prêmio de risco deveu-se ao movimento que o mercado chama de “fly to quality” (fuga para a qualidade), que consiste na busca por alternativas mais seguras como os Treasuries (títulos de dez anos do Tesouro americano) e o dólar. Este movimento foi desencadeado devido às incertezas com a economia mundial. Por mais um pregão, a liquidez ficou muito abaixo do habitual, o que mostra que grande parte dos investidores, abismada com a volatilidade extrema das taxas, fica na defensiva.

Os negócios se concentraram mais intensamente nos contratos de médio e longo prazo. A taxa do contrato de DI com vencimento em janeiro de 2016 subiu de 11,86% para 11,96%. O contrato mais de maior liquidez negociado na sexta-feira foi o DI janeiro de 2017 subiu de 11,78% para 11,91%. Entre os contratos de prazo mais longos, DI janeiro de 2021 que registrou elevação de 11,36% para 11,43%.

Após uma queda generalizada nas taxas dos principais contratos de juros futuros negociados na BM&F da semana, respondendo expressiva quantidade de votos recebida por Aécio Neves no primeiro turno e boatos de que as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno colocariam o candidato tucano muito à frente da presidente Dilma Rousseff, os investidores reviram sua posições no pregão de sexta-feira. Pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas na quinta-feira à noite trouxeram Aécio e Dilma tecnicamente empatados.

O mercado aposto que Aécio faça ajustes da política econômica, especialmente na gestão das contas públicas, que devolvam a confiança dos empresários e, assim, faça a economia andar. A lógica dos especuladores no mercado de juros futuros é evidente: os prêmios (taxas) recuam quando sobem as possibilidades de vitória de Aécio e sobem à medida que aumentam as chances de reeleição de Dilma.

Além do cenário interno, é latente o temor com o desaquecimento da economia global, que provoca o sentimento de aversão ao risco e o “fly to quality”, com a busca aos Treasuries. O recuou da T-note de 10 anos chegou na sexta-feira a casa de 2,30%, em meio ao movimento comprador.

Com o encerramento do pregão, o mau humor externo aumentou motivado pela notícia de que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s colocou o rating da França em perspectiva negativa.

Bolsa

A Bovespa ficou ainda mais vulnerável à pressão externa na sexta-feira em baixa, com a possibilidade de a agência de classificação de risco S&P rebaixar a perspectiva do rating soberano da França e do rating do EFSF – Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, para negativa.

O Ibovespa mostrava sinais de que andaria em terreno negativo desde a abertura, a preocupação se justifica em função dos sinais de fraqueza da economia global e com o quadro de incerteza sobre o rumo da corrida presidencial no Brasil.

O receio com o agravamento da crise na região do Euro voltou a ganhar força nesta semana após a queda da produção industrial de 4% na Alemanha no mês de agosto e do maior recuo das exportações desde 2009. A economia alemã ainda figurava como o esteio da Europa, pois gerava o pouco crescimento que se observava na região do Euro. Mas com o cenário de desaceleração mundial, notadamente na Ásia, está agravando a situação alemã e europeia.

Dado o cenário complicado, tanto interno como externo mantemos a recomendação de cautela em relação ao movimento dos investimentos.

Câmbio

Os agentes dos bancos mantiveram suas projeções para taxa de câmbio para o final deste ano 2014 em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, as estimativas para a variação cambial foram também mantidas, mas em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro elevaram as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,41 bilhões US$2,44 bilhões. Para o próximo ano as estimativas para o saldo da balança comercial foi, também foi elevado só que de US$ 7,24  bilhões para US$ 7,27 bilhões.

A expectativa dos analistas das instituições financeiras para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as estimativas dos economistas dos bancos foram elevadas de US$ 57,7 bilhões para US$ 59,2 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as projeções dos agentes dos bancos para os preços administrados foram reduzidos de 5,20% para 5,10%.  Para 2015 a estimativa foi mantida em 7,00%.

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