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FOCUS: MERCADO ELEVA PROJEÇÃO PARA SELIC EM 2015

O Relatório de Mercado Focus. Divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 06/10, mostra que os analistas do mercado financeiro estão com uma expectativa maior para a cotação do dólar para o final de 2014, bem como movimento de alta identificado nas mesas de operação do mercado financeiro na semana passada. Na semana passada, apesar dos negócios indicarem para uma elevação, o Relatório Focus mostrava uma perspectiva de aumento menor.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro voltaram a elevar suas estimativas para a variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Para o final de 2014 a projeção passou de 6,31% para 6,32%. Para 2015 os economistas dos bancos mantiveram as suas estimativas para o IPCA em 6,30%.

A projeção para o IPCA, para os próximos 12 meses foi elevada pelos agentes das instituições financeiras de 6,33% para 6,38%. O que eleva a inflação para mais perto do teto da meta.

Inflação de curto prazo

Em relação à inflação para o curto prazo os economistas dos bancos, considerados Top 5, mantiveram as suas projeções inalteradas para o IPCA de setembro em 0,43%. Da mesma forma, mantiveram as projeções para o índice oficial de inflação do governo de outubro em 0,50%.

Crescimento da Economia

Os analistas do mercado financeiro reduziram nesta semana, as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2014 de 0,29% para 0,24%.

As projeções para o crescimento da produção industrial brasileira em 2014 foram reduzidas de  -1,95% para -2,14.

A estimativa em relação ao crescimento da economia brasileira, medida pelo PIB para 2015 foi reduzida de 1,01% para 1,00%.

Os economistas das instituições financeiras reduziram as suas estimativas, para o desempenho da produção industrial brasileira de 2015 de 1,50% para 1,40%.

Taxa de juros

Os agentes dos bancos mantiveram as suas projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira para 2014 em 11,0%. Entretanto, para 2015, os analistas do mercado financeiro elevaram, as suas projeções para a taxa Selic de 11,38% para 11,88% ao ano.

Perspectiva

O mês de outubro continuará, mais do que nunca, pautado pela disputa eleitoral. De certa forma, o mercado subestimou a força da coligação da candidata Dilma Rousseff, e pagou o preço por apostar todas as fichas na candidatura de Marina Silva.

E o que esperar daqui para frente?

Devemos ter em mente que o preço dos ativos, em boa parte, já incorpora o crescimento da candidatura Dilma Rousseff à presidência, e não devem agravar a situação dos mercados de uma forma geral. Hoje, o cenário principal é de que as chances de vitória da presidente são muito grandes.

Partindo deste pressuposto, e na pior das hipóteses, podemos inferir que a depreciação dos ativos tenha atingido níveis próximos ao mínimo.

Entretanto a partir de agora, em um iminente segundo turno, com Aécio Neves, ocorrerá uma nova eleição, em razão do tempo igual de propaganda na TV entre os candidatos, e pela possibilidade da formação de alianças.

A partir dessa premissa, outra reviravolta no quadro eleitoral provocará uma nova onda de valorização nos preços dos ativos de risco no curto prazo, em especial no mercado acionário e nos vértices mais longos da curva de juros.

Nossa recomendação permanece no sentido de manter uma carteira posicionada no IMA-B e IMA-Geral, em torno de 50%, mantendo uma posição média de 30% no curto prazo, em ativos indexados ao CDI e/ou IRF-M 1.

Neste cenário, o Ibovespa poderá retomar rapidamente os 56.000 pontos. Portanto, estar posicionado neste mercado é uma possibilidade que não deve ser desprezada.

Por outro lado, na hipótese da contenda ser decidida em primeiro turno, fato que não deve ser descartado, há espaço para nova rodada de desvalorização nos preços dos ativos.

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro elevaram suas estimativas para taxa de câmbio para o encerramento do ano de 2014 de R$2,35 para R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano, as projeções para a variação cambial foram também elevadas, mas de R$2,45 para R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes dos bancos elevarão as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,40 bilhões US$2,41 bilhões. Para 2015 as projeções para o saldo da balança comercial foi, recuou de US$ 9,00 bilhões para US$ 7,24 bilhões.

A estimativa dos agentes dos bancos para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para o próximo ano, as projeções dos analistas das instituições financeiras foram elevadas de US$ 57,0 bilhões para US$ 57,7 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as projeções dos agentes dos bancos para os preços administrados foram elevados de 5,10% para 5,20%.  Para 2015 a estimativa foi mantida em 7,00%.

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