As estimativas dos analistas das instituições financeiras para o crescimento da economia, este ano, mostra recuo pela 18ª semana seguida. De acordo com pesquisa feita pelo Banco Central, divulgada hoje (29/09), a projeção caiu de 0,33% para 0,30% para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto, que representa soma de todos os bens e serviços produzidos dentro das fronteiras do país.
Inflação
Ainda nesta edição do Relatório de Mercado – Focus, os economistas dos bancos voltaram a aumentar suas projeções para a variação índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA. Para o encerramento de 2014 a estimativa passou de 6,30% para 6,31%. Para o próximo ano os agentes do mercado financeiro elevaram as suas estimativas para o IPCA de 6,28% para 6,30%.
A estimativa para o IPCA, para os próximos 12 meses foi elevada pelos economistas dos bancos de 6,32% para 6,33%. O que mantem a inflação perto do teto da meta para o período.
Inflação de curto prazo
Em relação a inflação para o curto prazo os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, mantiveram as suas projeções inalteradas para o IPCA de setembro em 0,43%. Da mesma forma, mantiveram as projeções para o índice oficial de inflação do governo de outubro em 0,50%.
Crescimento da Economia
Os economistas das instituições financeiras, mais uma vez, as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2014 de 0,30% para 0,29%.
As estimativas para a evolução da produção industrial brasileira em 2014 foram reduzidas de -1,94% para -1,95.
A projeção em relação ao crescimento da economia brasileira, medida pelo PIB para 2015 foi mantida em 1,01%.
Os agentes do mercado financeiro reduziram as suas projeções, em relação ao desempenho da produção industrial brasileira de 2015 de 1,60% para 1,50%.
Taxa de juros
Os analistas do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para 2014 em 11,0%. Para o próximo ano, os agentes das instituições financeiras elevaram, ligeiramente, as suas estimativas para a taxa Selic de 11,25% para 11,38% ao ano. Esta elevação já está embutida nas projeções de juros futuros e não deve trazer maiores impactos sobre os juros negociados, hoje, no mercado financeiro.
Perspectiva
Em mais uma semana onde o foco foram as pesquisas eleitorais, a Bovespa encerrou o período em queda de 1%, aos 57.212 pontos. No mês, a queda acumulada é de 6,65%.
Uma avalanche de pesquisas veio a público durante a semana. De concreto, a queda da intenção de votos na candidata Marina Silva e a consolidação de Dilma Rousseff saindo na frente no primeiro turno. No segundo turno, virada de Dilma Rousseff, ainda que na margem de erro o empate técnico se manteve.
Do lado externo, o governo chinês anunciou que manterá a política econômica, sugerindo que não serão implementadas novas medidas de estímulo à economia chinesa. Um importante indicador de que a economia estaciona foi o consumo aparente de aço bruto, que caiu para 61,9 milhões de toneladas em agosto. Na comparação anual, a queda foi de 1,9%.
No mercado de juro, os negócios também foram guiados pelas eleições. Mas o dólar influenciou os negócios, com sua cotação pressionada e trazendo volatilidade ao mercado. A moeda encerrou a semana cotada a R$ 2,41, mas chegou a ser negociada a R$ 2,43, em um movimento global e generalizado principalmente ante as moedas de países emergentes e exportadores de commodities. Tanto que o Banco Central tomou a decisão de elevar o volume de contratos de swaps cambiais nos leilões de rolagem.
O relatório de mercado Focus, pela 18ª vez consecutiva o PIB foi revisado para baixo, em 0,29% ante 0,30% da semana anterior. O IPCA sofreu leve ajuste, de 6,31% ante 6,30% da última semana. Para 2015, a Selic foi revisada para 11,38%. Do mesmo modo que 2014, inflação em alta e PIB em queda.
Na última semana antes das eleições, as pesquisas eleitorais prometem mexer com força no mercado. Uma enxurrada de pesquisas está na pauta. Também está na agenda a divulgação de diversos indicadores, dentre os quais o PMI da China, o relatório de emprego nos EUA, e reunião do BCE que mexe com o mercado na zona do Euro.
Mercado sem direção definida e tendência de queda. Cautela nos negócios.
Câmbio
Os economistas das instituições financeiras elevaram suas projeções para taxa de câmbio para o encerramento do ano de 2014 de R$2,34 para R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, as estimativas para a variação cambial foram mantidas em R$2,45 por dólar.
Balanço de pagamentos e IED
Os analistas do mercado financeiro mantiveram inalteradas as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$2,40 bilhões. Para o próximo ano as estimativas para o saldo da balança comercial foi, igualmente, mantido só que em US$ 9,00 bilhões.
A projeção dos analistas dos bancos para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos em 2014 foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as estimativas dos economistas das instituições financeiras foram também mantidas em US$ 57,0 bilhões.
Preços administrados
No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contratos por contrato ou por órgão público.
Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.
Para 2014, as estimativas dos economistas das instituições financeiras para os preços administrados foram mantidas em 5,10%. Para 2015 a projeção foi mantida em 7,00%.
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