MERCADO REDUZ, PELA 4ª SEMANA, ESTIMATIVA PARA INFLAÇÃO EM 2014

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 11/08, pelo Banco Central do Brasil, revela que os economistas dos bancos reduziram pela quarta semana seguida a sua projeção para o índice oficial de inflação do governo que baliza as metas de inflação.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro  reduziram as suas estimativas para a variação do IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para o encerramento de 2014 de 6,39% para 6,26%. Para 2015 os analistas do mercado financeiro elevaram, ligeiramente, as suas projeções para o IPCA de 6,24% para 6,25%.

A expectativa dos economistas do mercado financeiro para o índice oficial de inflação do governo para os próximos 12 meses foi elevada de 6,03% para 6,19%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados Top 5, mantiveram as suas estimativas para o IPCA de agosto de 0,24%para 0,28%%. As projeções para o índice de inflação de setembro foram igualmente elevada, só de 0,37% para 0,40%.

Crescimento da Economia

Os agentes do mercado financeiro voltaram a reduzir as suas estimativas para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2014 de 0,86% para 0,81%.

As estimativas para a produção industrial brasileira deste ano foram mantidas em -1,53%.

Por sua vez, as projeções para o crescimento da economia brasileira para 2015 recuaram de 1,50% para 1,20%.

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para a performance da produção industrial brasileira de 2015 em 1,70%.

Taxa de juros

Os agentes do mercado financeiro mantiveram, pela 10ª semana seguida, as suas projeções para a evolução da taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Para 2015 as estimativas para a taxa Selic também foram mantidas, só que em 12,0%.

Perspectiva

Entre noticiário e fundamentos, a Bovespa operou com forte volatilidade durante os pregões e encerrou a semana em queda de 0,59%, aos 55.572 pontos.

Os olhos dos investidores estiveram voltados para os conflitos espalhados pelo mundo. No Leste Europeu, forças militares russas intensificaram mobilizações na fronteira com a Ucrânia, indicando que as tensões permanecem latentes. No Oriente Médio, o Iraque sofreu bombardeios dos EUA, que atacou posições do Estado Islâsmico que ameaçam o Curdistão.

Contribuiu para a volatilidade a temporada de divulgação de resultados, com destaque para o setor financeiro e empresas produtoras de commodities. No geral, os resultados vêm decepcionando.

A pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial, encomendada pelas Organizações Globo, não trouxe mudança em relação à pesquisa anterior. A Presidente Dilma mantém a vantagem sobre os principais opositores, basicamente repetindo os números da pesquisa anterior. O resultado, até certo ponto, exerceu uma pressão baixista ao mercado.

No mercado de juros, a volatilidade esteve presente em todos os pregões. Do lado externo, pesou sobre a ponta mais longa da curva o aumento das tensões na Ucrânia e o bombardeio no Iraque. A cotação dos DI’s acompanhou o movimento de alta do dólar e das Treasuries durante boa parte dos pregões regulares. Na sexta-feira, as perdas foram revertidas após a confirmação do IPCA de julho, que apontou inflação de 0,01%, ante uma variação de 0,40% em julho, e estimativas que apontavam inflação de 0,10%. No ano, o IPCA acumula uma alta de 3,76%. Em 12 meses, a taxa ficou em 6,50%, no teto da meta estipulada pelo governo.

Pela quarta vez seguida, a estimativa para a inflação de 2014 caiu no Boletim Focus, divulgado agora pouco pelo BACEN. Segundo o documento, a projeção passou de 6,39% para 6,26%. E pela décima primeira vez consecutiva, as estimativas para o PIB foram reduzidas para 0,81%, ante 0,86% da semana anterior. O mercado de juros deve ajustar com queda na ponta curta da curva.

Semana sem direcional definido, com viés de baixa em razão dos conflitos internacionais que pressionam o câmbio. Devemos ter uma semana guiada por eventos pontuais, com os investidores olhando mais para o cenário externo do que para dentro do país. A safra de divulgação de resultados na bolsa chega ao final esta semana. Entre os destaques, companhias do setor imobiliário e de energia devem chamar mais atenção.

Recomendação mantida.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro mantiveram, pela 3ª semana seguida, as suas projeções para taxa de câmbio ao fim de 2014 em R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as estimativas para a variação cambial foram, igualmente, mantidas só que em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas projeções para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$2,00 bilhões. Para 2015, a expectativa para a evolução do saldo da balança comercial foi elevada, de US$ 8,50 bilhões para US$ 9,00 bilhões.

A projeção dos economistas dos bancos para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as projeções dos agentes do mercado financeiro foram igualmente mantidas em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 5,00% para 5,20%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,90% para 7,00%.

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