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Analistas reduzem projeção para inflação e PIB em 2014

Os analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas estimativas tanto para a inflação medida pelo IPCA, como para o crescimento da economia brasileira em 2014. Os dados constam do Relatório de Mercado – Focus do Banco central, divulgado hoje, 04/08.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a reduzir as suas estimativas para o índice de inflação oficial do governo, medida pelo IPCA de 6,41% para 6,39%. Para o próximo ano os economistas elevaram as suas projeções para o índice que norteia a politica monetária no Brasil de 6,21% para 6,24%.

A perspectiva dos analistas das instituições financeiras para o IPCA para os próximos 12 meses foi elevada de 5,94% para 6,03%.

Inflação de curto prazo

Os economistas do mercado financeiro, considerados Top 5, mantiveram as suas projeções para o IPCA de julho em 0,15%. As estimativas para a inflação de agosto também foram mantidas, só que em 0,24%.

Crescimento da Economia

Os analistas das instituições financeiras reduziram, mais uma vez, as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2014 de 0,90% para 0,86%.

As projeções para a produção industrial brasileira em 2014 foi reduzida de -1,15% para -1,53%.

Já as estimativas para o crescimento da economia brasileira para 2015 foram mantidas em 1,50%.

Os agentes do mercado financeiro também mantiveram as suas projeções para o desempenho da indústria brasileira de 2015 em 1,70%.

Taxa de juros

Os economistas dos bancos mantiveram, as suas estimativas para a evolução da taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Para 2015 as projeções para a taxa Selic também foram mantidas, só que em 12,0%.

Perspectiva

Em uma semana recheada de noticiários desanimadores, o mercado não resistiu e operou em baixa na maior parte dos pregões. Com isso, o Ibovespa teve a pior semana do ano ao cair 3,3%. Ainda assim, encerrou o mês de julho com ganhos de 5%, o segundo mês consecutivo de ganhos.

Destaque para o noticiário externo, entre default técnico da Argentina, indicadores desanimadores, reunião do Fomc e balanços corporativos ruins.

Havia o temor de que o FED começasse a subir a taxa de juros americana mais cedo do que o previsto, acompanhando o crescimento da economia no segundo trimestre do ano. Corroborando as expectativas, o PIB americano fechou o trimestre com alta de 4,5%, superando as projeções mais animadoras. Entretanto, o Fomc sugeriu que deve aguardar mais indicadores para possivelmente rever sua política de afrouxamento monetário. De concreto, somente a redução do programa mensal de recompra de ativos no valor de US$ 10 bilhões, e o anúncio de que a inflação se moveu “um pouco mais perto” do objetivo de longo prazo.

Do lado corporativo os balanços, de uma forma geral, têm mostrado resultados aquém das expectativas dos analistas, refletindo um cenário mais desafiador para as empresas produzirem lucros.

O Ibope divulgou pesquisas eleitorais nos Estados, que não teve efeitos sobre os mercados.

Na renda fixa a semana também foi de que apreensão com os indicadores divulgados. O juro foi às alturas, mas mesmo assim encerrou o mês de julho com rentabilidade positiva.

As taxas curtas operaram perto da estabilidade, diante da precificação de que a Selic deve ficar estável até pelo menos o final do ano, enquanto as longas acompanharam a trajetória do dólar, que passou a semana em alta em razão do noticiário externo.

Também pesou sobre os negócios a divulgação das contas públicas consolidadas, que incluem o governo federal, os estados, municípios e empresas estatais, que registraram em junho e também no primeiro semestre deste ano o pior resultado da história.

Somente em junho, houve um déficit primário (receitas menos despesas, sem contar os juros da dívida pública) de R$ 2,1 bilhões. Foi o pior mês de junho desde dezembro de 2001, quando tem início a série histórica mensal do Banco Central para o indicador. Também foi a primeira vez que acontece um déficit primário em meses de junho.

Nem mesmo as boas notícias vindas da China arrefeceu o desânimo. Na China, a atividade industrial continuou em expansão em junho, e alcançou neste mês seu nível máximo em mais de dois anos, o que reforça os sinais de que a segunda maior economia do mundo está se recuperando e que respondeu às medidas de estímulo implementadas pelo governo.

Pesquisa Focus divulgada hoje trouxe, pela terceira semana seguida, redução na projeção da inflação do governo, medida pelo IPCA, para 6,39%. O mercado também revisou para baixo suas estimativas em relação ao crescimento da economia, com o PIB crescendo 0,86%, a décima queda consecutiva das projeções.

A semana que se inicia está cercada de imprevisibilidade. No noticiário estão o desenrolar da crise econômica argentina, os problemas do Banco Espírito Santo em Portugal, os conflitos na Ucrânia e na faixa de Gaza, além das pesquisas eleitorais. E a temporada de divulgação balanços continua, são mais de 30 empresas essa semana.

Não alteramos nossa recomendação.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram, as suas estimativas para taxa de câmbio ao fim de 2014 em R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as projeções para a variação cambial foram, igualmente, mantidas só que em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$2,00 bilhões. Para 2015, a estimativa foi mantida, de US$ 9,40 bilhões para US$ 8,50 bilhões.

A projeção dos economistas dos bancos para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as projeções dos agentes do mercado financeiro foram igualmente mantidas em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,75% para 6,90%.

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