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Consultoria em Investimentos

ANALISTAS REDUZEM ESTIMATIVA PARA INFLAÇÃO EM 2014.

Os analistas das instituições financeiras revisaram para baixo as suas estimativas em relação à expansão econômica no Brasil para menos de 1,0% em 2014 após novos sinais de fraqueza, e paralelamente melhoraram levemente a expectativa para a inflação e conservaram o cenário para a política monetária após a autoridade monetária ter mantido a taxa de juro básico na reunião realizada na semana passada, mas deixado sinais para eventuais alterações.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro reduziram, nesta semana, a estimativa para a inflação medida pelo IPCA de 6,48% para 6,44%. Para o próximo ano 2015 os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para o índice que baliza as metas de inflação no Brasil de 6,10% para 6,12%.

A projeção dos economistas dos bancos para o IPCA dos próximos 12 meses foi elevada de 5,92% para 5,95%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro, considerados Top 5, reduziram as suas projeções para o IPCA de julho de 0,25% para 0,20%. As projeções para a inflação de agosto também recuaram, só que de 0,30% para 0,26%.

Crescimento da Economia

Os economistas dos bancos reduziram, mais uma vez, as suas projeções para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2014 de 1,05% para 0,97%.

As projeções para desempenho da produção industrial brasileira em 2014 recuaram significativamente, de -0,90% para -1,15%.

Já as estimativas para o crescimento da economia para  2015 foram mantidas em 1,50%.

Os agentes do mercado financeiro também reduziram as suas projeções para o desempenho  da indústria brasileira em 2015 de 1,80% para 1,70%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Para 2015 as projeções para a taxa Selic foram mantidas, só que em 12,0%.

Perspectiva

Em que pesem as pressões exercidas por um cenário externo desfavorável, afetado por tensões geopolíticas no leste europeu após notícias sobre ataque que derrubou avião de passageiros no espaço aéreo ucraniano, a Bovespa encerrou a semana em alta de 4,07% (57.012 pontos), no melhor desempenho semanal desde o fim de março.

O bom humor veio logo após a divulgação da pesquisa eleitoral Datafolha, ao mostrar competição mais acirrada em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de outubro.

A pesquisa Datafolha, que o mercado vinha tentando antecipar nos últimos dias, mostrou que a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais de outubro.

Dilma aparece com 44% das intenções de voto contra 40% de Aécio no segundo turno. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.

O que mais surpreendeu na pesquisa foi o índice de rejeição a Dilma ter atingindo 35% e, no cenário de segundo turno, Dilma empatada tecnicamente com o Aécio.

Na mesma linha, a pesquisa do Instituto Sensus foi divulgada na sexta-feira de noite, após o fechamento dos mercados.

As especulações sobre pesquisas eleitorais tem sido o principal catalisador da alta da bolsa brasileira nos últimos meses, em um momento de descrença do mercado na administração da presidente Dilma e críticas em relação ao que investidores consideram intervenção excessiva nas empresas estatais.

Na semana ocorreu a 184ª reunião do Copom, que manteve a taxa Selic em 11,00%, por decisão unânime e sem viés. A surpresa ficou por conta do comunicado pós reunião, que inseriu a expressão “neste momento”, e o mercado passou a acreditar em cortes futuros na taxa.

A reação foi imediata, com os contratos futuros “fechando” fortemente. Outro fator para o fechamento das taxas veio com o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) de maio, que caiu 0,18%, sugerindo que o PIB do segundo trimestre poderá ser negativo, uma vez que a previsão para junho é de um número ainda pior.

A Pesquisa Focus desta semana mostrou os indicadores de inflação, no varejo e atacado, em queda. O IPCA mostrou recuo, de 6,48% para 6,44%. Os indicadores de produção (PIB e PI) mantiveram a tendência de queda. A Selic para 2015 recuou de 11,88% para 11,81%, e o PIB recuou de 1,80% para 1,70%.

A agenda doméstica segue agitada nesta semana. Hoje deve repercutir o resultado da pesquisa eleitoral do Instituto Sensus, divulgada na sexta-feira. Amanhã serão divulgados os resultados da pesquisa Ibope.

Amanhã também será conhecido o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação do mês. O mercado espera recuo pela metade na inflação mensal.

Não esperamos notícias negativas do front doméstico, que possam mexer com os mercados. Há espaço para mais ajustes na curva futura de juros. O viés negativo será dado pela dinâmica dos conflitos no Leste europeu e na faixa de Gaza.

No geral, o viés é positivo para os mercados. Mantemos nossa recomendação.

Câmbio

Os economistas dos bancos reduziram, as suas estimativas para taxa de câmbio ao fim de 2014 de R$2,39 para R$2,35 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as estimativas para a variação cambial medida pelo dólar foram mantidas em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram, pela segunda semana seguida, as suas estimativas para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,01 bilhões para US$2,00 bilhões. Para 2015, a estimativa foi elevada, após o recuo na semana passada, de US$ 9,40 bilhões para US$ 9,80 bilhões.

A projeção dos analistas das instituições financeiras para o ingresso no país de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as estimativas dos analistas das instituições financeiras foram, igualmente mantidas em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi igualmente mantida só que em 6,50%.

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