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MERCADO REDUZ ESTIMATIVA PARA VARIAÇÃO DO DÓLAR EM 2014

Divulgado na manhã desta segunda-feira, 14/07, pelo Banco Central, o Relatório de Mercado Focus, registrou que há discordância nas estimativas dos agentes do mercado financeiro para o comportamento da economia brasileira tanto em 2014 como em 2015.

Inflação

Os economistas dos bancos elevaram de 6,46% para 6,48% as suas estimativas para o índice oficial de inflação do governo em 2014. Para 2015 os agentes do mercado financeiro mantiveram em 6,10% as suas projeções para o índice que baliza as metas de inflação no Brasil.

A estimativa dos analistas das instituições financeiras para o IPCA dos próximos 12 meses foi reduzida de 5,89% para 5,92%.

Inflação de curto prazo

Os economistas dos bancos, considerados Top 5, elevaram as suas estimativas para o IPCA de julho de 0,25% para 0,27%. As projeções para a inflação de agosto foi mantida em 0,30%.

Crescimento da Economia

Os analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir as suas estimativas para o crescimento do PIB – Produto Interno Bruto brasileiro em 2014 de 1,07% para 1,05%.

As projeções para desempenho da produção industrial brasileira em 2014 também recuaram, só que de -0,67% para -0,90%.

Já as estimativas para o crescimento da economia para  2015 foram mantidas em 1,50%.

Os agentes do mercado financeiro também reduziram as suas estimativas para o desempenho positivo da indústria em 2015 de 2,10% para 1,80%.

Taxa de juros

Os economistas dos bancos conservaram as suas projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Para 2015 as estimativas para a taxa Selic foram mantidas, só que em 12,0%.

Perspectiva

O Ibovespa fechou a semana em alta de 1,36%. O principal índice da Bolsa ganhou força após o feriado de quarta-feira, em São Paulo, estimulado pela alta das estatais. O mercado repercutiu a derrota histórica da seleção brasileira frente a Alemanha, que pode ter efeitos na corrida eleitoral. Esta semana serão divulgadas mais duas pesquisas (Sensus e Datafolha). Os levantamentos serão feitos após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, e podem indicar se houve efeitos sobre a candidatura da Presidente Dilma Rousseff.

Além disso, pesou sobre o mercado a notícia de que a agência classificadora de risco Fitch Ratings reafirmou a nota soberana nacional em BBB. De acordo com a agência, o rating reflete a diversidade econômica, instituições relativamente desenvolvidas e capacidade forte de absorção de choques.

Ficaram de lado as preocupações com o Banco Espírito Santo, que na quinta-feira derrubou as bolsas europeias. O principal acionista do banco, o Espírito Santo Financial Group anunciou default técnico da Espírito Santo International (ESI), após não conseguir cumprir suas obrigações com alguns credores dentro do prazo estabelecido, provocando queda de 19% nas ações do banco, deixando investidores nervosos.

Na quarta-feira foi divulgada a Ata do Fomc. De acordo com o documento, o FED vê recuperação da economia e pode encerrar o ciclo de afrouxamento monetário em outubro, a depender da economia evoluir conforme o esperado. Segundo a nota, “os dados … sugerem que a atividade econômica está melhorando no segundo trimestre após uma forte contração do PIB”. E complementa: “Se a economia evoluir como o comitê espera, o fim do estímulo pode acontecer após a reunião de outubro”.

Os juros futuros operaram em baixa na maior parte da semana, acompanhando a queda do dólar e dos Treasuries, e também refletindo uma maior preocupação do investidor com a atividade do que com a inflação, após a divulgação do IPCA e IGP-DI.

O IPCA ficou em 0,40% em junho, ante 0,46% em maio, dentro do intervalo das estimativas (0,29% a 0,47%), mas acima da mediana estimada, de 0,39%. No acumulado de 12 meses, o índice acumula alta de 6,52%, em linha com a mediana projetada.

Já o IGP-DI recuou 0,63% em junho, após cair 0,45% em maio, a queda mais intensa desde julho de 2009 (-0,64%) e dentro do intervalo das projeções (-0,76% a -0,48%), com mediana de -0,63%. Com o resultado do mês passado, o IGP-DI acumula altas de 2,10% no ano e de 5,77% nos últimos 12 meses.

Mais uma semana que promete ser intensa, onde ocorrerão eventos e indicadores espalhados por todos os mercados. Entre os destaques, a divulgação das pesquisas eleitorais pelo Sensus e Datafolha, o PIB da China, discurso de Janet Yellen, e reunião do COPOM estão no radar.

Pesquisa FOCUS desta semana aponta um leve aumento do IPCA para 2014, em relação a pesquisa anterior (6,46% para 6,48%). Os demais indicadores de inflação mostraram recuo, sendo que o IGP-M e o IGP-DI pela décima semana consecutiva. O mercado reduziu mais uma vez a previsão do PIB, de 1,07% para 1,05%. Selic mantida em 11%.

Mercado sem uma tendência definida para a semana. Recomendações mantidas.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro reduziram, nesta semana, as suas projeções para taxa de câmbio ao fim de 2014 de R$2,40 para R$2,39 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as estimativas para a variação cambial medida pelo dólar foram mantidas em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram a sua projeção para o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,70 bilhões para US$2,01 bilhões. Para 2015, a estimativa recuou de US$ 9,90 bilhões para US$ 9,40 bilhões.

A projeção dos analistas das instituições financeiras para o ingresso no país de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para 2014 foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as estimativas dos analistas das instituições financeiras foram, igualmente mantidas em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 5,10% para 5,00%.  Para 2015 a projeção foi reduzida de 7,00% para 6,50%.

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