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MERCADO VOLTA A REDUZIR ESTIMATIVA PARA PIB E PRODUÇÃO INDUSTRIAL

O Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 07/07, pelo Banco Central do Brasil mostra que os analistas das instituições financeiras continuam apostando em queda no crescimento da economia brasileira e no desempenho da indústria nacional.

Inflação

Os agentes dos do mercado financeiro mantiveram em 6,46% a sua projeção para o IPCA deste ano. Para o próximo ano os analistas das instituições financeiras também mantiveram, pela segunda semana, em 6,10% as suas estimativas para o índice oficial de inflação do governo federal.

As projeções dos economistas dos bancos para o IPCA dos próximos 12 meses foi reduzida de 5,91% para 5,89%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, elevaram as suas projeções para o IPCA de junho de 0,33% para 0,34%. As estimativas para a inflação de julho foi mantida em 0,25%.

Crescimento da Economia

Os agentes do mercado financeiro reduziram, pela sexta semana seguida, as suas projeções para o crescimento da economia brasileira, medido pelo PIB para 2014 de 1,10% para 1,07%.

As estimativas para o crescimento da produção industrial brasileira em 2014 recuaram de          -0,14% para -0,67%.

Por sua vez, as projeções para o crescimento da economia para  2015foram mantidas em 1,50%.

Os economistas dos bancos também reduziram as suas projeções para o desempenho positivo da indústria em 2015 de 2,20% para 2,10%.

Taxa de juros

Os agentes do mercado financeiro mantiveram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira de 2014 em 11,0%. Para 2014 as projeções para a taxa Selic foram mantidas, só que em 12,0%.

Perspectiva

Semana de recuperação para o mercado acionário brasileiro, com o Ibovespa, principal índice do mercado, valorizando na semana 1,69%.

A pesquisa Datafolha revelou que a Presidente Dilma Rousseff obteve 38% das intenções de voto, ante 34% da pesquisa anterior. Não houve surpresa com os números divulgados, já que o mercado esperava uma recuperação neste período de Copa do Mundo. O que mais pesou no mercado foi que a vantagem sobre o candidato Aécio Neves voltou a cair: era 11% em maio, 8% em junho, e agora soma 7%.

Outro fator positivo para a bolsa veio do noticiário americano. A criação de empregos nos EUA subiu e ficou bem acima do esperado. Ao todo foram criados 288 mil novos postos de trabalho, acima do registrado em maio (217 mil). Já a taxa de desemprego caiu de 6,3% para 6,1%, enquanto os analistas esperavam manutenção. Porém, mesmo com essas sinalizações indicarem uma possível alta no juro americano mais à frente, a presidente do FED, Janet Yellen, sinalizou em discurso que manterá a política de juros baixos, o que diminui a atratividade nos investimentos no País, e aumenta a entrada de recursos para os emergentes.

O BCE também informou que a taxa de juros na zona do Euro permanecerá baixa por muito tempo, para garantir a estabilidade monetária da região. Porém, alertou que os governos locais precisam fazer a sua parte para estimular a demanda e reduzir a dívida.

Todas essas notícias trouxeram tranquilidade ao dólar e ao juro na semana, que operaram com leves recuperações.

Esta semana deverá ser morna em noticiários. No Brasil, estão previstos os indicadores de inflação de junho (IPCA e IGP-DI). Na agenda externa, alguns dados da economia chinesa, além da ata do Fomc, merecem algum destaque.

A Pesquisa FOCUS divulgada hoje mostrou novo recuo para o PIB de 2014, pela sexta semana consecutiva (1,10% para 1,07%). A projeção para a inflação foi mantida em 6,46%, bem como a Selic em 11,00%.

Não há uma tendência definida para o mercado. Recomendações mantidas.

Câmbio

Os economistas dos bancos mantiveram as suas estimativas para taxa de câmbio ao fim de 2014 em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 as projeções para a variação cambial medida pelo dólar também foram mantidas, mas em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$2,01 bilhões para US$2,70 bilhões. Para 2015, a projeção foi mantida em US$ 9,90 bilhões.

A projeção dos agentes do mercado financeiro para a entrada no país de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos, para 2014 foram mantidos em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, as projeções dos economistas das instituições financeiras foram reduzidas de US$ 55,6 bilhões para US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos economistas das instituições financeiras para os preços administrados foram elevadas de 5,00% para 5,10%.  Para 2015 a estimativa foi elevada de 6,65% para 7,00%.

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