Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em Investimentos

FOCUS: MERCADO REDUZ, LIGEIRAMENTE, A SUA ESTIMATIVA PARA INFLAÇÃO EM 2014

Os analistas do mercado financeiro reduziram ligeiramente a sua estimativa para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para este ano. Em contrapartida elevaram a projeção para o IPCA do próximo ano e continuam apostando em um ritmo de crescimento menor para a economia brasileira.

As informações constam do Relatório de Mercado – Focus, divulgada hoje, 13/06, pelo Banco Central do Brasil.

Inflação

Os economistas dos bancos consultados pela autoridade monetária reduziram as suas estimativas para o índice de inflação oficial do governo, medido pelo IPCA de 6,47% para 6,46% para este ano. Apesar da redução o IPCA ainda está muito próximo do teto da meta de inflação definido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional. Para 2015 os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para o IPCA de 6,03 para 6,08%.

Para a inflação dos próximos 12 meses os agentes do mercado também reduziram a sua estimativa de 6,01% para 5,91%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, mantiveram a sua estimativa para a inflação de junho de 0,36%. Da mesma forma, mantiveram a sua projeção para o IPCA de julho em 0,28%.

PIB

Por mais uma semana os agentes do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2014 de 1,44% para 1,24%.

As projeções para o crescimento da produção industrial brasileira para este ano, também foram reduzidas, só que de 0,96% para 0,51%.

Para a evolução da economia brasileira em 2015 os analistas das instituições financeiras, igualmente diminuíram a sua projeção, só que de 1,80% para 1,73%.

Os economistas dos bancos mantiveram inalteradas as suas estimativas para o crescimento indústria brasileira de 2015 em 2,25%.

Taxa de juros

Os agentes do mercado financeiro mantiveram, pela segunda semana, as suas projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira para este em 11,0%. Para 2015 a taxa Selic igualmente foi mantida só que em 12,0%, desta forma o mercado espera que a Selic permaneça no atual patamar até, pelo menos, o inicio do próximo ano.

Perspectiva

Mantendo a influência do câmbio e dos Tresuries (Tesouro dos Estados Unidos), o mercado de renda fixa operou pressionado na semana, com queda generalizada nas taxas futuras de juros, mais intensamente nos vértices mais longos.

Colaborou para este movimento a divulgação do Índice de Atividade do Banco Central -IBC-Br, considerado a prévia do PIB. O indicador subiu 0,12% no quarto mês do ano ante março, número abaixo da mediana estimada (0,16%), mas ainda assim melhor que a queda de 0,11% verificada em março.

O IGBE informou que as vendas no varejo recuaram 0,4% em abril ante março, número dentro das previsões, porém pior que a mediana estimada (-0,1%), enquanto no varejo ampliado as vendas subiram 0,60% em abril ante março, no piso das estimativas.

Na renda variável, apesar de ter fechado em queda na sexta-feira, guiado pelas ações da mineradora Vale, com o minério de ferro no mercado à vista renovando recorde de baixa dos últimos 21 meses, o principal índice da Bovespa fechou a semana em alta de 3,16%.

Repercutiu o resultado da pesquisa Ibope encomendada pela União dos Vereadores de São Paulo. A pesquisa divulgada trouxe uma série de más notícias para a Presidente Dilma Rousseff: sua taxa de intensão de votos oscilou para baixo, a rejeição ao seu nome aumentou, a possibilidade de haver um segundo turno ficou mais concreta, e a avaliação do governo piorou.

A semana promete ser bastante agitada. Destaque para a reunião do FOMC, podendo ser anunciada mais uma redução dos estímulos monetários. Do lado doméstico, destaque para a divulgação do ICPA-15, que deve apresentar descompressão em comparação ao mês anterior.

Na agenda está a divulgação de mais pesquisas eleitorais. Neste final de semana foi divulgada a pesquisa da Revista IstoÉ/Sensus, que mostrou uma disputa polarizada entre o PT e o PSDB, com Dilma e Aécio mais próximos.

A pesquisa FOCUS divulgada nesta manhã mostra queda na projeção da inflação para 2014, tanto no varejo quanto no atacado. O PIB e a Produção Industrial mantêm-se pressionados, por conta da fraca atividade econômica e retração no consumo.

Por conta dos fundamentos domésticos, há espaço para mais redução nos juros de curto prazo, entretanto o cenário internacional terá peso importante nos negócios.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para o próximo ano as projeções para a taxa de cambio foi também foram mantidas só quem em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro, pela segunda semana seguida, reduziram a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$ 2,25 bilhões para US$2,00 bilhões. Para 2015 a estimativa foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

As projeções dos analistas dos bancos para o ingresso de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foram mantidas em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,50% para 6,85%.

Deixe um Comentário

Repetir o Post