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PELA SEGUNDA SEMANA MERCADO REDUZ ESTIMATIVA PARA O PIB DE 2014

O Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje, 09/06, pelo Banco Central manteve estável, em 6,47%, a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo para este ano. A estimativa para os próximos 12 meses também permaneceu estável, em 6,01%.

Inflação

Em relação à inflação os analistas do mercado financeiro, mantiveram a sua estimativa para a evolução da inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 6,47% em 2014. Desta forma o mercado segue acreditando que a inflação encerre o ano próximo ao topo da meta definida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional. Já para o próximo ano os economistas dos bancos elevaram, ligeiramente, a sua estimativa para o IPCA de 6,01 para 6,03%.

Para a inflação dos próximos 12 meses os agentes do mercado também mantiveram a sua projeção em 6,01%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado financeiro considerados Top 5, elevaram a sua projeção para a inflação de junho de 0,35% para 0,36 . Por outro lado, conservaram a sua estimativa para a inflação de julho em 0,28%.

PIB

Pela segunda semana consecutiva, os analistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira para 2014  de 1,50% para 1,44%.

As estimativas para o crescimento da produção industrial brasileira de 2014, também foram reduzidas de 1,24% para 0,96%.

Para o crescimento da economia brasileira em 2015 os economistas dos bancos, também reduziram a sua estimativa, mas de 1,85% para 1,80%.

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a evolução da produção industrial brasileira de 2015 de 2,20% para 2,25%.

Taxa de juros

Ainda sob os reflexos da divulgação da Ata do COPOM – Comitê de Politica Monetária, os economistas dos bancos mantiveram as suas estimativas para a taxa básica de juros da economia brasileira para este em 11,0%. Para 2015 a taxa Selic foi mantida em 12,0%, desta forma o mercado espera que a Selic permaneça no atual patamar até, pelo menos, o inicio do próximo ano.

Perspectiva

Influenciados pelo câmbio e os juros dos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americanos), a publicação de dados fracos sobre a economia dos EUA pressionou o mercado de renda fixa na semana. O setor privado dos EUA criou 179 mil empregos em maio, menos que as 210 mil vagas previstas, e bem abaixo do observado em abril (220 mil). Além disso, a produtividade da mão de obra teve no primeiro trimestre deste ano a maior queda em seis anos e o déficit comercial subiu mais que o esperado em abril.

Na zona do Euro, como era esperado, o Banco Central Europeu (BCE) cortou suas taxas de juros para mínimas recordes e levou sua taxa de depósito para abaixo de zero, buscando combater o risco de que a zona do euro entre em deflação. A autoridade monetária europeia também informou, em comunicado, que mais medidas serão anunciadas.

O COPOM divulgou a ata da última reunião realizada, e que manteve a taxa Selic em 11,00% ao ano. Para justificar a parada no processo de aperto monetário, o Banco Central aposta que os efeitos de alta da Selic “em parte” ainda estão por se materializar na economia brasileira, segundo o documento. De acordo com a ata, a elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos doze meses contribui para que a inflação ainda mostre resistência.

Por fim, foi divulgado o IPCA de maio. A inflação desacelerou a 0,46%, beneficiada pelos preços de alimentos e transportes, dando força às expectativas de que o Banco Central não deve voltar a elevar os juros tão cedo, num cenário também de atividade fraca.

Com reflexos imediatos no mercado de bolsa, a pesquisa eleitoral divulgada na sexta trouxe queda nas intenções de voto na presidente Dilma Rousseff, de 37% para 34%, além de piora na avaliação do governo.  Os números reforçam a expectativa atual de um segundo turno acirrado.

Nesta semana, o mercado deve precificar os dados de emprego divulgados no fim da tarde de sexta-feira. Dados mostram que foram criadas 217 mil vagas na economia norte-americana no mês passado, trazendo o emprego de volta ao nível pré-recessão.

Como destacado, o Relatório de Mercado Focus traz mais queda nos indicadores de atividade econômica. O PIB recuou de 1,50% para 1,44%, enquanto a produção industrial despencou para 0,96%, ante 1,24 da semana anterior. Inflação e juros mantidos.

Com base nestes indicadores, já há no mercado uma corrente que especula uma queda no juro ainda este ano.

Os dados divulgados devem colocar mais pressão baixista sobre o juro no curto prazo, o que deve favorecer ainda mais a rentabilidade dos fundos atrelados ao IMA Geral e IMA B.

Câmbio

Os economistas dos bancos mantiveram a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,40 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015 a estimativa para a taxa de cambio foi também mantida só quem em R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas dos bancos reduziram nesta semana a sua estimativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,00 bilhões para US$2,25 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos economistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,60% para 6,50%.

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