Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em InvestimentosConsultoria em Investimentos

MERCADO ESTIMA QUE COPOM DEVA MANTER SELIC EM 11,0%

Os economistas das instituições financeiras consultados pelo Banco Central, através da pesquisa Focus, estimam que o Copom – Comitê de Política Monetária deverá manter a taxa básica de juros em 11,00%, ao término da reunião nesta quarta-feira, 28/05.

Esta projeção é parte integrante do Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 26/05.

Inflação

Os analistas dos bancos elevaram, pela segunda semana seguida, a sua projeção para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 6,43% para 6,47% para 2014, fazendo com que esta projeção fique próximo ao teto da meta de inflação definida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional.

A projeção para a inflação nos próximos 12 meses foi elevada, pelos analistas do mercado financeiro de 5,88% para 5,96%.

Inflação de curto prazo

Os agentes do mercado considerados Top 5, elevaram a sua estimativa para a inflação de maio de 0,41% para 0,42%. Por outro lado mantiveram a estimativa para a inflação de junho em 0,35%.

PIB

Os analistas do mercado financeiro elevaram nesta semana a sua projeção para  o crescimento da economia brasileira para este ano de 1,62% para 1,63%.

As estimativas para o crescimento da produção industrial brasileira em 2014, por sua vez,  foram mantidas em 1,40%.

Para o crescimento do PIB brasileiro em 2015 os economistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa de 2,00% para 1,96%.

Os analistas dos bancos reduziram a sua estimativa para a produção industrial brasileira de 2015 de 2,37% para 2,20%.

Taxa de juros

As projeções para a taxa básica de juros da economia brasileira ao fim 2014 permaneceram inalteradas, em 11,25%. Entretanto 2015, os analistas dos bancos reduziram a sua estimativa de 12,25% para 12,00%. O que pressupõem que o Copom deva manter a Selic inalterada ao final da próxima reunião.

Perspectiva

O destaque da semana fica por conta da reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária do Banco Central. Grande parte dos agentes do mercado financeiro, o que nos inclui, aposta em manutenção da Selic no atual patamar encerrando desta forma o ciclo de aperto monetário que foi iniciado em abril do ano passado.

A elevação da taxa básica de juros tem impacto negativo na atividade econômica, em meio a baixos níveis de confiança e redução da oferta de crédito. No mercado de câmbio, a taxa de juros mais elevadas foram as principais responsáveis por atrair grandes volumes de recursos externos, fazendo com que o real se valorizasse frente ao dólar, colaborando para segurar a inflação no Brasil.

Por ora, entendemos que ciclo de aperto monetário está terminado. Entretanto, com resiliência e com o IPCA acima do centro da meta, este movimento deverá ser retomado mais a frente, muito possivelmente após as eleições.

Será divulgado nesta semana o PIB referente ao 1º trimestre, que deverá apresentar crescimento de 0,3% frente ao trimestre anterior. No cenário de inflação, o foco principal fica por conta o IGP-M de maio, que deverá apesentar deflação de 0,09% em maio frente a alta de 0,78% em abril, refletindo o recuo nos preços de alimentos e  industriais no atacado.

No cenário externo, deverá vir dos Estados Unidos os dados que poderão suscitar uma avaliação mais consistente sobre a atual retomada da economia americana. Destaque também para os resultados finais dos índices PMI-manufatura da Zona do Euro e da China. Os números preliminares mostraram uma redução no processo de retração da atividade industrial chinesa, por sua vez na Zona do Euro o cenário é de moderação do ritmo de retomada da economia.

Este cenário está alinhado ao comunicado que foi emitido na semana passada recomendando a migração de parte da carteira dos fundos atrelados ao IRF M 1 e CDI, assim sendo, mantemos a recomendação.

Câmbio

Os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção para a taxa de cambio foi igualmente mantida, só que em R$2,51 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,00 bilhões. Para 2015 a estimativa foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 4,95% para 5,00%.  Para 2015 a projeção foi elevada de 6,28% para 6,50%.

Deixe um Comentário

Repetir o Post