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FOCUS REDUZ PROJEÇÃO PARA A INFLAÇÃO EM 2014

O grupo dos analistas, consultados pelo Banco Central para a composição do Boletim Focus, reduziu a sua estimativa para o IPCA para 2014 e manteve a sua projeção para a taxa básica de juros da economia.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 6,50% para 6,39% para 2014. A projeção para a inflação de 2015 permaneceu em 6,00%, pela quarta semana seguida.

Para os próximos 12 meses, os agentes do mercado financeiro reduziram pela quarta semana seguida a sua estimativa para o IPCA, que caiu de 5,93% para 5,88%.

Inflação de curto prazo

Os analistas considerados Top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de maio de 0,48% para 0,41%. Ao mesmo tempo, reduziram a estimativa para a inflação de maio de 0,48% para 0,41%.

PIB

Na avaliação dos analistas das instituições financeiras, expectativa para o crescimento da economia brasileira subiu de 1,63% para 1,69% em 2014.

As estimativas para a produção industrial brasileira em 2014 também foram elevadas de 1,21% para 1,24%.

Para a evolução do PIB do país em 2015 os economistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção de 1,91% para 1,90%.

Os analistas do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para a produção industrial brasileira de 2015 de 2,65% para 2,37%.

Taxa de juros

As projeções para a Selic ao fim 2014 permaneceram inalteradas, em 11,25%. Para o próximo ano, também permaneceu em 12,25%. Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira está em 11,00% ao ano.

Perspectiva

Diante de pressões menos intensas observadas nas últimas semanas para a inflação, podemos concluir que o ciclo de aperto monetário tem surtido os efeitos desejados, e é possível que o COPOM interrompa a sequencia de altas na taxa Selic já na próxima reunião. O mercado já trabalha com essa possibilidade, e os preços dos ativos de renda fixa incorporam este cenário. Outro fato que sustenta essa aposta são as frequentes declínios nas previsões para produção industrial, indicando que estímulos monetários são necessários para a retomada do crescimento econômico.

Iniciamos a recomendação de assumir um pouco mais de risco na renda fixa, com gradual redução das posições em CDI, e migração dos recursos para o IMA-B ou IMA-Geral.

Por outro lado, o mercado ajustou-se fortemente à queda do dólar por conta do fluxo cambial positivo observado nas últimas semanas. Tal ajuste afetou a curva dos juros futuros, que passaram a incorporar uma queda nos prêmios mais longos.

Portanto, apesar da recomendação, devemos ter cautela no movimento, pois continuam no radar a crise na Ucrânia e redução no crescimento da economia chinesa, que poderão inverter o fluxo de dólares, afetando o comportamento do preço dos ativos no curto prazo.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção para a taxa de cambio foi reduzida de R$2,51 para R$2,50 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 em US$ 3,00 bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para os preços administrados foram mantidas em 5,00%.  Para 2015 a projeção foi reduzida, de 6,50% para 6,03%.

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