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ANALISTAS DO MERCADO FINANCEIRO ELEVAM PROJEÇÃO DO IPCA ACIMA DA META PARA ESTE ANO

O Relatório de Mercado – FOCUS divulgado hoje, 22/04, pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas do mercado financeiro estão estimando que a inflação medida pelo IPCA fique acima do teto estabelecido pelo CMN – Conselho Monetário Nacional, para a execução da politica monetária do  governo.

Inflação

Pela sétima semana consecutiva, o mercado financeiro elevou a sua estimativa para o IPCA – Índice de  Preço ao Consumidor Amplo para este ano. Desta forma a inflação oficial do governo deve encerrar 2014 em 6,51%, ante 6,47% projetado na semana anterior. Para 2015 os agentes do mercado financeiro mantiveram a  sua projeção para o IPCA em 6,00%.

Inflação de curto prazo

Os analistas considerados Top 5, elevaram a sua estimativa para a inflação de abril de 0,72% para 0,80%. Da mesma forma, elevaram a sua projeção para a inflação de maio de 0,47% para 0,48%.

Entretanto projeção dos economistas dos bancos para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses recuou, pela segunda semana seguida,  de 6,12% para 6,07%.

PIB

As perspectivas dos agentes das instituições financeiras para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto para 2014 voltaram a recuar. Desta vez o indicador caiu de 1,65% para 1,63%.

Entretanto, as projeções para a produção industrial brasileira em 2014 foram elevadas de 0,70% para 1,40%.

A estimativa dos economistas dos bancos para a evolução do PIB de 2015 foi mantida em 2,00%.

Na mesma linha, os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a produção industrial brasileira de 2015 em 2,95%.

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram inalterada a sua projeção para a taxa básica de juros de 2014 em 11,25% ao ano.

Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a Selic foi mantida em 12,00%.

Entretanto, cabe destacar que em função da baixa atividade econômica a autoridade monetária pode encerrar o ciclo de aperto monetário.

Perspectiva

Impulsionada pelos rumores de novas quedas da Presidente Dilma na pesquisa IBOPE de intenção de votos, o Ibovespa retomou os 52 mil pontos na quinta-feira, subindo pela 5ª semana consecutiva acumulando 15,89% no período chamado de “rally-eleitoral”. No mês, acumula ganhos de 3,37%.

Na semana, favoreceu o alívio com o PIB chinês, que veio ligeiramente melhor do que o mercado esperava. O PIB cresceu 7,4% A/A no 1T14, contra 7,3% das projeções, ainda que tenha se desacelerado em relação ao trimestre anterior.

O ingresso de recursos no Brasil e o ambiente global mais favorável a investimentos emergentes levaram à desvalorização do dólar, que ficou abaixo de R$ 2,24 na quinta-feira, após os investidores buscarem a moeda norte-americana já na quarta-feira para se protegerem durante os dias em que o mercado ficou fechado por conta dos feriados. No exterior, diminuíram as tensões geopolíticas em torno da Ucrânia, que têm alimentando a cautela dos investidores nas últimas semanas. Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e a União Europeia pediram juntos o fim imediato da violência na região, onde as potências ocidentais acreditam que a Rússia está fomentando um movimento separatista pró-russo.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,24% em fevereiro sobre o mês anterior. O indicador, considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters, cuja mediana de 23 projeções apontava alta de 0,30%.

O IBC-Br mais fraco sugere que o COPOM possa interromper o ciclo de alta da Selic, mantendo o juro em 11,00%. Corroboram com este cenário a divulgação do IPCA-15 mais comportado. O IPCA-15 avançou 0,78% em abril, bem abaixo da média das expectativas, de 0,85%. Em doze meses, o indicador passou de 5,9% em março para 6,19% abril. Houve também alta do índice de difusão, de 66,8% em março para 72,9% em abril.

Mercados externos operam em direções opostas nesta manhã, com investidores de olho nas tensões envolvendo a Ucrânia e Rússia, e cautela frente a economia chinesa, provocada por preocupações com liquidez e resultados.

Pesquisa FOCUS indica que a expansão do PIB diminuiu para 1,63%, ante 1,65% da semana anterior. Em relação a inflação medida pelo IPCA, a expectativa subiu para 6,51%, ante 6,47% da última pesquisa, superando o teto da meta. Selic mantida em 11,25% no fim do ano.

Ibovespa pode corrigir com realização de lucros. Juro já precificado com manutenção da Selic, sem espaço para grandes oscilações. Noticiário fraco não define tendência.

Palavra de ordem: cautela.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro mantiveram inalterada a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,45 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a estimativa para a taxa de cambio foi reduzida de R$2,55 para R$2,51 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção  para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$ 3,00 bilhões para US$ 3,02 bilhões. Para 2015 a estimativa foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

A estimativa dos economistas do mercado financeiro para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 60,0 bilhões. Para 2015, a projeção dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,0 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para os preços administrados foram elevadas de 4,60% para 4,70%. Para 2015 a projeção também foi elevada, só que de 5,90% para 6,00%.

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