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ANALISTAS DOS BANCOS ELEVAM ESTIMATIVA PARA IPCA E SELIC EM 2014

Os analistas dos bancos voltaram a elevar, pela terceira semana seguida, a sua projeção para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo, e da mesma forma a sua estimativa para a taxa básica de juros em 2014. As informações constam do Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje, 24/03, pelo Banco Centra do Brasil.

Inflação

Os agentes do mercado financeiro elevaram pela terceira semana seguida a sua projeção para a inflação de 2014. Passando de 6,11% para 6,28%. Desta forma a inflação para 2014 se aproxima perigosamente do teto da meta que é 6,50%. Para 2014 os analistas das instituições financeiras também elevaram a sua estimativa para o IPCA de  5,70% para 5,80%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições consideradas Top 5, elevaram significativamente  a sua projeção para a inflação de março de 0,69% para 0,84%. Da mesma forma a estimativa para a inflação de abril medida pelo IPCA foi elevada de 0,57% para 0,64%.

A estimativa dos economistas dos bancos para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi elevada, de 6,12% para 6,20%.

PIB

Os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 1,70% para 2014.

Em relação à produção industrial para 2014, os analistas do mercado financeiro reduziram a sua projeção, pela quinta semana seguida, para 1,44% para 1,41%.

Para o PIB de 2015, os agentes do mercado financeiro mantiveram a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2,00%.

O Relatório Focus desta semana mostra que os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a produção industrial brasileira de 2015 em 3,00%.

Taxa de juros

Os economistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a taxa básica de juros de 2014 de 11,00% para 11,25% ao ano. Desta forma o mercado passou a apostar em uma elevação de mais 50 pb para este ano.

Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos para a taxa básica de juros foi mantida em 12,00%.

Perspectiva

Reunião da autoridade monetária norte americana (FOMC) realizada na semana confirmou a redução do programa de estímulos a economia, com recompra de ativos no volume de US$ 55 bi mensais. O comunicado pós reunião sugeriu a possibilidade do juro subir em 2015.

Mercados globais operaram na defensiva, aguardando os desdobramentos da anexação da Crimeia pelos russos.

Do lado doméstico, no radar os efeitos da estiagem sobre os reservatórios das hidrelétricas do sudeste e centro-oeste, que podem trazer aumento de custos da energia.

Especulações sobre um tropeço de Dilma em pesquisa eleitoral mexeu com os mercados na quinta-feira, com Ibovespa acelerando alta e juros futuros em queda.

Mercado passou a precificar mais alta na taxa Selic, após fala do Presidente do BC, Alexandre Tombini em audiência pública no Senado, na qual mostrou preocupação com a inflação de alimentos, e afirmou que o BC irá agir para garantir que esses problemas fiquem no curto prazo.

Pesquisa FOCUS trouxe aumento dos índices inflacionários, e ajustou a SELIC para 11,25% no final do ano.

Em meio aos fracos dados econômicos da China, mercado trabalha com expectativa de mais estímulos pelo governo para combater a desaceleração da economia chinesa.

Mercado continua sugerindo cautela no curto prazo.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 em R$2,49 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a projeção para a taxa de cambio foi elevada de R$ 2,54 para R$2,55.

Balanço de pagamentos e IED

Os das economistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 de US$ 5,00 bilhões para US$ 4,71bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

Para 2014 a projeção para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi reduzida de US$ 58,8 bilhões para US$ 55,4 bilhões. Para 2015, a estimativa dos analistas dos bancos foi mantida em US$ 55,5 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foram reduzidas de 4,50% para 4,30%. Para 2015 a estimativa foi elevada de 5,35% para 5,50%.

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