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FOCUS – MERCADO ELEVA PROJEÇÃO PARA INFLAÇÃO E PIB EM 2014

Os economistas dos bancos voltaram a elevar a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo para 2014, e no mesmo documento elevou a sua projeção para a evolução do PIB – Produto interno Bruto brasileiro em 2014. As informações constam do Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje, 17/03, pela autoridade monetária.

Inflação

A projeção dos agentes do mercado financeiro para a inflação de 2013 voltou a ser elevada. Passando de 6,01% para 6,11%. A meta para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo é de 4,5% neste ano com uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais. Para 2014 os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa estável, em 5,70%.

Inflação de curto prazo

Os Top 5, elevaram a sua estimativa para a inflação de março de 0,65% para 0,69%. Em contrapartida, a estimativa para a inflação de março medida pelo IPCA foi reduzida de 0,59% para 0,57%.

A estimativa dos economistas dos bancos para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi mantida, pela segunda semana seguida, em 6,12%.

PIB

Os agentes do mercado financeiro, na contramão das expectativas, elevaram nesta semana a  sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 1,68% para 1,70% em 2014.

Entretanto os analistas do mercado financeiro reduziram a sua projeção para a evolução da produção industrial para este ano. A estimativa para o crescimento da produção industrial brasileira para 2014 foi reduzida de 1,57% para 1,44%.

Para o PIB de 2015, os agentes do mercado financeiro mantiveram a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2,00%.

A maior surpresa trazida pelo Relatório Focus desta semana foi a evolução da estimativa para a produção industrial brasileira de 2015, os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção de 2,95% para 3,00%.

Taxa de juros

Os analistas das instituições financeiras mantiveram nesta semana a sua estimativa para a taxa básica de juros de 2014 em 11,00%. Desta forma o mercado espera mais uma elevação da taxa básica de juros em 0,25 pb.

Para 2015, a projeção dos agentes do mercado financeiro para a taxa básica de juros também foi mantida, só em 12,00%.

Perspectiva

O resultado em fevereiro foi bom, mas os problemas estruturais da inflação continuam: represamento relevante de preços dos combustíveis, energia elétrica e transportes públicos, além da pressão pontual dos alimentos no curto prazo.

Desta forma, as taxas de juros futuros sinalizam para uma Selic superior a 13% ao ano em 2015.

Caso não aconteça uma compensação de outros preços, como o do setor de serviços, dificilmente a inflação será menor que 6% neste ano.

Assim, a autoridade monetária deverá se pautar entre a fraca atividade econômica, a expectativa da inflação e o comportamento da nossa moeda frente ao dólar norte americano, para determinar os próximos passos da política monetária.

O mercado aposta em mais uma elevação de 25 bps. E possivelmente outras altas ocorrerão após as eleições.

A volatilidade certamente prevalecerá.

Com o PIB, estimado pelo mercado, em 1,68% para 2014 e o risco de racionamento de energia, o cenário de risco para os ativos continua elevado, contudo o preço dos ativos já refletem um cenário potencialmente ruim.

A esse quadro acrescente-se as eleições, e as incertezas do principal consumidor de commodities, a China.

A esse quadro acrescente-se as eleições, e as incertezas do principal consumidor mundial de commodities, a China.

Entendemos que os riscos estão “no preço” dos ativos e que, apesar de dificuldade em vislumbrar um cenário mais promissor, não se deve deixar de observar as oportunidades neste mercado.

Caso saia de cena o risco de racionamento, ou mesmo a falta de energia, sinais mais animadores da economia chinesa poderiam ser o pontapé inicial rumo a uma recuperação na bolsa. E também, caso haja alguma surpresa eleitoral, acreditamos que qualquer mudança neste campo também poderia ser favorável para os ativos de risco.

Entretanto, a incerteza ainda dá o tom, a montagem de posições “defensivas” deverá continuará fazendo parte da estratégia.

Palavra de ordem: continua sendo cautela!

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 de R$2,48 para R$2,49 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a expectativa para a taxa de cambio foi reduzida de R$ 2,55 para R$2,54.

Balanço de pagamentos e IED

A estimativa dos agentes do mercado financeiro para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 foi reduzida, mais uma vez, de US$ 6,36 bilhões para US$ 5,00bilhões. Para 2015 a projeção foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

Em 2014 a estimativa para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi elevada de US$ 58,0 bilhões para US$ 58,8 bilhões. Para 2015, a projeção dos agentes do mercado financeiro foi mantida em US$ 55,5 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, a projeção dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 4,12% para 4,50%. Para 2015 a estimativa também foi elevada só que de 5,00% para 5,35%.

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