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FOCUS – ANALISTAS REDUZEM ESTIMATIVA PARA SELIC EM 2014 E 2015

Ainda que crescimento da economia brasileira tenha surpreendido em 2013, os economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa para a evolução do PIB – Produto interno Bruto brasileiro em 2014. Esta informação consta do Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje, 10/03, pelo Banco Central.

Inflação

A expectativa dos analistas das instituições financeiras para a inflação neste ano voltou a subir ligeiramente. Passou de 6,00% para 6,01%. A meta para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo é de 4,5% neste ano com uma margem de tolerância de 2 pontos percentuais. Para o próximo ano os agentes do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa estável, em 5,70%.

Inflação de curto prazo

Os analistas das instituições financeiras, considerados Top 5, mantiveram a sua projeção para a inflação de fevereiro em 0,60%, pela segunda semana seguida. Entretanto, elevaram a sua estimativa para a inflação de março medida pelo IPCA de 0,64% para 0,65%.

A expectativa dos analistas do mercado financeiro para a inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses foi mantida, nesta semana, em  6,12%.

PIB

Os  analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 1,70% para 1,68% em 2014.

Igualmente a expectativa dos analistas do mercado financeiro para a evolução da produção industrial é também pessimista para este ano. A estimativa para o crescimento da produção industrial brasileira para 2014 foi reduzida de 1,80% para 1,57%.

Para o PIB de 2015, os economistas dos bancos mantiveram  a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2,00%.

Para a produção industrial brasileira de 2015, os analistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção de 3,00% para 2,95%.

Taxa de juros

Os agentes do mercado financeiro reduziram, pela segunda semana seguida, a sua projeção para a taxa básica de juros para 2014 de 11,13% para 11,00%.

Com isso o mercado continua esperando que a autoridade monetária (BC) continue com a redução no ritmo do aperto monetário iniciado no início de 2013.

Para 2015, a estimativa doa economistas dos bancos a para a taxa básica de juros também foi reduzida, só que de 12,00% para 11,75%.

Perspectiva

A Semana que passou foi curta devido aos feriados do Carnaval.

Destaque para a divulgação da ata do COPOM, que deixou em aberto à possibilidade de nova alta do juro na próxima reunião. A inflação mostra resistência, principalmente no item alimentos devido à estiagem.

O mercado de ações norte americano registrou novas altas, após divulgação da criação de 175 mil novos postos de trabalho nos EUA, ante a expectativa de 149 mil coletada pela Reuters.

Com isso os vértices mais longos da curva de juros doméstica ajustou-se, diante da percepção da continuidade do programa de recompra de ativos, e possível impacto no juro americano.

Na China, indústria fabricante de equipamentos solares deixou de cumprir com pagamento de juros, fator que deve forçar uma nova precificação do risco de crédito no mercado chinês.

Além da retomada da safra de balanços, interrompida na semana do carnaval, teremos a divulgação do IPCA (que deve mostrar aceleração em relação a janeiro), dados de vendas do varejo de janeiro e o IBC-BR, prévia do PIB.

Relatório de Mercado Focus, traz como destaque as novas quedas do PIB e Produção Industrial, que podem exercer alguma pressão baixista na ponta curta do juro.

Diante do cenário, o mercado de juro deverá manter a tendência de abertura moderada. Na renda variável, deverão prevalecer os noticiários externos (tensão na Ucrânia, queda das exportações e aumento nas importações da China, resultando em balança comercial negativa, ante previsão de superávit).

Palavra de ordem: cautela!

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro reduziram, mais uma vez, a sua estimativa para a taxa de câmbio no fim do período de 2014 de R$2,49 para R$2,50 por unidade da moeda norte-americana. Para 2015, a expectativa para a taxa de cambio permaneceu em R$ 2,55.

Balanço de pagamentos e IED

A projeção dos analistas das instituições financeiras para o superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações) em 2014 foi reduzida de US$ 7,0 bilhões para US$ 6,36 bilhões. Para 2015 a estimativa foi mantida em US$ 10,0 bilhões.

Em 2014 a estimativa para a entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos foi mantida em US$ 58,0 bilhões. Para 2015, a projeção dos economistas do mercado financeiro também foi mantida só que em US$ 55,5 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2014, as estimativas dos agentes do mercado financeiro para os preços administrados foram elevadas de 4,10% para 4,12%. Para 2015 a projeção foi mantida em 5,00%.

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