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ECONOMISTAS DOS BANCOS REDUZEM PROJEÇÃO PARA IPCA EM 2013

Os economistas do mercado reduziram, pela terceira semana consecutiva, suas expectativas para a inflação de 2013 e, desta vez, também cortaram suas projeções para 12 meses. A informação consta do Relatório de Mercado Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central.

A mediana das projeções para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 2013 caiu de 5,82% para 5,81%.

As novas estimativas, possivelmente, não levam em conta o reajuste da gasolina pela Petrobras, anunciado na última sexta-feira, 29/11. A estatal divulgou acréscimo de 4% no preço da gasolina nas refinarias. Caso este reajuste seja repassado, na totalidade, ao consumidor, o reflexo seria de 0,16 ponto percentual ao longo de 30 dias. Contudo, mesmo esse impacto deve permitir que o governo apresente um índice de inflação abaixo do apresentado em 2012, de 5,84%, como tem anunciado. O último reajuste de preços da gasolina entrou em vigor no dia 30 de janeiro e foi de 6,6o% na refinaria. De lá até março, os preços nos postos acumularam aumento de 4,48% e depois começaram a recuar. Nunca chegaram, pelo IPCA, ao percentual máximo concedido na refinaria.

Inflação

Os economistas dos bancos voltaram a reduzir, pela terceira semana seguida, a sua projeção para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, de 5,82% para 5,81%. Para 2014, a estimativa para a inflação oficial do governo foi mantida em 5,92%.

Inflação de curto prazo

A inflação medida pelo IPCA para os próximos 12 meses recuou de 6,14% para 6,09%. Há um mês, essa estimativa era de 6,21%.

A inflação de novembro apresentou estabilidade, ou seja, a estimativa permaneceu em 0,63%. Há um mês estava em 0,65%. Para a inflação de dezembro os analistas do mercado financeiro mantiveram inalterada a sua estimativa em 0,74%.

PIB

Os analistas do mercado financeiro mantiveram, pela sexta semana seguida,  a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2,50% ao final de 2013. Com isso o mercado espera um crescimento bem superior ao apresentado em 2012.

Em relação à evolução da produção industrial, os analistas dos bancos reduziram a sua estimativa para 2013 de 1,70% para 1,69%.

Para 2014, os agentes do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a evolução do PIB de 2,10% para 2,11%.

Para a produção industrial brasileira para 2014, os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa em 2,50%.

Juros

O Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central elevou, como esperado pelo mercado, na última quarta-feira (27/11) a taxa básica de juros da economia brasileira de 9,50% para 10,0% ao ano. Foi o sexto aumento seguido de abril para cá, quando a taxa estava em 7,25%, no nível mais baixo desde que o Copom foi criado, em junho de 1996.

A elevação de 0,5 ponto percentual era esperada pelos analistas financeiros. Além disso, as atas das últimas reuniões do Copom sinalizaram a tendência de manutenção do processo de aperto monetário.

Para 2014, os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a taxa básica de juros para 2014 em 10,50% ao ano.

Perspectiva

Após um mês em que o desempenho da bolsa foi fortemente influenciado por episódios políticos e decisões judiciais – que contribuíram para a queda de 3,27% -, o mês de dezembro deve ser mais tranquilo para o mercado de ações. Entretanto, o mercado não espera que a tradição de um rali de fim de ano se repita. Desde 2003, o principal índice de ações da bolsa brasileira subiu em todos os meses de dezembro, com exceção do ano de 2011. Para o próximo ano, há consenso entre os agentes do mercado de que os investidores deverão continuar a ser muito seletivos na seleção das ações. Essa tarefa tornou-se mais difícil com a interferência do governo em diversos setores da economia nos últimos anos, dizem especialistas.

No segmento de renda fixa os dados ruins das contas do governo refletiram negativamente nos juros futuros que oscilaram bastante durante a semana passada o que contribuiu para a volatilidade do mês de novembro. Estes fatos também deram força para o dólar acentuar os ganhos ante o real. Segundo o Banco Central, o setor público consolidado teve um superávit primário de R$ 6,188 bilhões no mês de outubro, o que assinalou uma reversão em relação ao déficit de R$ 9,048 bilhões apontado em setembro, mas foi o menor valor para o mês da série.

Os agentes do mercado financeiro aguardam agora a divulgação, nesta quinta-feira (5/12), da ata da reunião do Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Central, após o comunicado da instituição trazer alterações importantes. Além da ata, também são augurados indicadores econômicos, entre os quais o PIB- Produto Interno Bruto do terceiro trimestre e a produção industrial de outubro, além do IPCA fechado de novembro.

De certo mesmo é que a volatilidade ainda dite o tom do mercado e assim a estratégia de proteção da carteira deve ser mantida. Cautela ainda é a palavra de ordem.

Câmbio

Os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013 em R$2,30 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção foi mantida, em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas das instituições financeiras reduziram, nesta semana, a sua projeção  para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,40 bilhões para US$1,30 bilhões. Para 2014, a estimativa para o superávit comercial recuou de US$ 8,10 bilhões para US$ 7,85 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foi mantida em 1,50%. Para 2014 a estimativa dos economistas dos bancos, foi mantida em 3,80%.

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