MERCADO PROJETA PIB EM 2,50% PARA 2013

Os economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central do Brasil, através da pesquisa Focus divulgada hoje, 25/11, voltaram a reduzir a sua estimativa para a inflação oficial de 2013.

Inflação

Os agentes das instituições financeiras voltaram a reduzir a sua estimativa para a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, de 5,84% para 5,82%. Para o próximo ano, a projeção para a inflação oficial do governo foi elevada de 5,91% para 5,92%.

Inflação de curto prazo

Entre os Top 5, a estimativa para a inflação de novembro recuou, pela segunda semana seguida, de 0,68% para 0,63%. Entretanto, os analistas das instituições Top 5 elevaram a sua projeção para a inflação de dezembro de 0,71% para 0,74%.

Em relação à projeção para o IPCA para os próximos 12 meses os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua projeção em 6,14%.

PIB

Os agentes do mercado financeiro mantiveram, pela quinta semana seguida,  a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2,50% ao final de 2013.

Em relação à evolução da produção industrial, os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para 2013, em 1,70%.

Para 2014, os analistas dos bancos também mantiveram a sua projeção para a evolução do PIB, em 2,10%.

Em relação a produção industrial brasileira para 2014, os analistas dos bancos mantiveram a sua estimativa em 2,50%.

Juros

Pela quinta semana não houve modificação na projeção para a taxa Selic, que foi mantida em 10,00% ao ano em 2013. Para 2014, entretanto os analistas dos bancos elevaram  a sua estimativa para a taxa básica de juros para 2014 de 10,25% para 10,50% ao ano.

Perspectiva

Entramos na última semana de novembro e a agenda além de enxuta não traz nada de muito relevante. O momento é de começar a pensar já ao ano de 2014 e prioridades. A semana que se inicia tem como principal assunto a reunião do Copom – Comitê de Política Monetária do Banco Centra, também estará em pauta o julgamento de ações pelo STF – Supremo Tribunal Federal  examinando a  correção de depósitos em caderneta de poupança no período em que vigoraram os quatro programas econômicos, nas décadas de 1980 e 1990 e além da reunião do conselho de administração da Petrobras.

O mercado já colocou nos preços a elevação da Taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 10,0% ao ano, devendo encerrar assim 2013; o STF deve adiar a decisão sobre os planos econômicos  para o próximo ano, desta forma evitará prejuízo total projetado em R$ 150 bilhões para o sistema bancário nacional, é preciso destacar que mais da metade deste valor deverá ser bancado por Caixa e o Banco do Brasil, batendo no Tesouro Nacional que é o emissor e controlador dos bancos públicos; e por fim a elevação do preço da gasolina em torno de 5% nos postos de abastecimento, além da implementação do gatilho para reajuste que evitará diferenças entre preços praticados no Brasil e no exterior no futuro.

A semana não deve se resumir apenas aos assuntos abordados acima, outras informações relevantes devem surgir. A FGV – Fundação Getúlio Vargas e a CNI – Confederação Nacional da Indústria vão divulgar os indicadores industriais de novembro, que ratificar ou não a projeção de alta de 2,5% do PIB – Produto Interno Bruto para 2013, índice de consenso tanto do mercado financeiro como do governo e Banco Central. Caso se confirme, a presidente Dilma Rousseff tem mais é mais é que comemorar. Em época de campanha alguém pode dizer que é pouco. É natural. Mas é imperativo reconhecer que um crescimento econômico de 2,5% é aproximadamente quatro vezes os minguados 0,9% obtidos no ano passado. E, melhor que em 2012, com o governo emitindo sinais diferentes. Mais promissores para quem defende regras de mercado como pré-condição para crescimento econômico saudável e consistente.

O Copom deve ser o centro das atenções para o mercado financeiro, contudo, o ciclo de alta, iniciado em abril, está perto do fim. Se não na reunião de novembro, pelo Focus de hoje, talvez em será em janeiro ou fevereiro. Logo aí. Há um indicio por parte do mercado, que até pode ser apenas torcida, de que o governo evidencia determinação em estruturar nova agenda de trabalho para 2014, talvez até em função da eleição e da necessidade em levar a presidente Dilma à reeleição.

Essa agenda deve estar mais alinhada com os interesses ou prioridades do setor privado e também com o momento por que o país está passando. A Copa do Mundo batendo as portas, e em seguida, a Olimpíada. A Copa do Mundo deixou de ser evento longínquo. Estará em todas as agendas direta ou indiretamente.

De certo mesmo temos que o mercado não tem um horizonte claro e desta forma ainda recomendamos cautela na gestão dos recursos aplicados no mercado financeiro.

Câmbio

Os agentes do mercado financeiro elevaram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013 de R$2,27 para R$2,30 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa foi mantida, em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro elevaram, nesta semana , a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,20 bilhões para US$1,40 bilhões. Para 2014, a projeção para o superávit comercial subiu de US$ 8,00 bilhões para US$ 8,10 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foi reduzida de 1,60% para 1,50%. Para 2014 a estimativa dos economistas dos bancos, foi mantida em 3,80%.

Deixe um Comentário

Repetir o Post


Arquivos
  • setembro 2026
  • agosto 2026
  • julho 2026
  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • agosto 2015
  • julho 2015
  • junho 2015
  • maio 2015
  • abril 2015
  • março 2015
  • fevereiro 2015
  • janeiro 2015
  • dezembro 2014
  • novembro 2014
  • outubro 2014
  • setembro 2014
  • agosto 2014
  • julho 2014
  • junho 2014
  • maio 2014
  • abril 2014
  • março 2014
  • fevereiro 2014
  • janeiro 2014
  • dezembro 2013
  • novembro 2013
  • outubro 2013
  • setembro 2013
  • agosto 2013
  • julho 2013
  • junho 2013
  • maio 2013
  • abril 2013
  • março 2013
  • fevereiro 2013
  • janeiro 2013
  • dezembro 2012
  • novembro 2012
  • outubro 2012
  • setembro 2012
  • agosto 2012
  • julho 2012
  • junho 2012
  • maio 2012
  • abril 2012
  • março 2012
  • fevereiro 2012
  • janeiro 2012
  • dezembro 2011
  • novembro 2011
  • outubro 2011
  • setembro 2011
  • agosto 2011
  • julho 2011
  • junho 2011
  • maio 2011
  • abril 2011
  • março 2011
  • fevereiro 2011
  • janeiro 2011
  • dezembro 2010
  • novembro 2010
  • outubro 2010
  • setembro 2010
  • agosto 2010
  • julho 2010
  • junho 2010