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ANALISTAS DO MERCADO REDUZEM ESTIMATIVA PARA INFLAÇÃO OFICIAL EM 2013

Os analistas do mercado financeiro reduziram a projeção para a inflação oficial deste ano, na semana encerrada em 14/11, as informações constam do Boletim Focus, do Banco Central (BC) divulgada hoje, 18 de novembro.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras reduziram ligeiramente, nesta semana, a sua estimativa para a inflação oficial do governo medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, de 5,85% para 5,84%. Para 2014, a projeção para a inflação medida pelo IPCA também recuou, nas projeções dos analistas que passou de 5,93% para 5,91%.

Inflação de curto prazo

Entre os Top 5, a expectativa para a inflação de novembro recuou de 0,69% para 0,68%. Para a inflação de dezembro a projeção dos analistas do mercado aponta elevação para o IPCA de 0,70% para 0,71%.

Em relação à estimativa para o IPCA para os próximos 12 meses os economistas dos bancos reduziram ligeiramente, pela quarta semana seguida, a sua projeção de 6,18% para 6,14%.

PIB

Pela quarta semana seguida os analista dos bancos mantiveram inalterada a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2,50% ao final de 2013.

Em relação à evolução da produção industrial, os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a sua estimativa para 2013, de 1,72% para 1,70%.

Para 2014, os agentes do mercado financeiro reduziram, pela segunda semana seguida, a sua projeção para a evolução do PIB, de 2,11% para 2,10%.

Em contrapartida, a  projeção para produção industrial brasileira para 2014 foi elevada de 2,42% para 2,50%.

Juros

Não houve alteração na projeção para a taxa Selic, que foi mantida em 10,00% ao ano em 2013. Para 2014 a projeção novamente foi conservada, em 10,25% ao ano.

Perspectiva

A gestão da política monetária norte-americana e o plano de reforma chinês estão no centro das atenções do mercado financeiro mundo afora.

Em sabatina ao comitê bancário do Senado dos Estados Unidos na última quinta-feira, 14/11, a indicada pela Casa Branca para o comando do Banco Central norte-americano (Fed) a partir de 2014, Janet Yellen, ratificou a tese do afrouxamento monetário que vem sendo praticada pelo governo. “É importante não remover o suporte, especialmente quando a recuperação é frágil e as ferramentas disponíveis para a política monetária são limitadas caso a economia fraqueje”, disse Yellen. Cabe destacar que as taxas de juros já estão próximas de zero.

Com o vazamento da parte escrita de seu discurso lida na abertura da audiência, os movimentos dos mercados sofriam a influencia positiva desde a madrugada de quinta-feira. No discurso de abertura, Janet Yellen assinala que a taxa de desemprego em 7,3%, observada em outubro, ainda está acima do desejado e reflete “um mercado de trabalho e um desempenho econômico muito aquém de seu potencial”.

Os juros dos títulos do Tesouro americano, reagindo ao discurso, recuaram e o T-note de 10 anos chegou a ser negociado a 2,691%. Assim, em um movimento de adequação, esse título voltou a ser comercializado com retorno de 2,70%. Os T-Bond de 30 anos apresentava rendimento de 3,790%.

A China, que divulgou na sexta-feira passada um longo e ambicioso plano de reformas econômicas e sociais, também contribuiu para o ajuste positivo dos mercados. As propostas vão da revisão da política de filho único ao fim da possibilidade de detenção sem julgamento. Na parte econômico-financeira, o governo chinês deseja restringir o papel do governo e expandir a participação do setor privado na economia. Os planos compreendem a aceleração da liberalização da taxa de juros, a abertura da conta de capital e o estímulo à criação de mais bancos privados. Nesta segunda-feira, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 2,87%, a maior alta registrada desde o início de setembro.

A informação de que os preços médios das novas residências em 70 cidades da China proporcionaram novo recorde no mês de outubro, sinalizando que a demanda por habitação continua forte no país, também contribuiu para animar o mercado.

No cenário doméstico, às declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que não falta moeda estrangeira no câmbio à vista, apesar da maior procura por dólares no mercado brasileiro, deve contribuir positivamente. Ele assinalou que a valorização do dólar era um movimento aguardado, pois a economia global converge para um período de transição no qual começaram a serem retiradas as medidas extraordinárias adotadas após a crise financeira mundial.

O mercado de juros deve acompanhar o movimento dos títulos do Tesoyro americano e analisar os dados contidos no Boletim Focus. No noticiário, a FGV informou que o IPC-S subiu 0,64% na segunda quadrissemana de novembro, ante 0,63% na leitura anterior.

Na quinta-feira, o dólar fechou em queda de 0,56%, para R$ 2,3220. O Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro/2017 recuou para 11,83%, de 11,97% na véspera. Já o Ibovespa subiu 2,34% para 53.452 pontos.

O mercado de renda variável fica na expectativa da divulgação do plano de reajuste de combustível a ser anunciado pela e pelo comportamento do mercado internacional.

Câmbio

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013 de R$2,25 para R$2,27 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção foi mantida, em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas do mercado financeiro reduziram, mais uma vez, a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,55 bilhões para US$1,20 bilhões. Para 2014, a estimativa para o superávit comercial recuou de US$ 10,00 bilhões para US$ 8,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados foi mantida em 1,60%. Para 2014 a estimativa dos economistas dos bancos, foi elevada de 3,75% para 3,80%.

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