Telefone: 13 3878-8400  |  E-mail: consultoria@creditoemercado.com.br

Consultoria em Investimentos

MERCADO MANTÉM ESTIMATIVA PARA SELIC EM 2013 E 2014

Os economistas do mercado financeiro mantiveram  inalteradas suas estimativas para a inflação e o crescimento da economia em 2013, contudo elevaram a sua estimativa para o IPCA e reduziram suas projeções para o PIB em 2014.

O Relatório de Mercado – Focus, do Banco Central revelou nesta segunda-feira, 11/11, que a projeção para o IPCA de 2013 foi mantida em 5,85%, mas para 2014 a estimativa para o indicador foi elevada.

Inflação

A estimativa de que a inflação, medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo encerre este ano em 5,85% foi mantida. Para o próximo ano, houve alteração na projeção, que passou de 5,92% para 5,93%.

Inflação de curto prazo

Entre os Top 5, a estimativa para a inflação de novembro foi elevada de 0,65% para 0,69%. Para o último mês do ano a estimativa dos analistas do mercado aponta estabilidade para o IPCA em 0,70%, mesma projeção da semana passada.

Os analistas dos bancos reduziram ligeiramente, pela terceira semana seguida, a sua projeção para a inflação para os próximos 12 meses. A estimativa dos analistas do mercado financeiro para o IPCA recuou de 6,21% para 6,18%.

PIB

Os agentes do mercado financeiro mantiveram inalteradas, por mais uma semana, as suas projeções para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2,50% ao final de 2013. Em relação ao crescimento da indústria, os economistas dos bancos voltaram a reduzir a sua estimativa para 2013, de 1,77% para 1,72%.

Para 2014, os economistas do mercado financeiro reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira, de 2,13% para 2,11%. A projeção para produção industrial brasileira de 2014 foi reduzida de 2,50% para 2,42%.

Juros

Não houve alteração na projeção para a taxa Selic, que foi mantida em 10,00% ao ano em 2013. Para 2014 a projeção novamente foi conservada, em 10,25% ao ano.

Perspectiva

A volatilidade apresenta neste inicio de mês é explicada principalmente em função de que os dados robustos da economia norte-americana possa sinalizar que o FED (Banco Central norte-americano) possa iniciar o desmonte dos estímulos a economia ainda neste ano. Com isso os juros dispararam e os contratos de DI mais longos romperam a barreira dos 12,50%.

A questão fiscal, que também está pesando e permanece como grande tema para os mercados domésticos. Mesmo passando o recado a economistas, em reunião na sexta-feira na sede do ministério da Fazenda, em São Paulo, de que cumprirá o superávit de R$ 73 bilhões, o governo tenta manobra para não compensar a necessidade de economia primária de Estados e municípios.

Ao mesmo tempo, notícias dão conta que o Refis, esperança de elevar o resultado das contas públicas, pode não ser do tamanho esperado pelo governo caso os bancos não aceitem as condições oferecidas pela Receita Federal. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou ainda neste fim de semana que não pretende aceitar uma fórmula de reajuste dos combustíveis que represente uma indexação da inflação.

Mesmo com a ligeira descompressão das taxas, a tendência de pressão para os juros continua, já que os dados da pesquisa Focus e do IPC-Fipe, divulgados na manhã de hoje, dão força à percepção de resistência da alta de preços domésticos. A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2014 subiu de 5,92% para 5,93%.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013 em R$2,25 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos economistas das instituições financeiras foi mantida, em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas dos bancos reduziram, pela terceira semana seguida, a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,90 bilhões para US$1,55 bilhões. Para 2014, a estimativa para o superávit comercial foi elevada de US$ 9,25 bilhões para US$ 10,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Deixe um Comentário

Repetir o Post