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MERCADO MANTÉM ESTIMATIVA PARA JUROS E ELEVA IPCA PARA 2013

Os analistas das instituições financeiras mantiveram a expectativa de prosseguimento do ajuste das condições monetárias no país, ao mesmo tempo em que elevaram levemente a sua projeção para a inflação neste ano.

O Relatório de Mercado – Focus, do Banco Central divulgado nesta segunda-feira, 04/11, revela que a estimativa para a última reunião do Copom – Comitê de Política Monetária de 2013, em 26 e 27 de novembro, foi mantida em nova elevação de 0,5 ponto percentual na Selic, encerrando o ano a 10,0%.

Com a inflação ainda em níveis elevados, a autoridade monetária já sinalizou que prosseguirá com o ciclo de aperto monetário.

Inflação

O mercado financeiro elevou, nesta semana, de 5,82% para 5,85% a sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo índice. A projeção para o índice oficial de inflação para 2014 foi mantida em 5,92%.

Inflação de curto prazo

Entre os Top 5, a projeção para a inflação de curto prazo foi mantida nesta semana. O IPCA, na avaliação dos agentes do mercado financeiro deve encerrar outubro em 0,57%. Por sua vez, a projeção para inflação de novembro foi mantida em 0,65%.

Os analistas dos bancos reduziram ligeiramente, pela segunda semanada seguida, a sua projeção para a inflação para os próximos 12 meses. Hoje, os economistas dos bancos apontam redução da projeção para o IPCA de 6,22% para 6,21%.

PIB

Os agentes do mercado financeiro mantiveram inalterada a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto em 2,50% ao final de 2013. Em relação ao crescimento da indústria, os economistas dos bancos voltaram a reduzir a sua estimativa para 2013, de 1,80% para 1,77%.

Para 2014, os analistas das instituições financeiras também apostam na manutenção do crescimento da economia brasileira, só que em 2,13%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 foi elevada de 2,39% para 2,50%.

Juros

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para a taxa Selic em 10,00% ao ano em 2013. Para 2014 a projeção igualmente foi mantida, em 10,25% ao ano.

Perspectiva

Embora o mercado devolva um pouco da alta acumulada nos últimos dias, a apreensão com o descumprimento da meta fiscal pelo governo restringe a redução nas taxas. Em relação a inflação, o Relatório de Mercado – Focus, do Banco Central, trouxe pequena alteração nas projeções para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em 2013 e nos próximos 12 meses. Para o encerramento do ano, a taxa estimada foi elevada de 5,83% para 5,85% e, para os 12 meses a frente houve redução de 6,22% para 6,21%.

Na Bolsa de Valores, as atenções devem se voltar para a divulgação de balanços corporativos nacionais, que trarão setores importantes como construção civil e empresas relevantes, como Vale, CSN e Banco do Brasil. Ainda permanecerão no foco os dados de inflação domésticos e a divulgação de indicadores econômicos norte-americanos, que podem incorporar impactos da suspensão do governo e das disputas políticas.

A Petrobras figura com uma das ações mais indicada para novembro.  A Petrobras surpreendeu positivamente o mercado, não pelo baixo lucro líquido apresentado, mas pela notícia de que um novo procedimento para o reajuste dos combustíveis pode ser anunciado. Se realmente ocorrerá, contribuirá para tirar um peso do papel, além de proporcionar melhor equilíbrio ao caixa.

A modificação na metodologia no reajuste dos preços, que será decidida até o próximo dia 22, foi utilizada como justificativa para a recomendação da ação por vários analistas do mercado.

Câmbio

Os analistas dos bancos mantiveram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013 em R$2,25 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos economistas das instituições financeiras foi mantida, em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os agentes do mercado financeiro reduziram, mais uma vez, a sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$1,97 bilhões para US$1,90 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi elevada de US$ 8,50 bilhões para US$ 9,25 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foi reduzida de 1,70% para 1,60%. Para 2014 a estimativa dos analistas do mercado financeiro, foi reduzida de 3,85% para 3,75%.

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