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MERCADO REDUZ ESTIMATIVA PARA IPCA EM 2013

A edição do Relatório de Mercado – Focus desta semana divulgado hoje, 14/10, revela que os analistas do mercado financeiro elevaram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto para 2013 e reduziram ligeiramente sua estimativa para a inflação neste ano.

O mercado financeiro reduziu sua estimativa em relação ao IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo  para 2013 de 5,82% para 5,81%. Por sua vez, para 2014, a projeção ficou no mesmo patamar da semana anterior, ou seja,  5,95%.

O presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, tem garantido que a inflação mostrará queda em relação ao índice observado no ano passado, 5,84% e uma nova queda em 2014. Apesar de ainda continuar esperando uma desaceleração da inflação em 2013, os alistas do mercado financeiro projetam crescimento da inflação no próximo ano – último do mandato da presidente Dilma Rousseff.

Inflação

Na estimativa dos economistas dos bancos a inflação deve encerrar este ano abaixo da expectativa da semana anterior. A estimativa para o índice oficial de inflação deste ano foi reduzida ligeiramente de 5,82% para 5,81%%. Para o próximo ano, a projeção dos analistas para o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo permaneceu em 5,95%. Entre os analistas que mais acertam as projeções para o médio prazo, os chamados de Top 5, a estimativa para o IPCA recuou de 5,77%.

Inflação de curto prazo

Entre os Top 5, para a inflação de curto prazo, os analistas elevaram a sua estimativa para o IPCA de outubro de 0,57% para 0,60% . Para novembro, a projeção recuou de 0,68% para 0,65%. Há quatro semanas, as estimativas para a inflação de curto prazo estavam respectivamente em 0,56% e 0,63%.

Os analistas dos bancos voltaram a elevar sua estimativa para a inflação para os próximos 12 meses. Nesta semana os analistas das instituições financeiras elevaram a projeção do IPCA de 6,23% para 6,24%.

PIB

Os analistas do mercado financeiro elevaram, pela segunda semana seguida, a sua estimativa para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2,47% para 2,48% ao final de 2013. Em relação à evolução do crescimento da indústria, os economistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para 2013, de 1,70% para 1,80%.

Para o próximo ano, os analistas do mercado financeiro mantiveram, também pela segunda semana, a sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2,20%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 foi elevada nesta semana de 2,30% para 2,39%.

Juros

Os economistas dos bancos estimam que a autoridade monetária deva elevar a taxa básica de juros em 0,25 pontos porcentual na reunião de novembro que acontece em 26 e 27 de novembro. Sendo assim, a Selic deve encerrar 2013 em 9,75% ao ano. Para 2014 a estimativa também foi mantida em 9,75% ao ano.

Perspectiva

O mercado financeiro trabalha com a perspectiva de que não há obstáculos para que a Selic chegue ao patamar de dois dígitos ainda em 2013 e, quem sabe, prossiga em marcha ascendente no início próximo ano. Pois, daqui até a próxima reunião do comitê da autoridade monetária há eventos (impasse do teto da dívida nos EUA, por exemplo) e indicadores capazes de mexer com as projeções do Banco Central. O cenário é propicio tanto para manutenção do ritmo de elevação da taxa básica como para uma redução do ritmo do aperto monetário. Para o momento o que temos e dada à reprodução do comunicado, a perspectiva é de que a Selic possa mesmo encerrar o ano em 10, 00% ao ano, contrariando assim as estimativas do Focus.

As considerações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, não permitem qualquer interpretação diferente.  A inflação neste ano deverá menor que a do ano passado. A autoridade monetária, como não poderia deixar de ser, trabalha para que a inflação se mantenha em tendência declinante.

No mercado de juros futuros, os investidores já trabalham com a curva a termo na perspectiva de Selic em dois dígitos. A redução da diferença entre prêmios de contratos longos e curtos está em curso, um sinal de que o mercado “comprou” a ideia de um Banco Central mais duro contra a inflação. A perspectiva de que o Federal Reserve não vá tirar o pé do acelerador tão cedo contribui, é claro, para limitar a alta dos juros longos.

Além de ajudar a Bolsa, a perspectiva de juros em dois dígitos deixaria o país mais atraente aos investimentos externos, o que diminuiria a pressão sobre o dólar.

De certo, por enquanto, temos que cautela ainda é a palavra de ordem, pois uma eventual redução ou elevação no ritmo da condução da politica monetária pode afetar, com maior intensidade, o retorno tanto da renda fixa.

Os Estados Unidos irão conduzir o desempenho do mercado acionário global até este fim de ano, afinal, a China conseguiu equilibrar o pouso suave e na Europa já há sinais de recuperação da zona do euro. As atenções se voltam agora para os EUA. A decisão do congresso em não aumentar o teto da dívida já colocou de cara 800 mil pessoas sem trabalhar no país, com o presidente Obama tendo que paralisar agências e órgãos públicos.

É esperar para ver.

Câmbio

Os economistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013, de R$2,30 para R$2,29 por unidade da moeda norte-americana. Para2014, a estimativa dos economistas do mercado financeiro foi mantida, só que em R$2,40 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Em relação à balança comercial, os analistas dos bancos reduziram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013, de US$2,00 bilhões para US$1,99 bilhões. Em contra partida, para 2014, a projeção do superávit comercial foi mantida em US$ 9,25 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foi mantida em 1,80%. Para 2014 a estimativa dos analistas do mercado financeiro, foi reduzida de 4,10% para 4,00%.

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