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MERCADO ELEVA PROJEÇÃO PARA SELIC EM 2013

O Banco Central divulgou hoje, 09/09, através do Relatório de Mercado Focus que os economistas das 100 principais instituições do mercado financeiro, elevaram as suas estimativas para a taxa básica de juros em 2013.

Por sua vez os analistas dos bancos voltaram a elevar a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira para o final de 2013.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras reduziram nesta semana a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo em 2013, de 5,83% para 5,82%. Em contrapartida os economistas dos bancos elevaram a sua projeção em relação ao IPCA para 2014 de 5,84% para 5,85%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. As instituições Top 5 mantiveram a sua projeção para o IPCA de setembro em 0,45%. Para o IPCA de outubro, os analistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa de 0,56% para 0,58%.

Os analistas das instituições financeiras permanecem apostando inflação maior para os próximos 12 meses. Nesta semana os analistas do mercado financeiro elevaram a sua projeção  para o IPCA de 6,12% para 6,13%.

PIB

Os economistas dos bancos elevaram a sua projeção para crescimento da economia brasileira medida pelo PIB – Produto Interno Bruto de 2,32% para 2,35% ao final de 2013.  O mercado financeiro voltou a acreditar em uma melhora no ritmo de crescimento da economia brasileira. Contudo, em relação a evolução do crescimento da indústria, os analistas dos bancos reduziram a sua estimativa para 2013, de 2,11% para 2,10%.

Os economistas das instituições financeiras reduziram a sua projeção para o crescimento da economia brasileira de 2,30% para 2,28%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 foi mantida em 3,00%.

Juros

Os analistas das instituições financeiras, em linha com a expectativa do mercado financeiro, elevou a sua estimativa para a taxa básica de juros de 9,50% para 9,75% ao ano para o encerramento de 2013. Para 2014, o mercado financeiro manteve a sua projeção para a Selic em 9,75% ao ano. Assim, o mercado financeiro voltou a projetar estabilidade para dos juros para o próximo ano.

Câmbio

O mercado financeiro, nesta semana, manteve a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013 em R$2,36 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos analistas das instituições financeiras também foi mantida, só que em R$2,40 por dólar.

De acordo com a ata do Copom, que elevou a Selic para 9,00% ao ano na reunião de agosto do Copom, o aumento da taxa básica de juros contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano. A ata continua explicando que, tendo em vista os danos que a persistência desse processo de deterioração das expectativas causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos, é necessário que esse movimento seja revertido “com a devida tempestividade”. O Bacen Central repetiu ainda que continua “vigilante”.

Ainda segundo a ata, no cenário de referência, foi utilizada uma taxa de R$ 2,40, ante cotação de R$ 2,25 usada na reunião do Copom de julho. No dia 29/08, dia da decisão do Copom, o dólar valia R$ 2,3460. Nas vésperas, porém, o dólar quase chegou em R$ 2,45. O cenário de referência utilizou também uma taxa Selic maior em agosto, de 8,50% ao ano, do que a usada na decisão anterior, de 8,00% ao ano.

No cenário de referência, de acordo com a ata, a projeção para a inflação de 2013 manteve-se estável em relação ao valor considerado na reunião do Copom de julho. Portanto, permanece acima da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). No cenário de mercado, que leva em conta as trajetórias de câmbio e de juros coletadas pelo BC com analistas de mercado às vésperas da reunião do Copom, a projeção de inflação para 2013 elevou-se em relação ao valor considerado na reunião de julho.

Para 2014, no cenário de referência, a projeção de inflação manteve-se estável em relação ao valor considerado na reunião do Copom de julho e aumentou no cenário de mercado – nos dois casos, está acima da meta de 4,5%.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro reduziram por mais uma semana a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$3,00 bilhões para US$2,50 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi elevada de US$ 8,00 bilhões para US$ 10,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foi mantida em 1,80%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro, entretanto foi reduzida de 4,50% para 4,35%.

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