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MERCADO ELEVA PROJEÇÃO De SELIC E INFLAÇÃO EM 2013

Banco Central do Brasil, através do Relatório de Mercado Focus divulgado hoje, 26/08, mostra o mercado financeiro trabalha com uma expectativa maior em relação à taxa básica de juros para o final de 2013. Da mesma forma, os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção em relação à inflação tanto para 2013 como para 2014, além de reduzir a estimativa para o crescimento da economia brasileira para 2013 e também 2014.

Inflação

Os analistas das instituições financeiras elevaram a sua projeção de 5,75% para 5,80% para o índice de inflação oficial no Brasil, medido pelo IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo de 2013. Igualmente elevaram relação ao IPCA de 2014 de 5,80% para 5,84%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas que mais acertam as suas projeções, reduziram a sua estimativa para o IPCA de agosto de 0,29% para 0,27%. Em contrapartida elevaram a sua projeção para o  IPCA de setembro de 0,44% para 0,45%.

Os analistas das instituições financeiras continuam apostando em inflação maior para os próximos 12 meses. Nesta semana os analistas dos bancos elevaram a sua estimativa para o IPCA de 5,97% para 6,08%.

PIB

O Boletim Focus desta semana revela que o mercado financeiro voltou a acreditar em um ritmo menor de crescimento da economia, tanto que nesta semana reduziram a sua estimativa para a evolução do PIB de 2013 de 2,21% para 2,20%. Na contramão, os analistas dos bancos elevaram a sua projeção para produção industrial brasileira de 2013, em 2,08% para 2,11%.

Para 2014, os economistas do mercado financeiro  igualmente reduziram  a sua projeção para o crescimento da economia brasileira de 2,50% para 2,40%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 recuou de 3,00% para 2,90%.

Juros

Os economistas dos bancos elevaram nesta semana a sua projeção  para a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic de 9,25% ao ano para 9,50% ao ano em 20132013. Para 2014, os analistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a Selic em 9,50% ao ano. Assim, o mercado financeiro voltou a projetar estabilidade  dos juros para o próximo ano.

O dólar é o responsável por ditar o ritmo das taxas futuras de juros. Diante da valorização da moeda norte americana frente ao Real , os juros também sofre com esta volatilidade e clima de incerteza. Outro fator que determina rumo dos juros são as apostas do mercado para o encontro desta semana do Copom – Comitê de Política Monetária acontece que o mercado espera um aumento de 0,50 ponto porcentual da Selic. A percepção geral é que, após o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, ter citado os “excessos de prêmios” na curva de juros, não há espaço para uma decisão diferente da precificada pelo mercado.

Em função da volatilidade que dita os rumos do mercado, cautela ainda é a palavra de ordem.

Câmbio

Mais uma vez os economistas do mercado financeiro elevaram, a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013, de R$2,30 para R$2,32 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para o dólar também foi elevada, mas de R$2,35 para R$2,35 por dólar.

Apesar de as preocupações sobre o rumo da política monetária dos Estados Unidos afetarem todos os mercados emergentes, o real tem se enfraquecido mais do que outras moedas devido à falta de con8iança dos investidores no desempenho da economia brasileira.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram por mais uma vez sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$4,35 bilhões para US$3,40 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi elevada de US$ 8,00 bilhões para US$ 9,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados foi elevada de 1,75% para 1,80%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro, foi mantida em 4,50%.

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