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ANALISTAS DO MERCADO FINANCEIRO ELEVAM PROJEÇÃO DA SELIC PARA 2014

O Relatório de Mercado – Focus, divulgado hoje, 19/08, pelo Banco Central do Brasil revela que os analistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa em relação à taxa Selic para 2014. Para o crescimento da economia brasileira, media pelo PIB – Produto Interno Bruto a estimativa é de manutenção para 2013 e elevação para o próximo ano. Já para o IPCA, a expectativa dos economistas dos bancos é de manutenção para 2013 e redução para 2014.

Inflação

Os economistas dos bancos mantiveram inalterada a sua projeção, em 5,74%, para o IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo de 2013. Em contrapartida reduziram de 5,85% para 5,80% a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo para 2014.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas que mais acertam as suas projeções estimam que a inflação medida pelo IPCA deva encerrar o mês de agosto em 0,29%. Para o IPCA de setembro, a estimativa foi mantida em 0,44%.

Os analistas das instituições financeiras continuam acreditando em uma inflação maior para os próximos 12 meses, tanto que elevaram pela 7ª semana seguida a sua estimativa para o IPCA, de 5,95% para 5,97%.

PIB

O dado positivo trazido nesta semana pelo Boletim Focus é a manutenção da expectativa do crescimento da economia brasileira para 2013, em 2,21%. Da mesma forma, os economistas do mercado financeiro mantiveram a sua projeção para produção industrial brasileira de 2013, em 2,08%.

Para 2014, os analistas dos bancos igualmente mantiveram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira, em 2,50%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 foi elevada de 2,90% para 3,00%.

Juros

Pela sétima semana consecutiva, os economistas dos bancos mantiveram a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic em 9,25% ao ano para 2013. Entretanto, para 2014, os analistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa para a Selic de 9,25% ao ano para 9,50% ao ano. Assim, o mercado financeiro passou a projetar elevação dos juros para o próximo ano.

O mercado de juros futuros passou a operar com uma expectativa de uma Selic de, pelo menos, 10% ao final deste ano. O responsável por esta mudança nas expectativas é resultado da forte valorização do Dólar frente o Real, que beirou R$ 2,40 no pregão da última sexta-feira, 16/08, apesar das intervenções do Banco Central.

Outro fator que vem contribuindo para a elevação das expectativas em relação à Selic é a alta nos juros dos Treasuries (títulos da dívida do Tesouro dos Estados Unidos) que apresentaram alta expressiva, o que favorece o acúmulo de prêmios na ponta longa da curva de juros por lá. O comportamento do mercado pode ser classificado como “exagerado”, mas pode permanecer, caso o dólar mantenha a força atual.

Em função da volatilidade que dita os rumos do mercado, cautela ainda é a palavra de ordem.

Câmbio

Os analistas do mercado financeiro elevaram, pela segunda semana, a sua estimativa para a taxa de câmbio de 2013, de R$2,28 para R$2,30 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos analistas dos bancos para o dólar também foi elevada, mas de R$2,30 para R$2,35 por dólar.

Apesar de as preocupações sobre o rumo da política monetária dos Estados Unidos afetarem todos os mercados emergentes, o real tem se enfraquecido mais do que outras moedas devido à falta de confiança dos investidores no desempenho da economia brasileira.

Balanço de pagamentos e IED

Os economistas dos bancos reduziram por mais uma vez sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$5,00 bilhões para US$4,35 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi mantida em US$ 8,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados reduzida de 1,78% para 1,75%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro, foi mantida em 4,50%.

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