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Juros futuros sobem com Banco Central e dólar

Os juros futuros iniciaram a terça-feira, 13, em alta, conforme o esperado, sustentados por declarações do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, e pelo dólar. Com o avanço, as taxas de curto prazo passaram a embutir chance maior de elevação de 0,50 ponto porcentual da Selic na reunião de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom). Para a reunião deste mês, as apostas seguem consolidadas em 0,50 ponto porcentual.

“Há uma chance maior de 0,50 ponto porcentual em outubro, apesar de predominarem as apostas de 0,25 ponto porcentual”, disse o economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano, acrescentando que esse aumento ocorreu após discurso feito na segunda-feira, 12, pelo diretor do BC no Pará. Segundo Serrano, o dólar valorizado ante o real contribui para o avanço das taxas futuras, sobretudo as de médio e longo prazos.

Na tarde de segunda-feira, 12, durante apresentação do Boletim Trimestral Regional do BC, Hamilton disse que a inflação mensal tende a ser maior a partir de agora. À noite, em palestra da Universidade da Amazônia, o diretor de Política Econômica frisou que o instrumento mais apropriado para lidar com a inflação é a taxa de juros.

Às 10h20, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 apontava 8,94%, de 8,90% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 9,82%, ante 9,72% no ajuste da véspera e o DI para janeiro de 2017 indicava 11,07% (10,95% no ajuste anterior). O dólar à vista no balcão valia R$ 2,300 (+0,57%).

Os juros futuros chegaram a acelerar a alta, pouco antes desse horário, em linha com o dólar e juros dos títulos do Tesouro dos EUA com a divulgação do resultado das vendas no varejo norte-americano em julho. Segundo o Departamento do Comércio, as vendas cresceram 0,2% no mês passado, após alta de 0,6% em junho e menos do que o previsto (0,3%).

Nota C&M: A volatilidade observada no mercado de juros futuros da BM&F, afeta a rentabilidade dos fundos atrelados ao IMA, pois as altas dos juros afeta negativamente o retorno destes fundos.

Fonte primária da informação: Portal Exame

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