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MERCADO CONTINUA PROJETANDO PIB EM BAIXA EM 2013 2 2014

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 12/08, mostra que os analistas das instituições financeiras continuam acreditando em queda do crescimento da economia brasileira, media pelo PIB – Produto Interno Bruto tanto para 2013 como para 2014. Em relação à inflação medica pelo IPCA, a estimativa do mercado financeiro é de redução para 2013 e 2014. Em relação a taxa Selic, o mercado financeiro projeta manutenção em 9,25% ao ano, tanto para 2013 como para 2014.

Inflação

Os analistas do mercado financeiro reduziram a sua projeção para o IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo de 5,75% para 5,74%. Para 2014, os analistas dos bancos, também reduziram a sua projeção para o índice oficial de inflação do governo de 5,87% para 5,85%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos. Os economistas elevaram a sua estimativa para a inflação do mês de agosto, medida pelo IPCA. Na avaliação dos analistas do mercado financeiro o IPCA de agosto deve encerrar o mês em 0,29%, ante estimativa de 0,26% na semana anterior. Para o IPCA de setembro, igualmente a estimativa foi elevada de 0,43% para 0,44%.

Em relação à inflação de para os próximos 12 meses, os analistas dos bancos elevaram a sua projeção para índice de inflação acumulada de 5,93% para 5,95%.

PIB

Os analistas das instituições financeiras reduziram a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira medido pelo PIB – Produto Interno Bruto, em 2013 de 2,24% para 2,21% em 2013. Em contrapartida, os economistas do mercado financeiro elevaram sua projeção para produção industrial brasileira de 2013, de 2,00% para 2,08%.

Para 2014, o mercado financeiro reduziu a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira de 2,60% para 2,50%. A estimativa para produção industrial brasileira de 2014 também foi reduzida de 3,00% para 2,90%.

Juros

O mercado financeiro manteve a sua estimativa para a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic em 9,25% ao ano em 2013. Para 2014, os economistas dos bancos mantiveram em 9,25% ao ano a sua estimativa para a taxa Selic. Desta forma, os analistas do mercado voltaram a projetar estabilidade para os juros em 2014.

Em nossa visão, a curva de juros pode mostrar maior volatilidade mais para o fim de agosto, especialmente nos dias que antecederem a reunião do Copom que acontece nos 27 e 28,  mas entendemos que a elevação de 0,50 ponto porcentual já está no preço. A dúvida é o que acontecerá nas reuniões seguintes. Entre hoje e a véspera da reunião do Copom o que vai determinar a variação dos juros e consequentemente o desempenho dos fundos atrelados ao IMA é o comportamento do dólar.

Para o mercado financeiro, de uma forma geral, o primeiro semestre de 2013 foi bastante desafiador. A deterioração dos fundamentos domésticos foi muito intensa, puxada pela alta da inflação, fraco desempenho da economia, desvalorização do real, elevada intervenção governamental, fragilidade fiscal e conturbado ambiente político. Todos esses fatores levaram a Bovespa a se destacar negativamente entre as principais bolsas do mundo, com uma queda de 22% no semestre.

Neste contexto, mantemos nossa expectativa de um viés mais cauteloso para o mercado no segundo semestre de 2013, pois a visibilidade permanece muito baixa tanto no cenário global, quanto principalmente no local.

Câmbio

Os economistas dos bancos elevaram a sua projeção para a taxa de câmbio de 2013, de R$2,25 para R$2,28 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção dos analistas dos bancos para o dólar também foi mantida em R$2,30 por dólar.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas das instituições financeiras reduziram por mais uma vez sua projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 de US$5,09 bilhões para US$5,00 bilhões. Para 2014, a projeção do superávit comercial foi mantida em US$ 8,00 bilhões.

Em 2013 a projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões. Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a projeção dos economistas dos bancos para os preços administrados reduzida de 1,80% para 1,78%. Para 2014 a estimativa do mercado financeiro, ao contrário, é de alta, só que de 4,15% para 4,50%.

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