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MERCADO FINANCEIRO REDUZ A SUA PROJEÇÃO PARA PIB EM 2013 E 2014

Na edição do Relatório de Mercado – Focus, publicado hoje, 08/07, os economistas dos bancos reduziram pela oitava semana seguida a sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2013.  Da mesma forma, reduziram a sua estimativa para o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo deste ano.

Inflação

Os economistas dos bancos reduziram a sua estimativa para o índice oficial de inflação do governo medido pelo IPCA  para 2013 de 5,87% para 5,81%. Em contrapartida, elevaram a projeção para o IPCA para 2014 de 5,88% para 5,90%.

Inflação de curto prazo

As instituições financeiras classificadas como Top 5, em razão de apresentarem a melhor média de acertos em sua projeção, reduziram, pela terceira semana seguida,  a sua estimativa para o IPCA de julho de 0,24% para 0,23%. Para o índice de inflação de agosto, os analistas dos bancos, elevaram a sua projeção para o IPCA de 0,28% para 0,29%.

Para a expectativa em relação ao índice de inflação acumulada para os próximos 12 meses a projeção dos economistas do mercado financeiro foi elevada de 5,65% para 5,67%.

PIB

Os analistas do mercado financeiro voltaram a reduziram a sua projeção para o PIB – Produto Interno Bruto brasileiro em 2013 de 2,40% para 2,34%. A projeção para a produção industrial brasileira de 2013, da mesma forma, foi reduzida pelos economistas dos bancos de 2,49% para 2,34%.

Para 2014, a estimativa dos do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira medida pelo PIB, recuou de 3,00% para 2,80%. Por sua vez a estimativa para a produção industrial brasileira para o próximo ano também recuou, baixando de 3,20% para 3,00%.

Juros

Na publicação desta semana, o Banco Central divulgou que na percepção dos analistas dos bancos a taxa básica de juros da economia brasileira deve encerrar 2013 em 9,25% ao ano, portanto, sem ajuste em relação à semana anterior. Da mesma forma, os economistas das instituições financeiras mantiveram a sua estimativa para a Selic em 9,25% ao ano, para 2014.

Os reflexos da trajetória do câmbio no mercado de renda fixa foram imediatos. A maior incerteza quanto à inflação e, por consequência, quanto aos juros  necessários para a convergência à meta, afetou os preços dos títulos prefixados e indexados ao IPCA, principalmente aqueles de maior duration (prazo médio).

A trajetória de queda dos retornos do IMA-B5+, que reflete a carteira das NTNB’s acima de 5 anos, se intensificou à medida que as taxas dos títulos do Tesouro Americano de 10 anos se elevaram, a partir de 22/5, e sugere que a elevação dos juros internacionais combinada com a incerteza inflacionária no cenário doméstico tenham reforçado a expectativa de alta dos juros e estimulado a saída dos investidores na parte longa da curva de juros, inclusive não residentes, refletido no movimento de venda das NTN-Bs mais longas no mercado.

A palavra de ordem continua sendo a cautela, uma vez que as incertezas permanecem.

No segmento de renda fixa, a retomada da rentabilidade positiva reside numa baixa consistente dos juros dos títulos americanos, acompanhada por um forte declínio do dólar. Sem grandes pressões sobre a inflação decorrentes da depreciação do real, o que dispensaria o Banco Central de realizar um aperto monetário mais intenso, as NTN-B’s se valorizariam.

Mas, para isso, os juros futuros teriam de parar de subir. O contrato atualmente mais líquido na BM&F, com vencimento em janeiro de 2015, saltou de 8,92% no final de maio para 9,87% na sexta-feira, último dia útil de junho.

E os economistas das cem instituições pesquisadas pelo Focus aumentaram de 9,00% para 9,25% a sua projeção de Selic em dezembro. Como a taxa está hoje em 8,00%, a nova projeção embute elevações sucessivas nas três próximas reuniões do Copom – Comitê de Política Monetária: duas de 0,50 ponto e uma terceira de 0,25 ponto encerrando o ciclo de aperto monetário iniciado em março, quando a Selic estava em 7,25%.

A prudência recomenda permanecer com uma carteira menos exposta a títulos de longo prazo. E ficar de olho nos indicadores econômicos a serem divulgados, para que se possa ter uma maior convicção sobre o melhor momento de retornar aos ativos mais longos.

Em relação ao mercado acionário, não há fatos que justifiquem um aumento nas posições. Somente uma retomada mais forte do investidor estrangeiro pode reverter de forma acelerada o mau humor do mercado.

Câmbio

Os economistas das instituições financeiras elevaram a sua estimativa para a taxa de câmbio em 2013 de R$ 2,15 para R$2,20 por unidade da moeda norte-americana. Para 2014, a projeção do mercado financeiro para o dólar foi elevada de R$2,20 para R$2,22 por dólar.

O reflexo da alta do dólar já foi sentido nas projeções de IGP-DI e do IGP-M, que foram elevadas nesta edição do Focus.

Balanço de pagamentos e IED

Os analistas do mercado financeiro mantiveram a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial brasileira de 2013 em US$6,00 bilhões. Para 2014, a projeção de superávit comercial foi elevada de US$ 7,35 bilhões para US$ 8,00 bilhões.

A projeção de entrada de IED – Investimentos Estrangeiros Diretos permaneceu em US$ 60 bilhões.

Para 2014, a estimativa dos analistas dos bancos para a entrada de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 60 bilhões.

Preços administrados

No Brasil, o termo “preços administrados por contrato ou administrados”, refere-se aos preços que são insensíveis às condições de oferta e de demanda porque são estabelecidos por contrato ou por órgão público.

Os preços administrados estão divididos nos seguintes grupos: os que são regulados em nível federal – pelo próprio governo federal ou por agências reguladoras federais – e os que são determinados por governos estaduais ou municipais. Nos primeiro grupo, estão incluídos os preços de serviços telefônicos, derivados de petróleo (gasolina, gás de cozinha, óleo para motores), eletricidade e planos de saúde. Os preços controlados por governos subnacionais incluem a taxa de água e esgoto, o IPVA, o IPTU e a maioria das tarifas de transporte público, como ônibus municipais e serviços ferroviários.

Para 2013, a expectativa dos analistas do mercado financeiro para os preços administrados é de redução de 2,50% para 2,23%. Para 2014 a estimativa dos analistas dos bancos é também de queda de 4,35% para 4,20%.

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