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Ata do Copom – Inflação preocupa e receberá o tratamento adequado

O Banco Central do Brasil divulgou a pouco a ata da reunião do Copom – Comitê de Política Monetária realizada nos dias 28 e 29/05. O documento reitera que, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter principalmente vigilante, de modo a minimizar riscos que níveis elevados de inflação, como o observado nos últimos 12 meses, persistam no horizonte da política monetária.  Na avaliação do Copom, no curto prazo, a inflação em 12 meses ainda apresenta tendência de elevação e o balanço de riscos para o cenário prospectivo se apresenta desfavorável.

A autoridade monetária, deu prosseguimento a sua politica de aperto monetário ajustando a taxa básica de juros.  A decisão pela elevação da Selic para 8,00% ao ano se deu de forma unanime, sem viés. O Copom avalia, ainda, que essa decisão colaborará para o declínio da inflação e poderá garantir que essa tendência se mantenha em 2014.

O documento reproduziu a avaliação trazida na ata da reunião de abril, admitindo que a inflação de serviços segue em níveis elevados. Os diretores do Banco Central alegam que, em 12 meses, esse conjunto de preços subiu em média 8,13% – em abril de 2012 era 8,00%.

Foi destaque ainda as pressões verificadas no segmento de alimentos e bebidas. “Em síntese, a inflação de serviços segue em níveis elevados, e observam-se pressões no segmento de alimentos e bebidas“, ratificou o documento.

A ata adverte que o IPCA foi de 0,55% em abril, 0,09 ponto percentual menor se comparado ao mesmo período do ano passado. Logo, conforme com o documento, a inflação acumulada em doze meses atingiu 6,49% em abril (5,10% se comparado a abril de 2012).

Os preços administrados, ou seja, os que dependem do governo para serem majorados registraram alta de 1,55% (3,73% se comparado a abril de 2012), já os preços livres, aqueles que variam ao sabor da oferta e da procura, variaram 8,09% em doze meses (5,63% se comparado a abril de 2012). Entre os preços livres, os dos bens comercializáveis aumentaram 6,57%, e os dos bens não comercializáveis, 9,44%.

O segmento de alimentos e bebidas, afetados fortemente por fatores climáticos, variaram 0,96% em abril e 14,00% em doze meses (6,23% se comparado a abril de 2012).

IMA

No curto e médio prazos os fundos atrelados ao IMA ainda devem sofrer com a volatilidade. Entretanto é preciso estar atento aos efeitos do ajuste da politica monetária sobre a inflação, que em caso positivo, deve favorecer uma melhora significativa desta modalidade de fundos.

Mas por enquanto o mais indicado é buscar se proteger a volatilidade que afeta os fundos indexados a inflação e a taxa prefixada, principalmente aqueles com carteiras indexadas a ponta mais longa da curva de juros.

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