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Com juros baixos, ainda vale a pena investir em fundos de renda fixa?

Especialistas divergem quanto à validade, ou não, de aplicar nesse tipo de fundo, já que seu prêmio não tem sido um dos melhores

Durante muitos anos investir em renda fixa era sinônimo de tranquilidade e boa rentabilidade. Mas com a mudança no cenário econômico e os consecutivos cortes da Sellic (taxa básica de juros), essa classe de ativos passou a oferecer retornos muito menores, às vezes quase empatados com a inflação. Diante dessa situação, muitos investidores começaram a se questionar se ainda vale a pena aplicar dessa maneira, mesmo em um fundo de renda fixa que oferece diversificação e, teoricamente, menor risco.

“Para quem não sabe operar em renda fixa, um fundo pode ser uma boa ideia, pois há um profissional escolhendo os ativos”, aponta o economista e especialista em investimentos, Richard Rytenband. “Mas é preciso escolher um gestor com um bom histórico e um produto com taxa de administração razoável”.

O especialista afirma que nos últimos tempos, os títulos públicos do Tesouro Direto vêm oscilando (principalmente os títulos prefixados e os atrelados à inflação) e que muitos investidores acabam não sabendo como lidar com essa situação. Por isso, deixar o trabalho de análise e seleção para um gestor pode evitar perdas desnecessárias. “Muitos estão operando no Tesouro com títulos longos, mas existe um perigo aí: quanto maior o prazo, maior a sensibilidade. Mas o investidor brasileiro não está acostumado com a volatilidade da renda fixa, e um profissional pode ajudá-lo a lidar com essa situação”, pontua.

Contraponto

Já para o gerente de renda fixa da Um Investimentos, André Mallet, é preciso tomar muito cuidado e ser muito seletivo, caso o investidor opte por um fundo desses.“ Os ativos (de renda fixa) estão com um prêmio muito pequeno, e o investidor precisa avaliar a taxa de administração para compensar essa baixa recompensa”, avalia.

De acordo com Mallet, o melhor seria migrar para um fundo multimercado que combina renda fixa e variável. “Mesmo sendo um pouco mais arriscada por ter em seu portfólio ações e derivativos, essa aplicação proporciona uma rentabilidade muito maior do que um fundo de renda fixa”, ressalta. Mas caso esse investidor prefira se manter em renda fixa, o especialista sugere a compra direta de um ativo do Tesouro Direto ou uma LCI (Letra de Crédito Imobiliário), por haver menos custos.

E por último, o diretor de renda fixa da Concórdia, Ricardo Martins, sugere uma alternativa para que o investidor não saia perdendo, em caso de maior pressão inflacionária. “Dado que a inflação continua pressionando, a indicação seria um fundo indexado ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), pois, no caso de qualquer pressão mais forte, o Banco Central teria que fazer uso da política de juros para corrigir e trazer o índice para perto do centro da meta”.

Tipos de fundo de renda fixa

Dentro da classificação dos fundos de renda fixa, existem 3 tipos que seguem estratégias diferentes. O primeiro deles é chamado apenas de fundo de renda fixa e deve ter 80% da sua carteira lastreada em títulos públicos ou privados, pré ou pós-fixados. Os 20% restantes podem ser aplicados em investimentos mais arriscados, como os títulos privados emitidos por empresas.

No caso do fundo renda fixa crédito livre a principal diferença está no fato de que eles podem investir mais de 20% do seu patrimônio em ativos de crédito considerados de médio e alto risco – como as debêntures (títulos de dívida de empresas privadas).

E por último, renda fixa índices tem como objetivo seguir ou superar os indicadores de desempenho utilizados no mercado de RF, como o IMA-B (que mede o desempenho das NTN-B títulos atrelados ao IPCA) ou o IMA-S (que mede o desempenho das LTF – títulos atrelados à Selic), só para citar alguns. Para isso, são utilizados, principalmente, títulos públicos ou privados que sigam os índices de referência e alguns derivativos, como contratos futuros de DI.

Fonte primária da informação: Infomoney

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