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Juros sobem no mercado futuro, influenciados por discurso de Tombini

As taxas de juros dos contratos negociados no mercado futuro da BM&F abriram (subiram) forte ontem, 12/03, com as declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Em discurso em Varsóvia, na Polônia, o Presidente da autoridade monetária voltou a se referir à resistência que a inflação tem mostrado em relação às medidas adotadas nos últimos meses. A expectativa é de que a alta nos preços deve iniciar trajetória de baixa a partir do segundo semestre do próximo ano 2013. No meados de fevereiro, em Nova York, Tombini tinha expectativa de que o processo de desaceleração seria observado a partir da segunda metade deste ano.

As taxas de juros dos contratos futuros até recuaram na abertura do mercado, porem, após as declarações do presidente do BACEN viram, passando a embutir a expectativa de que a Selic vai ser elevada nos próximos encontros do Copom – do Comitê de Política Monetária. No final do pregão, o contrato futuro de juros com vencimento em julho de 2013 apresentava taxa de 7,26%, ante 7,23%, praticada segunda-feira.

Dentre os contratos mais líquidos o DI para janeiro de 2014 foi negociado a 7,91%, contra 7,85% do dia anterior, o contrato para janeiro de 2015 subia 8,56% contra 8,62%. Na ponta mais longa da curva de juros, a taxa para janeiro de 2017 subia de 9,24% para 9,30% e o DI para janeiro de 2021 subia de 9,68% para 9,78%.

O mercado de juros futuros abriu o pregão em queda, de olho no leilão dos títulos da divida italiana, que registrou significativa elevação no custo do financiamento da dívida do país europeu. Contudo, ainda durante a manhã a CNI – Confederação Nacional da Indústria divulgou dados da indústria, com expressivo aumento da utilização da capacidade instalada. Aliada, ao discurso do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, mais uma vez citou a resistência dos índices de inflação. Tais fatos contribuíram para a elevação das taxas. Em relação às declarações de Tombini, o mercado entende que indica mudança na condução da politica monetária do Governo, no caso a elevação da Selic no decorrer de 2013.

As incertezas associadas ao comportamento da inflação ainda deverão provocar muita volatilidade no mercado de juros. Pois da mesma maneira que existe uma ala do mercado que trabalha com a estimativa de ata da Selic, outra corrente acredita que o Governo ainda tenha cartas na manga para reconduzir a inflação ao patamar desejado.

De fato o que temos é que prudência e acompanhar o mercado mais de perto, neste momento, são as melhores recomendações.

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