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Fundos de pensão de funcionários de empresas estatais podem “virar pó″

Estima-se que pelo menos R$ 1 bilhão esteja comprometido com a quebra de sete bancos nos últimos dois anos

Donos da maior poupança do país, um patrimônio superior a R$ 620 bilhões, os fundos de pensão fechados de previdência complementar são motivo constante de cobiça. Mas parte importante dessa montanha de dinheiro corre o risco de virar pó, comprometendo a aposentadoria de milhares de aposentados e pensionistas, sobretudo os de empresas estatais. Atraídas por bancos pequenos e médios com a promessa de ganho fácil e rentabilidade superior à média do mercado, essas fundações têm contabilizado prejuízos recorrentes com o fechamento de uma série de instituições financeiras pelo Banco Central. Estima-se que pelo menos R$ 1 bilhão esteja comprometido com a quebra de sete bancos nos últimos dois anos: PanAmericano, Schahin, Morada, Cruzeiro do Sul, Prosper, Matone e BVA.

O que mais tem chamado a atenção dos fiscais do BC e de integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público (MP) é o fato de serem os fundos de estatais os maiores perdedores. “A coincidência é impressionante. Em quase todos os bancos fechados por fraudes, há fundos de pensão de empresas públicas com dinheiro preso. Parece um movimento combinado, muito suspeito”, diz um técnico do BC. Os indícios de irregularidades são grandes, acreditam os policiais envolvidos nas investigações abertas a pedido do MP. Uma das suspeitas é que gestores das fundações estariam recebendo comissões “por fora” dos banquinhos para fazerem aplicações de recursos com eles. “Os agrados feitos pelos bancos de menor porte incluiriam, além de comissões, viagens, carros e festas com muitas mulheres”, ressalta um policial.

Fonte; Jornal Valor Economico

2 Comentários para “Fundos de pensão de funcionários de empresas estatais podem “virar pó″”

  • José Brasileiro Sem Esperança

    É só observar a volúpia com que se aparelharam esses fundos de pensão de estatais pela petralhada que se chegaria a um alto teor de desconfiança, embutido nessas transações. Aliás, o julgamento da ação penal 470 em curso no STF, desnuda de vez e cabalmente do que são capazes esses banquinhos de varejo e seus dirigentes (corrupção ativa) e os dirigentes desses fundos de pensão (corrupção passiva). É só ir fundo que se conseguirá muitos “dourados” que são peixes que pululam nas corredeiras, a praia preferida dessa gente!

  • gabriel claudio lopes

    Preocupa o pais inteiro essa afirmação sem relatar os nomes dos fundos que assim procederam.
    Achei irresponsabilidade noticiar sem identificar. Dessa forma paira suspeita sobre todos os fundos de pensões. E isso não é bom.

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