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Mercado mantém estimativa para a Selic em 7,25% para 2012

O Relatório de Mercado – Focus divulgado hoje, 03/09 pelo Banco Central revela que os analistas das instituições financeiras elevaram ligeiramente a sua projeção para a inflação do próximo ano medida pelo IPCA – Índice de Preços ao Consumidor amplo passando de 5,50% para 5,51%. A estimativa de elevação do índice oficial de inflação para os próximos 12 meses foi elevado ligeiramente de 5,64% para 5,65%.

Para 2012 a projeção do mercado financeiro foi elevada pela oitava semana seguida, saltando de 5,19% para 5,20%. Há pouco mais de um mês a estimativa era de 5,00%.

Esse elevação na estimativa de inflação pelo mercado afasta o índice do centro da meta oficial, que é de 4,50 por cento.

A aceleração dos indicadores de inflação e a percepção da melhora nos fundamento da economia alteraram a expectativa dos agentes do mercado financeiro que passaram a conjecturar sofre o fim do ciclo de afrouxamento monetário promovida pela autoridade monetária.

O IPCA-15 – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 prévia do índice de  inflação oficial, acelerou em agosto para uma alta de 0,39%, diante da elevação de 0,33% no mês anterior, variação pouco superior a esperada pelo mercado.

Apesar disso, a autoridade monetária tem afirmado repetidas vez que, mesmo com maior pressão inflacionária, o crescimento econômico vai ocorrer com a inflação sob controle.

A pesquisa Focus desta segunda-feira indicou também que o mercado manteve a previsão de que o dólar encerrará este ano a 2 reais.

Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA em agosto teve ligeira alta, de 0,37% para 0,38%, acima do 0,32% previsto há um mês. Para setembro, a previsão passou de 0,40% para 0,41%, ante 0,40% há quatro semanas.

Taxa de juros

A estimativa dos economistas do mercado financeiro para o  fechamento da taxa Selic ao final de 2012 permaneceu em 7,25%. Para o fim de 2013, o mercado financeiro elevou de 8,25% para 8,50%, na semana passada os analistas dos bancos haviam reduzido a estimativa para a taxa do próximo ano para 8,38%.

Após o Banco Central reduzir a Selic para 7,50%, os economistas das instituições financeiras mantiveram a expectativa de que a taxa básica de juros deverá sofrer mais uma redução de 0,25 ponto percentual e deverá encerrará  o ano em 7,25%.

O COPOM – Comitê de Política Monetária reduziu a Selic em 0,50 ponto percentual na semana passada e deixou claro que, se houver espaço para um novo corte, ele será feito com “máxima parcimônia”.

Os analistas do mercado financeiro entenderam este comunicado como uma indicação de que o banco central reduzirá o ritmo dos juros verificados nas reuniões nos últimos meses, e que na reunião de outubro a taxa poderá sofrer um corte de 0,25 ponto percentual.

Crescimento Econômico

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia medido pelo PIB – Produto Interno Bruto foi reduzida de 1,73% para 1,64% em 2012. Para 2013, a projeção foi mantida em 4,00 por cento.

Apesar na última sexta-feira, 31/08, o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  ter informado que a economia brasileira cresceu 0,40% no segundo trimestre de 2012, em comparação ao primeiro trimestre, com destaque positivo para a agropecuária e preocupante queda dos investimentos e recuo da indústria.

Balanço de Pagamentos

O mercado financeiro elevou levemente a projeção para o déficit em transações correntes para 2012. O pesquisa Focus conduzida pela autoridade monetária revela que a mediana das estimativas de saldo negativo em conta corrente do balanço de pagamentos para 2012 recuou de US$ -58,71 para US$ -58,80bilhões. Há um mês, estava em -59,63 0 bilhões. Para 2013, a estimativa de déficit nas contas externas permaneceu inalterada em US$ 70 bilhões pela quarta semana.

O mercado financeiro elevou a estimativa de superávit da balança comercial brasileira em 2012 de US$ 18,00 bilhões para US$ 18,04 bilhões. Para o ano que vem, a projeção foi mantida em US$ 15 bilhões.

Em relação ao IED – Investimento Estrangeiro Direto, os analistas dos bancos mantiveram em US$ 55 bilhões a estimativa para a entrada de recursos estrangeiros em 2012. Para 2013, a projeção de entrada de recursos estrangeiros no setor produtivo subiu de US$ 59 bilhões para US$ 59,01 bilhões.

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