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Para Copom Selic deve encerrar o ano em 9,00%

A Ata da reunião do Copom – Comitê de Política Monetária divulgada nesta quinta-feira, 15/03, revela que o que motivo o comitê da autoridade monetária a acelerar o ritmo da redução dos juros foram “eventos recentes que indicam postergação de uma solução definitiva para a crise financeira europeia”.

No dia 18/03, último dia de reunião do Copom, a taxa básica de juros foi reduzida de 10,5% para 9,75% ao ano, a redução foi da ordem de 0,75 ponto percentual.

A ata informa ainda que, “Esses e outros elementos, portanto, compõem um ambiente econômico em que prevalece nível de incerteza muito acima do usual. Para o Comitê, o cenário prospectivo para a inflação, desde sua última reunião, acumulou sinais favoráveis. O Comitê nota também que, no cenário central com que trabalha, a taxa de inflação posiciona-se em torno da meta em 2012, e são decrescentes os riscos à concretização de um cenário em que a inflação convirja tempestivamente para o valor central da meta”.

Na avaliação do Copom, o cenário central mostrou evolução. A autoridade monetária afirma ainda que, “Dessa forma, não detecta mudanças substantivas nas estimativas para o ajuste total das condições monetárias subjacente a esse cenário”.

A decisão de acelerar o ritmo de redução dos juros não foi tomada por maioria, dois membros do comitê achavam oportuna a manutenção no ritmo redução da taxa Selic em 0,5 ponto percentual de corte, neste caso a taxa ficaria em 10% ao ano. Porém, a maioria dos integrantes do Copom pontuou que o crescimento da economia brasileira e da crise externa (principalmente na Zona do Euro) indica, neste período, para “redistribuição temporal do ajuste total das condições monetárias como a estratégia mais apropriada”.

O Banco Central reafirmou que  a difusão dos “desenvolvimentos externos” (crise financeira, que gera desaceleração da economia global) para a economia brasileira se concretiza por meio de múltiplos canais, dentre os quais, a redução da corrente de comércio, redução do fluxo de investimentos e crédito mais restritivas.

A ata informa ainda que, “O Comitê entende que os efeitos da complexidade que cerca o ambiente internacional se somam aos da moderação da atividade doméstica, que se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira neste e no próximo ano. Dito de outra forma, o processo de moderação em que se encontrava a economia brasileira já no primeiro semestre do ano passado foi potencializado pela fragilidade da economia global”.

Na avaliação do Banco Central, o cenário de referência (que implica em câmbio estável em R$ 1,70 por dólar e taxa de juros em 10,5% ao ano, cenário proposto até a última semana), sua estimativa para o índice de inflação oficial para 2012 estava abaixo da meta central de inflação definida pelo CMN – Conselho Monetário Nacional que é de 4,5%. Todavia, para o próximo ano, a projeção, neste cenário, ainda está acima da meta. No cenário de mercado, expresso no Boletim Focus, avalia que as expectativas para a taxa básica de juros e câmbio dos analistas das instituições financeiras para os próximos meses, a estimativa para a inflação da autoridade monetária para 2012 está em torno da meta e, para o ano que vem, igualmente acima da meta.

Em nossa avaliação o cenário favorece a alocação de recursos em fundos atrelados ao IMA, entretanto reafirmamos a necessidade de um acompanhamento mais atento do mercado e agilidade na tomada de decisão caso seja necessária alteração na condução da politica de investimentos.

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