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Copom vê ‘elevada probabilidade’ de juros de um digito em 2012

O COPOM – Comitê de Política Monetária divulgou hoje, 26/01 a ata da reunião encerrada no último dia 18/01, na oportunidade a taxa Selic meta foi reduzida de 11,00% para 10,50% ao ano. Na avaliação da autoridade monetária há uma “elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares de um dígito”, ou seja, inferior a 10% ao ano.

Para o Copom, ocorreram “mudanças estruturais significativas” na economia brasileira, que determinaram recuo nas taxas de juros em geral, e, em particular, na chamada “taxa neutra” (que na teoria impediria a inflação e, e ainda, a queda no nível de emprego).

Na avaliação do Banco Central, a contribuição para a redução da taxa básica de juros da economia brasileira, as mudanças nos mercados financeiros e de capitais (bolsas de valores), bem como a o modelo de politica fiscal que prevê a manutenção de superávits primários – economia feita para pagar juros da dívida pública e manter sua trajetória de queda – e a elevação da oferta de poupança em moeda estrangeira.

“Para o Comitê, todas essas transformações caracterizam-se por um elevado grau de perenidade – embora, em virtude dos próprios ciclos econômicos, reversões pontuais e temporárias possam ocorrer – e contribuem para que a economia brasileira hoje apresente sólidos indicadores de solvência e de liquidez”, informou o Copom.

Na avaliação do Copom contribui, ainda, para a ponderação do  cenário de juros abaixo de 10% ao ano, a desaceleração da economia e a crise financeira internacional. “Considerando ainda que a desaceleração da economia brasileira no segundo semestre do ano passado foi maior do que se antecipava e que eventos recentes indicam postergação de uma solução definitiva para a crise financeira europeia, neste momento, o Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares de um dígito”, afirmou.

Expectativa do mercado

O Focus – Relatório de Mercado do Banco Central revelou nesta segunda, 22/01, que a expectativa dos analistas das instituições financeiras é de dois novos cortes na taxa Selic em 2012, a primeira em março e a outra em abril, ambos de 0,5 ponto percentual, o que reduziria a taxa básica de juros da economia para 9,5% ao ano – nível que encerraria o ano. Contudo, os analistas do mercado financeiro acreditam em novos aumentos a partir do começo do próximo ano – encerrando 2013 em 10,25% ao ano.

O último relatório de inflação,  divulgado em dezembro de 2011, o Banco Central projetou que o IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo, encerre  2012 em  4,7% , e para o próximo no “cenário de referência” ( estabilidade para juros e câmbio). Com projeção de queda dos juros esperado pelo mercado financeiro, a estimativa permaneceu em 4,7% para 2012, e subindo para 5,2% em 2013. Os analistas do mercado financeiro, por outro lado, projeção IPCA de 5,29% para este ano e de 5,00% para 2013.

“O Copom reconhece um ambiente econômico em que prevalece nível de incerteza muito acima do usual, e pondera que o cenário prospectivo para a inflação, desde sua última reunião, acumulou sinais favoráveis. O Comitê nota que, no cenário central com que trabalha, a taxa de inflação posiciona-se em torno da meta em 2012, e são decrescentes os riscos à concretização de um cenário em que a inflação convirja tempestivamente para o valor central da meta”.

‘Ajuste moderado’

O comitê do Banco Central ainda retirou da ata a informação de que seria possível realizar um “ajuste moderado” na taxa básica de juros. No documento divulgado após a reunião encerrada em 18/01, a autoridade monetária informou somente que, “dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 10,50% a.a., sem viés”.

O termo fazia parte no comunicado publicado logo após a reunião do Copom, na semana passada. Na ocasião, o Banco Central informou: “Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 10,50% a.a., sem viés. O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012″.

Na reunião do Copom realizada em novembro/2011, a expressão também estava presente, porém no plural. Na época, o Banco Central informou: “O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, ajustes moderados no nível da taxa básica são consistentes com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012″.

Juros futuros e fundos Ima

Após a divulgação da ata do Copom – Comitê de Política Monetária, as taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em queda nesta quinta-feira, dia (26/01), na BM&F. A autoridade monetária reforçou a possibilidade de novos cortes na taxa básica de juro da economia brasileira.

Contrato de janeiro de 2013 fechou com taxa de 9,67%

O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,67%, 0,16 ponto percentual abaixo do fechamento de terça-feira.

Outros contratos que fecharam com bom volume negociado foram o com vencimento em janeiro de 2014, que registrou taxa de 10,23% e o de abril de 2012, com taxa de 10,18%. No fechamento de terça-feira, as taxas apontadas por estes contratos eram 10,40% e 10,18%, respectivamente.

Como consequência a rentabilidade dos fundos atrelados ao IMA devem melhorar ainda mais, devendo encerrar o mês acima da meta atuarial.

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