Na semana de 19 a 23 de janeiro de 2026, o Brasil mostrou sinais de melhora gradual, com expectativas de inflação cedendo, juros ainda em nível alto, mas com o mercado avaliando cortes graduais ao longo de 2026, e um cenário de crescimento moderado considerado saudável para manter equilíbrio econômico. Nos mercados, o destaque foi a forte valorização da Bolsa na semana, enquanto o dólar recuou, indicando maior apetite ao risco e fortalecimento do real no curto prazo. No exterior, a China confirmou desaceleração do PIB, os Estados Unidos seguiram com economia resiliente e dados relevantes de atividade e emprego, e a Europa manteve expansão moderada, com inflação mais controlada na Zona do Euro, enquanto o Reino Unido ainda apresentou inflação elevada, mantendo os bancos centrais em postura cautelosa.

Inflação no Brasil: O “tom” da inflação foi de alívio gradual nas expectativas.
O cenário econômico no início de 2026 aponta para uma trajetória de alívio gradual na inflação, conforme indicam os dados recentes e as expectativas de mercado. O Boletim Focus de 19 de janeiro registrou uma queda na projeção do IPCA para o ano de 4,05% para 4,02%, movimento que é sustentado pela desaceleração real observada no fechamento de 2025, quando o índice acumulado em 12 meses recuou de 4,46% em novembro para 4,26% em dezembro. Embora os números ainda superem a meta central de 3%, essa tendência de sugere um ambiente de maior previsibilidade econômica, sinalizando que a pressão sobre os preços está cedendo e consolidando um ritmo de queda que traz mais confiança para os o mercado.
Juros no Brasil: leitura do mercado
A economia brasileira está prestes a mudar de fase: o debate agora não é mais se os juros vão cair, mas sim quando o primeiro corte vai acontecer. Atualmente, a taxa Selic está em 15%, um nível considerado alto que serve para segurar a inflação. A expectativa é que essa taxa seja mantida agora em janeiro para garantir que os preços estejam sob controle, mas que comece a cair gradualmente a partir de março.
De forma prática, o mercado projeta que os juros terminem o ano de 2026 em 12,25%. Para quem não acompanha o mercado financeiro, isso significa que o “alívio” no bolso virá aos poucos. O dinheiro continuará caro por um tempo, dificultando empréstimos e financiamentos, mas a tendência é de melhora ao longo dos meses. É como se o Banco Central estivesse tirando o pé do freio lentamente para a economia voltar a acelerar sem correr o risco de a inflação subir novamente.
Crescimento econômico: crescimento dentro do limite seguro
A previsão de que a economia brasileira crescerá 1,80% em 2026 funciona como um sinal de que não estamos parados, mas também não estamos acelerando de forma descontrolada. Mesmo com dados recentes mostrando que a economia começou o ano com um fôlego extra, os especialistas mantêm essa projeção estável há mais de um mês, o que revela uma postura cautelosa.
Essa estabilidade acontece por dois motivos principais: os juros, que ainda estão altos e funcionam como um freio para grandes investimentos, e a percepção de que o Brasil está crescendo dentro do seu limite seguro. Esse ritmo moderado é, na verdade, uma boa notícia para o equilíbrio do país, pois permite que a economia avance sem gerar uma inflação excessiva, garantindo que a queda dos juros possa acontecer de forma segura e planejada ao longo do ano.
Bolsa (Ibovespa): maior apetite a risco e entrada de fluxo de capital estrangeiro
A Bolsa teve uma semana bem positiva e chamativa: o Ibovespa fechou 23/01 em 178.858,54 pontos (alta de 1,86% no dia) e acumulou +8,53% na semana, um dos melhores desempenhos semanais em muitos anos.
Um jeito simples de ler isso: quando a Bolsa sobe forte assim, normalmente há uma combinação de maior apetite a risco, entrada de fluxo (inclusive estrangeiro) e percepção de que o ciclo de juros pode ficar menos pressionado.
Dólar: direção contrária à Bolsa.
O dólar apresentou uma trajetória de queda, encerrando o período cotado a R$ 5,2876, o que resultou em uma desvalorização acumulada de 1,59% na semana. Isso significa que, na prática, o real ficou mais forte frente à moeda americana.
O principal motivo para essa queda foi a entrada de dinheiro estrangeiro no Brasil. Quando muitos investidores trazem dólares para o país, a oferta da moeda aumenta e, seguindo a lei da oferta e procura, o preço do dólar cai. Esse movimento foi muito claro na quarta-feira, dia 21 de janeiro, quando o dólar recuou 1,10% e fechou em R$ 5,3209. Além desse fluxo financeiro, o cenário internacional também ajudou, com notícias externas que trouxeram mais otimismo aos investidores globais, fazendo com que eles retirassem o pé de ativos mais seguros e apostassem em moedas de países como o Brasil.
Cenário internacional: China – PIB abaixo do trimestre anterior; EUA – economia segue firme e Europa – sinais de estabilização e maior previsibilidade, China. A China trouxe o dado mais “pesado” da semana: o PIB do 4º trimestre de 2025 veio em 4,5% (ano contra ano), abaixo do trimestre anterior (4,8%), confirmando desaceleração na margem. No trimestre, o PIB da China cresceu 1,2% (trimestre contra trimestre), acima da expectativa (1,0%), mas ainda dentro de um quadro de crescimento menos forte do que o mercado via no passado. Na política monetária, o banco central chinês manteve a taxa LPR em 3,0% (1 ano) e 3,50% (5 anos), sinal de estímulo contido: ajuda, mas não é uma guinada agressiva.
Estados Unidos. a agenda trouxe dados que ajudaram a compor o cenário. O destaque veio na quinta-feira, com a divulgação do PIB do 3º trimestre (Q3), que cresceu 4,4%, indicando que a economia americana ainda apresentava força naquele período. Além disso, os pedidos iniciais de seguro-desemprego ficaram em 200 mil solicitações, reforçando a percepção de que o mercado de trabalho segue firme. No mesmo dia, o foco também esteve no PCE Núcleo, indicador de inflação mais acompanhado pelo Fed, pois ele ajuda a definir se a política de juros pode começar a ser flexibilizada: quando esse índice perde força, aumenta a chance de cortes; quando permanece pressionado, o banco central tende a manter uma postura mais conservadora. Já na sexta-feira, os PMIs (S&P Global) confirmaram que a economia continuou em expansão moderada, sem sinais de desaceleração brusca.
Zona do Euro. O PMI composto em 51,5 pontos confirma que a atividade econômica na Zona do Euro continua em expansão, mas já em um ritmo mais moderado. A desaceleração dos novos pedidos e a persistência de custos mais altos ajudam a explicar por que o mercado passou a enxergar menos espaço para cortes rápidos de juros, reforçando uma postura mais cautelosa do Banco Central Europeu. Mesmo assim, o cenário inflacionário segue relativamente mais estável: a inflação de dezembro ficou em 1,9%, indicando um ambiente mais controlado e permitindo que o BCE mantenha sua política monetária com prudência, sem necessidade de mudanças imediatas.
Já no Reino Unido, a inflação anual de 3,4% em dezembro mostrou que o processo de queda dos preços ainda encontra resistência. Na prática, isso significa que o custo de vida continua pressionado e o Banco Central britânico tende a manter uma postura mais firme por mais tempo, reduzindo a chance de cortes de juros no curto prazo.
Conclusão
A semana de 19 a 23 de janeiro de 2026 reforçou um cenário de melhora gradual no Brasil, com sinais mais claros de organização das expectativas econômicas. A inflação seguiu em trajetória de acomodação, refletida na queda das projeções do IPCA de 4,05% para 4,02% e também na desaceleração observada no fechamento de 2025, com o índice em 12 meses recuando para 4,26%. Esse movimento aumenta a previsibilidade e ajuda a sustentar a leitura de que o país pode entrar em uma fase de juros menos pressionados ao longo do ano, ainda que com cautela.
Nesse contexto, o mercado manteve a expectativa de Selic em 15% no curto prazo, mas com possibilidade de cortes graduais a partir dos próximos meses, buscando equilíbrio entre controle de preços e retomada econômica. A projeção de crescimento em torno de 1,80% aponta uma economia avançando em ritmo moderado, considerado saudável por reduzir o risco de reaceleração inflacionária. Nos mercados, o comportamento foi bastante positivo: o Ibovespa subiu 8,53% na semana, enquanto o dólar caiu para R$ 5,2876 (-1,59%), sinalizando entrada de capital e maior apetite ao risco. No exterior, o cenário também foi misto, com desaceleração na China, economia firme nos Estados Unidos e Europa mostrando maior estabilidade, embora com inflação ainda resistente no Reino Unido. Em síntese, a semana consolidou um ambiente mais favorável para 2026, com melhora gradual nas expectativas e reforço da confiança, mas ainda exigindo acompanhamento atento de inflação e juros ao longo dos próximos meses.
Estrutura de Alocação de Recursos
A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.
A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:
• Curto prazo garante liquidez imediata;
• Médio prazo reduz impactos de mudanças nos juros;
• Longo prazo protege contra a inflação e captura ganhos quando o mercado melhora. Esse arranjo responde ao comportamento da curva de juros, que remunera prazos distintos de forma diferente. Assim, o RPPS evita que uma mudança abrupta afete toda a carteira ao mesmo tempo.
A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.
A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.
Em síntese, a carteira combina três pilares: segurança na renda fixa, crescimento via renda variável e proteção com exposição internacional. Essa abordagem fortalece a capacidade do RPPS de cumprir suas obrigações e preservar recursos no tempo.
Na semana de 12 a 16 de janeiro de 2026, o mercado acompanhou indicadores importantes ligados à inflação, juros e atividade econômica no Brasil, além do desempenho da Bolsa e do dólar. No cenário internacional, os destaques vieram da China, com dados de comércio exterior, dos Estados Unidos, com inflação dentro do esperado, e da Zona do Euro, com melhora na produção industrial. Este relatório reúne esses pontos de forma organizada, oferecendo uma visão geral do momento econômico e servindo como apoio para análise e planejamento ao longo de 2026.

Inflação no Brasil: pressão menor no curto prazo, mas atenção segue no radar
Na semana, o mercado acompanhou sinais de inflação mais comportada no curto prazo, sem a divulgação do IPCA “cheio” dentro desses dias. Um dos destaques foi o IGP 10 de janeiro, que subiu 0,29%, indicando variação moderada de preços no início do mês.
O IGP 10 (Índice Geral de Preços – 10) é um indicador calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) que mede a variação de preços no Brasil com base em três componentes:
• IPA 10 (preços no atacado) – peso de 60%;
• IPC 10 (preços ao consumidor) – peso de 30%;
• INCC 10 (custos da construção civil) – peso de 10%.
Ele coleta preços entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência, funcionando como um termômetro antecipado da inflação, já que capta movimentos de preços antes da divulgação do IPCA. Por isso, esse tipo de indicador ajuda a “medir a temperatura” do custo de produtos e serviços e influencia a leitura do mercado sobre o ritmo da inflação à frente.
Juros no Brasil: Selic ainda alta e mercado ajustando expectativas
Mesmo sem decisão do Copom na semana, a discussão sobre juros continuou intensa. A lógica é simples: se a atividade econômica mostra força, o Banco Central tende a ter menos pressa para iniciar cortes relevantes na Selic. Isso apareceu na reação do mercado após a divulgação de dados de atividade (como o IBC-Br), que reforçaram a percepção de que os juros podem ficar altos por mais tempo antes de cair de forma mais consistente.
Crescimento econômico: sinais mistos (serviços fracos no mês, mas “prévia do PIB” forte)
Do lado da atividade, os dados trouxeram um quadro misto, porém importante. O IBGE informou queda de 0,1% no volume de serviços em novembro (na comparação com outubro), após uma sequência de altas, e ainda assim o setor ficou +2,5% em 12 meses. Isso sugere um pequeno respiro no ritmo da economia, especialmente em serviços; um setor que o Banco Central acompanha de perto por ter ligação com inflação mais “persistente”.
Ao mesmo tempo, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que representa uma estimativa preliminar do PIB, avançou 0,7% em novembro (acima do esperado em pesquisas), sinalizando que a economia pode ter crescido com mais força do que se imaginava no fim de 2025. Em linguagem simples: um dado apontou perda de fôlego em serviços, mas outro mostrou atividade agregada mais forte, o que mantém o debate sobre juros em aberto.
Bolsa (Ibovespa): recordes e ajustes, mas saldo da semana ficou positivo
A Bolsa teve uma semana de movimentos fortes, com momentos de alta e também de ajustes técnicos. No meio da semana, o Ibovespa renovou máximas do período e chegou a operar acima de 164 mil pontos.
No fim, houve realização e ajustes (incluindo vencimento de opções), e o índice encerrou a sexta-feira em 164.799,98 pontos (-0,46% no dia), mas ainda assim subiu 0,88% na semana. Apesar das oscilações, o mercado acionário manteve um tom construtivo, sustentado pela expectativa de queda de juros mais à frente em 2026, ainda que não “imediata”.
Dólar: oscilação na semana e fechamento perto de estabilidade, com faixa bem definida
O dólar teve uma semana de variações, refletindo tanto o cenário externo (dados dos EUA e juros lá fora) quanto fatores locais (atividade e apetite a risco). Em alguns pregões, a moeda mostrou alta; em outros, devolveu parte do movimento. Um retrato claro disso aparece nos fechamentos: na quarta (14/01), o dólar comercial fechou perto de R$ 5,402; já na quinta (15/01), recuou e terminou em R$ 5,368.
Na prática, a semana ficou marcada por uma faixa de negociação bem visível, com mínima ao redor de R$ 5,354 e máxima próxima de R$ 5,424 nos dias de maior oscilação.
Cenário internacional: China com comércio forte, EUA com inflação “na medida” e Europa com indústria melhor.
A China chamou atenção pelos números do comércio: em dezembro, as exportações cresceram 6,6% (ano contra ano) e as importações subiram 5,7%, sinalizando demanda externa ainda forte e importações reagindo no fim do ano. Esses dados são relevantes porque a China influencia diretamente commodities, cadeias globais e sentimento de risco em mercados emergentes.
Estados Unidos. O destaque internacional mais direto da semana foi a inflação americana de dezembro. O CPI subiu 0,3% no mês, com 2,7% em 12 meses; o núcleo (sem alimentos e energia) veio em 0,2% no mês e 2,6% em 12 meses. Em linguagem simples: a inflação não assustou e ajudou a sustentar a leitura de que o Fed pode manter uma postura cautelosa, sem precisar voltar a apertar juros.
Quanto aos juros, a taxa básica dos EUA estava na faixa de 3,50% a 3,75% (faixa-alvo do Fed), e autoridades reforçaram a ideia de calibragem “com calma”, evitando pressa em novos movimentos.
Zona do Euro. A Europa trouxe surpresa positiva na indústria: a produção industrial da Zona do Euro subiu 0,7% em novembro (mensal) e ficou +2,5% em 12 meses, acima do que o mercado projetava. Além disso, a balança comercial do bloco veio em 15,2 bilhões de euros no dado de novembro. Isso sugere melhora gradual, ainda que a economia europeia siga com crescimento moderado.
Conclusão
A semana de 12 a 16 de janeiro de 2026 foi marcada por um cenário de estabilidade com atenção redobrada, tanto no Brasil quanto no exterior. No campo da inflação, o destaque foi o IGP-10 de janeiro (+0,29%), que indicou um comportamento moderado dos preços no início do mês, ajudando a manter uma percepção de inflação mais controlada no curto prazo. Ao mesmo tempo, o debate sobre juros seguiu relevante, pois dados de atividade mostraram sinais mistos: o setor de serviços recuou 0,1% no mês, mas ainda acumulou alta de 2,5% em 12 meses, enquanto o IBC-Br avançou 0,7%, sugerindo que a economia continua resiliente, o que pode reduzir a pressa por cortes mais rápidos na Selic.
Nos mercados, a Bolsa manteve um desempenho positivo na semana, mesmo com oscilações: o Ibovespa fechou em 164.799,98 pontos, com alta semanal de 0,88%, reforçando um tom construtivo para o início do ano. Já o dólar variou dentro de uma faixa bem definida, encerrando o período próximo da estabilidade, refletindo um equilíbrio entre fatores internos e externos. No cenário internacional, os dados foram predominantemente positivos: a China apresentou comércio forte (exportações +6,6% e importações +5,7%), os Estados Unidos divulgaram inflação dentro do esperado (CPI +0,3% no mês e 2,7% em 12 meses; núcleo 2,6%), e a Zona do Euro surpreendeu com melhora industrial (produção +0,7% no mês e +2,5% em 12 meses, com superávit comercial de 15,2 bilhões de euros). Em síntese, a semana reforçou um ambiente de acomodação e otimismo moderado, com sinais de atividade ainda firme e inflação sob controle, mas mantendo a necessidade de acompanhamento constante dos indicadores e das decisões de política monetária ao longo de 2026
Estrutura de Alocação de Recursos
A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.
A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:
• Curto prazo garante liquidez imediata;
• Médio prazo reduz impactos de mudanças nos juros;
• Longo prazo protege contra a inflação e captura ganhos quando o mercado melhora. Esse arranjo responde ao comportamento da curva de juros, que remunera prazos distintos de forma diferente. Assim, o RPPS evita que uma mudança abrupta afete toda a carteira ao mesmo tempo.
A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.
A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.
Em síntese, a carteira combina três pilares: segurança na renda fixa, crescimento via renda variável e proteção com exposição internacional. Essa abordagem fortalece a capacidade do RPPS de cumprir suas obrigações e preservar recursos no tempo.
Na semana de 05 a 09 de janeiro de 2026, os mercados começaram o ano com informações decisivas para entender o rumo da economia. Mesmo em um período de menor liquidez, os dados divulgados no Brasil e no exterior trouxeram sinais claros sobre inflação, juros, atividade e o humor dos investidores. Foi uma semana marcada por avanços importantes: como a inflação abaixo do teto da meta e a recuperação da Bolsa; ao mesmo tempo em que o cenário internacional mostrou contrastes relevantes, com PMIs (indicador que mede o ritmo da atividade econômica) mistos, desaceleração na China e tensões geopolíticas na América Latina.

Inflação no Brasil: divulgação do IPCA
O índice de inflação oficial do governo fechou em 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta do Banco Central (4,50%), mostrando que a política monetária mais restritiva segue eficaz no controle das pressões de preços. Apesar disso, alguns segmentos, especialmente serviços, ainda demonstram resistência à desaceleração, indicando que o processo de desinflação avança, mas não está totalmente concluído.
Juros no Brasil: cautela no início do ano
A taxa básica de juros (Selic) segue em níveis elevados, com projeções do mercado financeiro indicando manutenção em torno de 12,25% em 2026, segundo o Boletim Focus atualizado na segunda-feira da semana. A expectativa de corte mais expressivo de juros ainda depende de sinais mais claros de desinflação sustentável, o que mantém os agentes econômicos cautelosos no início do ano.
Crescimento e atividade no Brasil: crescimento moderado
O Boletim Focus mostrou que as projeções para o PIB brasileiro em 2026 estão em torno de 1,80%, estável em relação à semana anterior, reforçando a leitura de um crescimento moderado para a economia brasileira no ano. A semana também contou com início de divulgação de indicadores como IPCA, indústria e balanço comercial (Secex), que ajudam a compor a visão da atividade econômica no começo de 2026.
Bolsa de Valores: semana em alta
O principal índice da Bolsa brasileira, teve um desempenho positivo durante a semana acumulando alta de cerca de 1,76%, refletindo a retomada do apetite por risco após dados de emprego nos Estados Unidos e um ambiente menos volátil no início do ano. Esse movimento de alta indica que os investidores reagiram bem ao cenário de inflação controlada no Brasil e às expectativas de continuidade de juros elevados, mas sem aumentos adicionais inesperados.
Dólar: em queda
O dólar à vista fechou a semana em queda, terminando a sessão de sexta-feira em cerca de R$ 5,366, com retração acumulada de aproximadamente 1,06% na semana. A correção do câmbio foi influenciada, em parte, pela percepção de melhora nos dados econômicos brasileiros (como o IPCA e desempenho da Bolsa), além da repercussão dos dados de emprego e atividade internacional, que afetaram a aversão ao risco global.
Cenário internacional (China, EUA, e Zona do Euro)
Na economia chinesa, os dados econômicos indicam que o setor de serviços apresentou crescimento em dezembro, embora em ritmo mais moderado, atingindo seu ritmo mais baixo em seis meses segundo a pesquisa privada de PMI. Além disso, há sinais de esforço do governo para estimular a economia por meio de medidas de crédito e novas políticas financeiras, com aumento significativo dos empréstimos bancários em dezembro, refletindo tentativas de aliviar restrições de demanda em setores como construção e infraestrutura. Esses movimentos mostram que a economia chinesa segue em processo de adaptação, com crescimento ainda presente, mas com desafios estruturais que exigem estímulos contínuos.
Nos EUA, os indicadores da semana enfatizaram setores de atividade importantes: o PMI industrial de dezembro mostrou contração, com o índice ficando abaixo de 50 (47,9), indicando que a manufatura ainda está retraindo. Por outro lado, o PMI de serviços registrou expansão robusta em dezembro, com leitura de 54,4, sugerindo que o segmento de serviços segue forte e impulsionando a atividade geral. Esses dados mistos mantiveram a atenção do mercado, pois sinalizam que a economia americana ainda tem setores resilientes, mesmo em fases de ajuste e desafios no setor manufatureiro.
Por fim na Zona do Euro, a atividade econômica mostrou expansão no conjunto de 2025, embora com ritmo mais lento em dezembro. O PMI composto final ficou em 51,5, indicando expansão do setor privado (acima de 50), mas com desaceleração no ritmo de crescimento. O principal motor dessa expansão foi o setor de serviços, que compensou as fraquezas observadas na indústria. Essa dinâmica contribuiu para um quadro global no qual a economia europeia segue crescendo, mas de forma mais moderada e desigual entre países e setores.
Geopolítica: A Queda de Maduro
A semana foi fortemente marcada pela inesperada captura de Nicolás Maduro e a transição rápida para uma liderança interina na Venezuela. Essa mudança política teve repercussões tanto no campo diplomático, com reações mistas na região, quanto no mercado financeiro, onde investidores reagiram com valorização de títulos venezuelanos. Apesar de não haver grande impacto direto nos preços globais de petróleo no curto prazo, o episódio reacendeu debates sobre estabilidade política, segurança energética e riscos geopolíticos na América Latina.
Acordo entre Mercosul e União Europeia
Outro destaque da semana foi o avanço político do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após mais de duas décadas de negociações. Os países da União Europeia deram aval ao texto, abrindo caminho para a assinatura formal do acordo, que ainda precisará passar por etapas de aprovação institucional antes de entrar em vigor.
Na prática, o acordo prevê a redução gradual de impostos de importação sobre a maioria dos produtos comercializados entre os dois blocos. Para o Brasil e os demais países do Mercosul, isso pode facilitar a venda de produtos para a Europa e atrair investimentos, especialmente em áreas como agronegócio e exportação de commodities. Ao mesmo tempo, alguns países europeus demonstraram preocupação com o impacto sobre seus produtores rurais, o que indica que a implementação será feita de forma cuidadosa e gradual.
Conclusão
A primeira semana de 2026 mostrou que, apesar do menor volume típico do período de virada de ano, os mercados e a economia continuam oferecendo sinais importantes para orientar decisões. No Brasil, a combinação de inflação dentro da meta, juros ainda elevados e projeções moderadas de crescimento reforça um ambiente de cautela, mas também de estabilidade. A reação positiva da Bolsa e a queda do dólar indicam que os investidores enxergam fundamentos mais equilibrados para o início do ano.
No cenário internacional, os dados mistos dos Estados Unidos, o ritmo mais moderado da atividade na China e a expansão desigual na Zona do Euro compõem um quadro global que segue desafiador, mas sem sinais de ruptura. A geopolítica, com a mudança abrupta na Venezuela, e o avanço do acordo Mercosul–União Europeia adicionam elementos relevantes para o monitoramento, tanto por seus impactos econômicos quanto estratégicos.
Estrutura de Alocação de Recursos
A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.
A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:
• Curto prazo garante liquidez imediata;
• Médio prazo reduz impactos de mudanças nos juros;
• Longo prazo protege contra a inflação e captura ganhos quando o mercado melhora. Esse arranjo responde ao comportamento da curva de juros,
que remunera prazos distintos de forma diferente. Assim, o RPPS evita que uma mudança abrupta afete toda a carteira ao mesmo tempo.
A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.
A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.
Em síntese, a carteira combina três pilares: segurança na renda fixa, crescimento via renda variável e proteção com exposição internacional. Essa abordagem fortalece a capacidade do RPPS de cumprir suas obrigações e preservar recursos no tempo.
Na semana de 29 de dezembro de 2025 a 02 de janeiro de 2026, o cenário foi marcado pela virada do ano, com menor volume de negociações nos mercados e maior sensibilidade a dados pontuais, típica de períodos com feriados. Ainda assim, o período trouxe informações relevantes sobre inflação, juros, atividade econômica, comportamento da Bolsa e do dólar no Brasil, além de indicadores importantes no cenário internacional, como os dados de atividade da China, dos Estados Unidos e da Zona do Euro. Este relatório reúne esses temas de forma organizada e didática, oferecendo uma visão geral do momento econômico e servindo de apoio para análise e planejamento.

Inflação no Brasil: sinais mistos, mas com “alívio” nos preços ao produtor
Na última semana de 2025, o destaque de inflação veio do IGP-M (FGV), muito usado como referência em contratos (por exemplo, aluguel). Em dezembro, o IGP-M teve queda de -0,01%, depois de +0,27% em novembro. Com isso, o índice fechou 2025 com deflação acumulada de -1,05%. Em termos simples: esse indicador mostrou que, no conjunto do ano, os preços medidos pelo IGP-M terminaram mais “comportados”, sobretudo porque os preços no atacado (produtor) ajudaram a puxar o índice para baixo.
Juros no Brasil: Selic alta e manutenção “por mais tempo”
No campo dos juros, a mensagem principal seguiu sendo cautela. A Selic estava em 15%, mantida nas reuniões mais recentes, e o entendimento do mercado (capturado no Boletim Focus) era que a estratégia do Banco Central era segurar os juros em nível alto por um período prolongado para consolidar a convergência da inflação. No Focus publicado em 29/12, a mediana do mercado apontava Selic de 12,25% no fim de 2026 (como expectativa), o que indica que o mercado já “enxerga” cortes ao longo do tempo, mas de forma gradual, não imediata.
Crescimento e atividade no Brasil: emprego forte, mas fiscal no radar
Na parte de atividade, os dados de mercado de trabalho vieram fortes e ajudam a entender por que a economia seguia “rodando” apesar dos juros altos:
• Desemprego (PNAD/IBGE): 5,2% nos três meses até novembro — abaixo do que parte do mercado esperava. InfoMoney
• Caged (emprego formal): +85.864 vagas em novembro, número acima das projeções consultadas no noticiário. InfoMoney
Ao mesmo tempo, o lado fiscal também entrou no foco: o Tesouro informou déficit primário de R$ 20,172 bilhões em novembro no Governo Central. Traduzindo: o emprego ajudou a leitura de atividade, mas as contas públicas continuaram sendo observadas, porque fiscal influencia confiança, juros e câmbio.
Bolsa de Valores: fim de ano com baixa liquidez e virada de 2026 mais “travada”
A semana foi curta e com liquidez menor (menos negociações), típica de fim de ano e feriados, o que faz o mercado oscilar com mais facilidade.
• 29/12: Ibovespa fechou em 160.490,30 pontos (-0,25%);
• 30/12 (último pregão de 2025): fechou em 161.125,37 pontos (+0,4%) e encerrou 2025 com alta de 33,95% (melhor desempenho anual desde 2016, segundo o próprio noticiário);
• 02/01 (primeiro pregão de 2026): caiu -0,36%, fechando em 160.538,69 pontos, ainda com o mercado “voltando do feriado” e baixa liquidez.
Em resumo: foi uma transição de ano com ajustes técnicos e pouca liquidez; o “tom” do mercado ficou mais dependente de notícias pontuais e de dados de atividade.
Dólar: começou a semana com alta e terminou em queda
O comportamento do dólar no fim de 2025 e início de 2026 foi um exemplo clássico de como o mercado costuma se mover em períodos de baixa liquidez e ajustes técnicos típicos da virada do ano.
No dia 29/12, o dólar à vista fechou em R$ 5,5770, registrando alta. Já em 30/12, na última sessão de 2025, a moeda recuou para R$ 5,4890, uma queda de 1,58% no dia e acumulando desvalorização de 11,17% no ano. No primeiro pregão de 2026, em 02/01, o movimento de queda continuou: o dólar encerrou a sessão em R$ 5,4238, baixa de 1,19%.
Cenário internacional (China, EUA, e Zona do Euro)
A China chamou atenção porque o PMI industrial oficial subiu para 50,1 em dezembro, vindo de 49,2 em novembro, retornando para a faixa de expansão (acima de 50). Isso é relevante para o Brasil porque China influencia commodities e o humor global com emergentes.
Nos Estados Unidos, o mercado acompanhou a divulgação da ata do FOMC (Federal Reserve), documento que costuma trazer pistas importantes sobre como o banco central americano avalia a inflação e quais podem ser os próximos passos da política de juros. Além disso, o índice de confiança do consumidor de dezembro caiu para 89,1, ante 92,9 em novembro, refletindo maior cautela das famílias diante de incertezas econômicas, enquanto o índice de preços de casas de outubro mostrou alta de 0,4% no mês e cerca de 1,7% em 12 meses, indicando um avanço mais moderado no mercado imobiliário e menor pressão de preços no setor.
Por fim, na Europa, o dado que se destacou no fim da semana foi o PMI industrial da Zona do Euro, que saiu em 48,8 em dezembro (abaixo do esperado 49,2 e abaixo do 49,6 anterior). Como ficou abaixo de 50, o número sinaliza que a indústria europeia seguiu em contração. Isso ajuda a explicar por que o cenário global continuou com “crescimento desigual”: EUA mais resilientes, China buscando estabilização e Europa com mais dificuldade.
Conclusão
A semana de 29 de dezembro de 2025 a 02 de janeiro de 2026 foi marcada pela virada do ano, com menor volume de negociações e maior sensibilidade dos mercados a dados pontuais, um comportamento típico de períodos com feriados. Ainda assim, os indicadores divulgados ajudaram a reforçar a leitura do cenário econômico atual. No Brasil, a inflação medida pelo IGP-M de dezembro ficou praticamente estável (-0,01%), encerrando 2025 com deflação acumulada de -1,05%, enquanto a Selic permaneceu em 15%, com expectativa de cortes apenas graduais ao longo de 2026. A atividade econômica seguiu sustentada por um mercado de trabalho forte, apesar da atenção contínua ao cenário fiscal.
Nos mercados financeiros, a Bolsa de Valores encerrou 2025 com desempenho expressivo, mas iniciou 2026 com ajustes técnicos e oscilações moderadas, refletindo a baixa liquidez do período. O dólar, por sua vez, apresentou movimento de queda na virada do ano, após oscilar nos últimos pregões de 2025, evidenciando ajustes de posições típicos desse momento. No cenário internacional, os dados mostraram um quadro de crescimento desigual, com a China sinalizando estabilização da atividade, os Estados Unidos mantendo uma economia mais resiliente, ainda que com sinais de cautela do consumidor, e a Zona do Euro enfrentando dificuldades no setor industrial.
Estrutura de Alocação de Recursos
A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.
A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:
• Curto prazo garante liquidez imediata;
• Médio prazo reduz impactos de mudanças nos juros;
• Longo prazo protege contra a inflação e captura ganhos quando o mercado melhora. Esse arranjo responde ao comportamento da curva de juros, que remunera prazos distintos de forma diferente. Assim, o RPPS evita que uma mudança abrupta afete toda a carteira ao mesmo tempo.
A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.
A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.
Em síntese, a carteira combina três pilares: segurança na renda fixa, crescimento via renda variável e proteção com exposição internacional. Essa abordagem fortalece a capacidade do RPPS de cumprir suas obrigações e preservar recursos no tempo.